{"id":181,"date":"2010-10-17T17:29:20","date_gmt":"2010-10-17T20:29:20","guid":{"rendered":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/?p=181"},"modified":"2011-08-02T11:24:36","modified_gmt":"2011-08-02T14:24:36","slug":"a-estrutura-do-trabalho-cientifico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/2010\/10\/17\/a-estrutura-do-trabalho-cientifico\/","title":{"rendered":"A estrutura do trabalho cient\u00edfico"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.comprajato.com\/lstDetalhaProduto.aspx?pid=54929\">K\u00d6CHE, Jos\u00e9 Carlos. Fundamentos da Metodologia Cient\u00edfica. Caxias do Sul: UCS, 1978.<\/a><\/p>\n<blockquote><p>\u201cEm trabalhos cient\u00edficos a originalidade n\u00e3o est\u00e1 na forma, mas sim no conte\u00fado\u201d (Castro, 1976, p. 1).<\/p><\/blockquote>\n<p><a href=\"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/files\/2010\/10\/koche.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-medium wp-image-184\" title=\"koche\" src=\"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/files\/2010\/10\/koche-202x300.jpg\" alt=\"\" width=\"202\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/files\/2010\/10\/koche-202x300.jpg 202w, http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/files\/2010\/10\/koche.jpeg 310w\" sizes=\"auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px\" \/><\/a>Os trabalhos de pesquisa comportam tr\u00eas partes essenciais interligadas num todo harm\u00f4nico e equilibrado: a introdu\u00e7\u00e3o, o desenvolvimento e a conclus\u00e3o. \u00c0 parte introdut\u00f3ria cabe a apresenta\u00e7\u00e3o do que vai ser investigado; ao desenvolvimento cabe a exposi\u00e7\u00e3o dos testes executados, a an\u00e1lise e a avalia\u00e7\u00e3o dos resultados obtidos; \u00e0 conclus\u00e3o cabe apontar a relev\u00e2ncia do estudo tendo em vista os resultados obtidos.<\/p>\n<h2>A \u2013 Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>O objetivo principal da introdu\u00e7\u00e3o \u00e9 situar o leitor no contexto da pesquisa. O leitor dever\u00e1 perceber claramente o que ser\u00e1 analisado, como e porque, as limita\u00e7\u00f5es encontradas, o alcance da investiga\u00e7\u00e3o e suas bases te\u00f3ricas gerais. Ela tem, acima de tudo, um car\u00e1ter did\u00e1tico de apresenta\u00e7\u00e3o, levando-se em conta o leitor a que se destina e a finalidade do trabalho.<\/p>\n<p>Numa introdu\u00e7\u00e3o consideram-se os seguintes aspectos:<\/p>\n<ol type=\"a\">\n<li>o problema deve ser proposto para o leitor de uma forma clara e precisa. Geralmente \u00e9 apresentado em forma de enunciado interrogativo, situando a d\u00favida dentro do contexto atual da ci\u00eancia ou perante uma dada situa\u00e7\u00e3o emp\u00edrica;<\/li>\n<li>os objetivos delimitam a pretens\u00e3o do alcance da investiga\u00e7\u00e3o, o que se prop\u00f5e fazer, que aspectos pretende analisar. Os objetivos podem servir como complemento para a delimita\u00e7\u00e3o do problema;<\/li>\n<li>a justificativa destaca a import\u00e2ncia do tema abordado tendo em vista o est\u00e1gio atual da ci\u00eancia, suas diverg\u00eancias pol\u00eamicas ou a contribui\u00e7\u00e3o que pretende proporcionar a pesquisa para o problema abordado;<\/li>\n<li>as defini\u00e7\u00f5es pertinentes \u00e0 compreens\u00e3o do problema devem ser explicitadas. Apenas as estritamente necess\u00e1rias devem ser colocadas;<\/li>\n<li>a metodologia deve esclarecer a forma que foi utilizada na an\u00e1lise do problema proposto. Em Pesquisas descritivas e experimentais coloca-se, de maneira geral, os principais procedimentos e t\u00e9cnicas utilizados para a coleta de dados, de tal forma que o leitor tenha uma vis\u00e3o do roteiro utilizado;<\/li>\n<li>a revis\u00e3o da literatura proporciona um apanhado geral do que se sabe sobre o assunto investigado. A extens\u00e3o dessa parte depende principalmente do conhecimento que o leitor poder\u00e1 ter do assunto e da profundidade do trabalho. Uma revis\u00e3o da literatura bem feita demonstra o n\u00edvel de conhecimentos que tem o autor da pesquisa e serve para o leitor avaliar as bases te\u00f3ricas sobre as quais se processou a investiga\u00e7\u00e3o;<\/li>\n<li>as hip\u00f3teses devem ser colocadas para proporcionar ao leitor que poss\u00edveis solu\u00e7\u00f5es ou explica\u00e7\u00f5es se prop\u00f5e o autor, mostrando o que a pesquisa pretende testar;<\/li>\n<li>as dificuldades devem ser apresentadas, desde que relevantes.