Arquivos da editoria ‘Política’.
31 de março de 2008, 2h33min por José Antonio Meira da Rocha
Meio off-topic, meio não, meio calabresa, meio quatro queijos.
Está esquentando a briga pelo bom jornalismo deflagrada pelo Luis Nassif. O que interessa, no nosso caso, é que o ringue é a Web, onde o jornalista econômico-cultural se degladia com Reinaldo Azevedo, da tropa de choque da revista Veja. Alguns artigos bons pra entender o factóide “dossiê Dilma Rousseff” e o jornalismo de esgoto da revista Veja:
- Tapiocas e bruxarias. Post do Nassif com pistas jornalísticas sobre a montagem do suposto “dossiê” supostamente preparado por Dilma Rousseff.
- Teles-jornalismo, de Claudio Tognolli no Observatório da Imprensa, sobre como as disputa das telefônicas está envenenando a imprensa.
Para os estudantes de Jornalismo (ou ingênuos como eu), uma lição de que não se deve acreditar em tudo. Nem só o que sai na internet merece nossa total desconfiança.
Algumas dicas para montar um factóide que escandalize a classe média: Continue lendo… ‘Dossiê Nassif e o Vejagate’ »
21 de março de 2008, 20h19min por José Antonio Meira da Rocha
O grande argumento para que o poder do estado crie monopólio de idéias (patentes e copyright) é este:
In a world without any patent protection, no pharmaceutical company could afford to spend hundreds of millions of dollars to develop, test, and gain regulatory approval for new drugs, because as soon as it finished, another company could simply copy the end results of its work. Without intellectual property laws, there would be no commercial basis for working to achieve anything. [fonte]
Num mundo sem senhuma proteção de patente, nenhuma companhia farmacêutica pode bancar milhões de dólares para desenvolver, testar e obter regulamentação para novas drogas, porque, tão logo ela acabe, outra companhia pode simplesmente copiar o resultado final de seu trabalho. Sem leis de propriedade intelectual, não existiria base comercial para trabalhar para conseguir qualquer coisa.
Então, quer dizer que o capitalismo é tão fraco que precisa de proteção do Estado? Continue lendo… ‘Patentes e copyright, o grande engôdo’ »
16 de março de 2008, 1h01min por José Antonio Meira da Rocha
Comunicado foi feito ao meu senador, Paulo Paim, defensor do projeto de anistia, pelo comandante de Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto. Anúncio de anistia póstuma é de Rosane de Oliveira em Zero Hora
(2008-03-16).
O marinheiro negro João Cândido, filho de escravos de Encruzilhada do Sul, RS, liderou em 1910 a Revolta da Chibata
contra maus tratos à marujada, depois que um colega seu foi condenado a 250 chibatadas. Os revoltosos ameaçaram canhonear o Rio de Janeiro, pondo a República de joelhos.
Nos anos 70, João Cândido foi imortalizado na música de João Bosco e Aldir Blanc, mas a censura obrigou-os a trocar a estrofe “Salve o Almirante Negro” por “Salve o Navegante Negro”.
O assunto era tabú nas Forças Armadas, que agora recuperam a dignidade. As Forças Armadas brasileiras, cujos membros, mesmo mais graduados, em geral não vem da Zelite, estavam devendo essa. Parabéns ao Almirante Moura Neto.
3 de outubro de 2007, 0h00min por José Antonio Meira da Rocha
Capitalismo pressupõe livre concorrência. A chamada “propriedade intelectual” (patentes, direito de cópia, marcas) são monopólios garantidos pelo estado. Monopólios são atitudes danosas à livre concorrência. Desde que John Rockefeller destruiu seus concorrentes da área petrolífera em apenas dois meses, no final do século 19, a sociedade repudia vantagens obtidas a partir de monopólio. São pouquíssimos países do mundo que permitem essa prática danosa.
Entretanto, os defensores não explicam que a tal “propriedade intelectual” é monopólio. Apesar de ser uma concessão do estado por tempo determinado (patentes e copyright) ou indeterminado (marcas), esta modalidade de monopólio é apresentada como se fosse um direito natural, como se realmente fosse propriedade. Criada pela realeza (daí “royalties”) e por cortesãos, o tempo de monopólio foi gradativamente aumentado por políticos patrocinados por grandes editoras e grandes conglomerados de mídia e empresas que vivem de patentes. Continue lendo… ‘Propriedade intelectual é anti-capitalista’ »