{"id":83,"date":"2007-06-13T14:16:33","date_gmt":"2007-06-13T17:16:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.meiradarocha.jor.br\/news\/2007\/06\/13\/contagem-de-caracteres-na-diagramacao\/"},"modified":"2008-08-25T14:12:28","modified_gmt":"2008-08-25T17:12:28","slug":"contagem-de-caracteres-na-diagramacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/2007\/06\/13\/contagem-de-caracteres-na-diagramacao\/","title":{"rendered":"Contagem de caracteres na diagrama\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>A <strong>contagem de caracteres<\/strong> \u00e9 importante para que o editor de uma publica\u00e7\u00e3o  possa informar ao redator a quantidade exata de mat\u00e9ria a ser  escrita de forma a ocupar o espa\u00e7o desenhado na p\u00e1gina. Hoje em dia, \u00e9  <strong>inadmiss\u00edvel <\/strong>que <em>primeiro<\/em> se escreva uma mat\u00e9ria e <em>depois<\/em> se tente colocar o texto no espa\u00e7o da p\u00e1gina. Seria como colocar a carro\u00e7a na  frente dos bois. Mas, por incr\u00edvel que pare\u00e7a, \u00e9 isto que acontece na maioria  absoluta dos jornais brasileiros. <!--more-->Isso demonstra:<\/p>\n<ul>\n<li>Amadorismo<\/li>\n<li>Improvisa\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Falta de treinamento<\/li>\n<li>Falta de estudo<\/li>\n<li>Falta de esp\u00edrito empreendedor e de inova\u00e7\u00e3o<\/li>\n<\/ul>\n<p>Sem saber quanto texto cabe no espa\u00e7o destinado \u00e0 mat\u00e9ria, o redator pode  escrever a mais ou a menos. Se escrever a mais, seu texto ser\u00e1 cortado. Um  desperd\u00edcio. Se escrever a menos, o caso \u00e9 pior: o editor ter\u00e1 de gastar mais  tempo inventando conte\u00fado para a mat\u00e9ria, enquanto as oficinas e as impressoras  ficam esperando&#8230;<\/p>\n<h3>M\u00e9todo antigo<\/h3>\n<p>Antigamente, usava-se complicadas tabelas para o c\u00e1lculo do espa\u00e7o a ser  ocupado pelo texto. A quantidade de texto varia conforme o tipo de letra (fonte  tipogr\u00e1fica), o tamanho das letras (&#8220;corpo&#8221; do texto), a entrelinha, a  largura das colunas. As tabelas tinham que contemplar cada uma destas vari\u00e1veis.  Al\u00e9m disto, o texto tinha de ser colocado em &#8220;laudas&#8221; padronizadas, escritas em  m\u00e1quinas de escrever.<\/p>\n<p>As laudas tinham um espa\u00e7o determinado para o texto. Por exemplo, as linhas  seriam de 70 caracteres e cada lauda teria 20 linhas. Esse n\u00famero variava de  jornal para jornal. Os editores costumavam se referir \u00e0 quantidade de texto como  &#8220;laudas&#8221; e pediam:<\/p>\n<p>&#8212; Me escreve a\u00ed uma mat\u00e9ria de 3 laudas e meia.<\/p>\n<h3>M\u00e9todo atual<\/h3>\n<p>Hoje, o texto \u00e9 escrito em computadores, o que eliminou a necessidade de  medir mat\u00e9rias em &#8220;laudas&#8221;. Usa-se uma medida muito mais precisa: a quantidade  de caracteres. Os bons programas editores de texto t\u00eam um recurso que permite  dizer exatamente quantos caracteres foram digitados.Para o c\u00e1lculo da quantidade de caracteres que caber\u00e3o em um espa\u00e7o  pr\u00e9-diagramado, eu desenvolvi este m\u00e9todo simples, que batizei de &#8220;<em>M\u00e9todo  Meira de Contagem de Caracteres (<strong>MMCC<\/strong>)<\/em>&#8221; . Criei um  texto, em parceria com Luiz de Cam\u00f5es:<\/p>\n<blockquote><p>As armas e os Bar\u00f5es assinalados Que da Ocident 50 al praia Lusitana  Por mares nunca de antes nav 100 egados Passaram ainda al\u00e9m da Taprobana, Em pe  150 rigos e guerras esfor\u00e7ados Mais do que prometi 200 a a for\u00e7a humana, E entre  gente remota edifica 250 ram Novo Reino, que tanto sublimaram; Luis de 0300<br \/>\nE  tamb\u00e9m as mem\u00f3rias gloriosas Daqueles Reis q 350 ue foram dilatando A F\u00e9, o  Imp\u00e9rio, e as terra 400 s viciosas De \u00c1frica e de \u00c1sia andaram devasta 450 ndo,  E aqueles que por obras valerosas Se v\u00e3o 0500 da lei da Morte libertando,  Cantando espalharei550 por toda parte, Se a tanto me ajudar o engenho 600 e  arte. Luis de Cam\u00f5es, Os Lus\u00edadas. Luis de. 0650<\/p><\/blockquote>\n<p>Cam\u00f5es escreveu as letras, e eu, os n\u00fameros: a cada 50 caracteres,  coloquei a contagem de caracteres at\u00e9 aquele ponto (os n\u00fameros que eu coloquei  est\u00e3o inclu\u00eddos na contagem). Voc\u00ea pode pegar este texto clicando neste link: <a title=\"Texto conta-caracteres\" href=\"http:\/\/www.meiradarocha.jor.br\/news\/wp-content\/uploads\/2007\/06\/lusiadas.txt\">Texto conta-caracteres<\/a>. Grave-o em sua pasta de documentos e use-o <em>para cada  nova mat\u00e9ria<\/em> que pr\u00e9-diagramar.<\/p>\n<h3>Modo de usar<\/h3>\n<p>Importe este texto &#8220;falso&#8221; para o espa\u00e7o da mat\u00e9ria verdadeira, que ainda n\u00e3o  foi escrita. Formate o texto conforme o padr\u00e3o de sua publica\u00e7\u00e3o. O \u00faltimo  n\u00famero da \u00faltima coluna de texto indicar\u00e1 a quantidade de caracteres que cabe no  espa\u00e7o.<\/p>\n<blockquote style=\"margin-right: 0px\" dir=\"ltr\"><p>Lembre-se: <span style=\"color: #ff0000;\">para cada mat\u00e9ria voc\u00ea deve importar novamente  o texto, como se fosse um novo<\/span>.<\/p><\/blockquote>\n<p>\u00c9 claro que uma pequena varia\u00e7\u00e3o na quantidade de caracteres, (mais ou menos  50 caracteres), s\u00e3o admiss\u00edveis, e isto pode ser administrado pelo diagramador  apertando um pouco o tracking das letras, diminuindo a foto em alguns  mil\u00edmetros. Normalmente, usa-se a foto ou ilustra\u00e7\u00e3o como um elemento el\u00e1stico  que pode ser diminu\u00eddo ou aumentado para acomodar o texto. Mas isto deve ser  feito com cuidado para n\u00e3o desequilibrar a composi\u00e7\u00e3o visual da mat\u00e9ria. A foto  n\u00e3o pode ser muito maior ou muito menor que o texto. Tem de haver equil\u00edbrio e  harmonia entre todos os elementos da p\u00e1gina: t\u00edtulos, texto, fotos etc.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contagem de caracteres \u00e9 importante para que o editor de uma publica\u00e7\u00e3o possa informar ao redator a quantidade exata de mat\u00e9ria a ser escrita de forma a ocupar o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[24,25,15,10],"tags":[],"class_list":["post-83","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-design-grafico","category-diagramacao","category-editoracao","category-jornalismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}