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o, assim como todo o trabalho cient\u00edfico, deve ser formulada numa linguagem simples, clara e sint\u00e9tica, colocando aquilo que \u00e9 necess\u00e1rio para que o leitor tenha uma ideia objetiva do que vai ser tratado.<\/p>\n<h2>B \u2013 Desenvolvimento<\/h2>\n<p>O desenvolvimento \u00e9 a demonstra\u00e7\u00e3o l\u00f3gica de todo o trabalho de pesquisa. Se forem deixadas de lado a introdu\u00e7\u00e3o e a conclus\u00e3o, ele dever\u00e1 subsistir sozinho. Isso significa que o desenvolvimento retoma o problema inicial da introdu\u00e7\u00e3o, especificado agora sob a forma de enunciado interrogativo que estabelece as rela\u00e7\u00f5es entre as vari\u00e1veis, apresenta o resultado dos testes e faz a avalia\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses colocando as principais conclus\u00f5es.<\/p>\n<p>Nos <strong>relat<\/strong><strong>\u00f3<\/strong><strong>rios de pesquisas bibliogr\u00e1ficas<\/strong>, o problema \u00e9 retomado e analisado \u00e0 luz das informa\u00e7\u00f5es relevantes colhidas na revis\u00e3o da literatura. O desenvolvimento, nessas pesquisas, se at\u00e9m a explicar, discutir e demonstrar a pertin\u00eancia das teorias na explica\u00e7\u00e3o do problema proposto analisando e extraindo conclus\u00f5es sobre suas defici\u00eancias ou qualidades explicativas.<\/p>\n<p>Nos <strong>relat\u00f3rios de pesquisas experimentais<\/strong> ou descritivas, procura-se transformar o problema lan\u00e7ado a um n\u00edvel te\u00f3rico na introdu\u00e7\u00e3o em problema emp\u00edrico. Para tanto, h\u00e1 a necessidade de se utilizar ou defini\u00e7\u00f5es constitutivas ou as operacionais, ou ent\u00e3o o estratagema dos enunciados b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>No desenvolvimento do relat\u00f3rio dessas pesquisas deve-se demonstrar a an\u00e1lise e a avalia\u00e7\u00e3o das hip\u00f3teses lan\u00e7adas \u00e0 luz de algum marco te\u00f3rico, confrontando-as com o resultado obtido pelos testes de falseabilidade.<\/p>\n<p>As hip\u00f3teses, vari\u00e1veis e suas defini\u00e7\u00f5es emp\u00edricas devem estar claramente evidenciadas, bem como todos os procedimentos relevantes utilizados na testagem, de tal forma que o leitor possa reconstruir mentalmente (ou, se quisesse, empiricamente) como a pesquisa foi feita. Conv\u00e9m n\u00e3o colocar, por\u00e9m, no desenvolvimento a explica\u00e7\u00e3o exaustiva dos m\u00e9todos e t\u00e9cnicas utilizados, mas apenas sua indica\u00e7\u00e3o, ou o resultado do que foi obtido, como \u00e9 o caso dos testes para avaliar a fidedignidade e a validade dos instrumentos. O desenvolvimento segue uma exposi\u00e7\u00e3o l\u00f3gica, utilizando-se dos dados constantes em tabelas ou gr\u00e1ficos para demonstrar a validade ou n\u00e3o das hip\u00f3teses.<\/p>\n<p>De acordo com as caracter\u00edsticas do problema, das t\u00e9cnicas utilizadas e do estilo do autor pode-se dividir o desenvolvimento em tantas partes quantas forem necess\u00e1rias, utilizando-se para isso os cap\u00edtulos, as se\u00e7\u00f5es, as subse\u00e7\u00f5es, etc., tendo, por\u00e9m, o cuidado de n\u00e3o perder a unidade.<\/p>\n<h2>C \u2013 Conclus\u00e3o<\/h2>\n<p>A conclus\u00e3o tem tamb\u00e9m sua estrutura pr\u00f3pria. Ela deve retomar o problema inicial lan\u00e7ado na introdu\u00e7\u00e3o revendo as principais contribui\u00e7\u00f5es que trouxe a pesquisa.<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o apresenta o resultado final, global da investiga\u00e7\u00e3o, avaliando seus pontos fracos ou positivos atrav\u00e9s da reuni\u00e3o sint\u00e9tica das principais ideias desenvolvidas ou conclus\u00f5es parciais obtidas. Assim como a introdu\u00e7\u00e3o, a conclus\u00e3o n\u00e3o entra nos detalhes operacionais dos conceitos utilizados, mas apenas aborda as conclus\u00f5es parciais do desenvolvimento interrelacionando-as num todo, tendo em vista o problema inicial.<\/p>\n<p>O cuidado que se deve ter \u00e9 o de a conclus\u00e3o nunca extrapolar os resultados do desenvolvimento. O resultado final deve ser decorr\u00eancia natural do que j\u00e1 foi demonstrado.