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Governo brasileiro vai estimular produção digital

O governo brasileiro vai subsidiar projetos de produção de conteúdos digitais desenvolvidos nas universidades, nas instituições de P&D, no terceiro setor e em produtoras independentes.

O objetivo é incentivar a produção cultural de mídias digitais (celulares, internet) fora das grandes redes. O projeto nasceu da pesquisa Indústrias de Conteúdos Digitais na América Latina da dra. Cosette Castro, consultora da CEPAL/UNESCO (resumo do estudo aqui). No Encontro Ministerial da Sociedade da Informação de fevereiro de 2008 em El Salvador, a acadêmica apresentou a pesquisa e um projeto de criação de um centro de excelência regional (América Latina e Caribe) de produção de conteúdos digitais, que foi aprovado por unanimidade.

Agora, Cosette Castro participa da criação do projeto brasileiro, cujos editais devem sair até outubro. Quem vai coordenar as atividades no Brasil será o Ministério de Ciência e Tecnologia. Já há  uma comissão que trabalha nos critérios para selecionar os projetos.

OLPC ROX!

Para a nova geração do laptop XO (já chamada de XOXO ) o projeto OLPC vai estudar um novo gerenciador de desktop, o ROX. O diferencial em relação aos desktops atuais (Windows, Gnome, KDE, MacOS) é que o ROX é pesadamente orientado ao “drag and drop” (DND) e ao sistema de arquivos tipo unix, em vez de colocar aplicativos em menus e submenus. Tudo é feito arrastando-se e soltando-se “objetos” na tela do computador, conforme é normal em alguns sistema RISC.

Ultraportáteis: o preço pode cair mais

A gênia dos display Mary Lou Jepsen diz que a margem de lucro dos ultraportáteis está na faixa de 50%, e seu preço deve cair nos próximos meses. Hoje, eles custam de 300 a 500 dólares. A engenheira deve saber bem disso, pois vive mais em Taiwan que nos Estados Unidos, em função do OLPC e, agora, de sua empresa de displays Pixel Qi.

No Brasil, já surgem anúncios do Eee PC por 799 reais (com mouse e bolsa). Aparentemente, há liquidação de estoques quando se espera o lançamento do Eee PC de tela de 9 polegadas e mais memória. E a queda de preço vai continuar: Mary Lou Jepsen prevê a inundação do mercado por cerca de 50 modelos ultraportáteis, a partir da Computex 2008, em Taiwan. Continue lendo… ‘Ultraportáteis: o preço pode cair mais’ »

Intel Classmate, o laptop do projeto UCA?

Na minha visão, o Classmate é uma meia-solução. É uma boa máquina, mas não tem a ampla oferta de software (“atividades”) para desenvolvimento do aprendizado por projetos em grupo que a comunidade OLPC está oferecendo.

Mas segundo a profª Léa Fagundes, do LEC da Ufrgs e participante do projeto UCA, a nova pedagogia poderá ser aplicada com qualquer máquina que vencer a licitação.

Para mim, o mais grave será, possivelmente, a falta de roteamento da rede mesh. É muito provável que ele só terá capacidade de participar da rede mesh como cliente. Junte a isto uma provável placa de rede WiFi de alcance standard (uns 40m), e isto matará a inclusão digital das famílias dos alunos: ficará tremendamente difícil acessar a internet pela rede das escolas.

Mas este panorama poderá mudar se a Intel e a Positivo tiverem, em dois meses, implementado uma tecnologia mesh como a OLPC e a Marvell estão desenvolvendo há dois anos: mesh com roteamento mesmo com a máquina dormindo, placas WiFi com 200 metros de alcance (1300m sem barreiras).

Outro ponto negativo será no gasto de energia elétrica: o Classmate, por ser mais potente e de uma tecnologia mais antiga de processador e tela, gasta mais. Este custo ficará escondido nas contas de energia das escolas, mas é significativo ao longo de cinco anos de vida útil do equipamento. A diferença de gasto de energia pode chegar de 70 a 100 reais, entre a classe de laptops Classmate e a classe XO. O XO gasta a metade da energia de um Classmate, ou menos ainda.