<\/p>\n<p>Afirmou-se que a ci\u00eancia n\u00e3o \u00e9 um todo acabado mas que est\u00e1 em cont\u00ednua constru\u00e7\u00e3o. \u00c9 natural, pois, que a pesquisa n\u00e3o esgote por completo o tema investigado. Conv\u00e9m, ent\u00e3o, apontar na conclus\u00e3o os problemas decorrentes do tema investigado que poder\u00e3o servir para futuras pesquisas. A conclus\u00e3o, apesar de ser o fecho de um trabalho de pesquisa, n\u00e3o o \u00e9 da ci\u00eancia.<\/p>\n<h2>Leitura complementar<\/h2>\n<blockquote>\n<h3>O estilo e a express\u00e3o<\/h3>\n<p>\u201cAntes de estudar os estilos de um trabalho de pesquisa, cumpre fazer alguma refer\u00eancia ao problema da pr\u00f3pria linguagem. Em primeiro lugar, conv\u00e9m n\u00e3o perder de vista a distin\u00e7\u00e3o estabelecida por Heidegger, em estudos recentes, entre a linguagem como instrumento e a linguagem como instaura\u00e7\u00e3o da realidade. Segundo isto. a linguagem dos poetas \u00e9 <em>revelado<\/em><em>ra<\/em> do ser existente: quando o poeta nomeia \u2013 ou <em>diz<\/em> \u2013 <em>evidencia<\/em> a realidade. Esta concep\u00e7\u00e3o metaf\u00edsica da palavra confere \u00e0 linguagem um valor existencial, de modo tal que, mais do que um instrumento, ela seria uma forma de vida a partir da qual apreendemos o mundo.<\/p>\n<p>\u201cSe, por outra parte, considerarmos a linguagem como um meio de comunica\u00e7\u00e3o ou de transmiss\u00e3o de conhecimento, podemos defini-la como um conjunto convencional de sinais, entendendo por sinais as unidades que a comp\u00f5em. Se conferirmos \u00e0 palavra \u2018unidade\u2019 seu sentido matem\u00e1tico de quantidade convencional, resulta que, conforme o plano lingu\u00edstico, escolheremos corno unidade adequada a esse n\u00edvel: em fon\u00e9tica, ser\u00e1 o fonema; em sintaxe, a ora\u00e7\u00e3o, etc. Sob um ponto de vista instrumental, podemos classificar as formas expressivas em: a) linguagem coloquial. que \u00e9 a linguagem corrente ou discursiva; b) linguagem liter\u00e1ria, isto \u00e9, a que usamos com fins est\u00e9ticos, e c) linguagem t\u00e9cnica, que \u00e9 o sistema de express\u00e3o da ci\u00eancia e da filosofia (Vera, 1973, p. 181-2).<\/p><\/blockquote>\n<h2>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas e bibliografia recomendada<\/h2>\n<ol>\n<li>CASTRO. C. de Moura. Estrutura e Apresenta\u00e7\u00e3o de publica\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. S\u00e3o Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1976.<\/li>\n<li>CERVO, A. L. &amp; BERVIAN, P. A. Metodologia cient\u00edfica. Passo Fundo: Ed. P. Berthier, 1972.<\/li>\n<li>FERRARI, A. T. Metodologia de ci\u00eancia. 3 ed. Rio de Janeiro: Kennedy, 1974.<\/li>\n<li>LUFT. C. P. Escrito cient\u00edfico: sua estrutura e apresenta\u00e7\u00e3o. 4 ed. Porto Alegre: Lima, 1974.<\/li>\n<li>REY. L. Como redigir trabalhos cient\u00edficos. S\u00e3o Paulo: Pol\u00edgono e Ed. da Universidade de S\u00e3o Paulo, 1972.<\/li>\n<li>REMMEL. F. J. Introdu\u00e7\u00e3o aos procedimentos de pesquisa em educa\u00e7\u00e3o. Porto Alegre: Globo, 1972.<\/li>\n<li>SCHRADER. A. Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa social emp\u00edrica. Porto Alegre: Globo, Ed. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 1974.<\/li>\n<li>SILVA, Rebeca Peixoto da et alii. Reda\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. 2 ed. Porto Alegre: Forma\u00e7\u00e3o, 1975.<\/li>\n<li>VERA. A. Metodologia de pesquisa cient\u00edfica. Porto Alegre: Globo, 1973.<\/li>\n<\/ol>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Veja quais as partes essenciais de um TCC<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,5],"tags":[],"class_list":["post-181","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-pesquisa","category-tcc"],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=181"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/181\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=181"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=181"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/meiradarocha.jor.br\/news\/tcc\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=181"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}