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	<title>Meira da Rocha &#187; Jornalismo</title>
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	<description>Jornalismo Online, Planejamento Gráfico, Mídias Digitais</description>
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		<title>Análise da diagramação de jornais nipo-brasileiros</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 21:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Monografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta  monografia  é  resultante  da  análise  dos  compostos  da  diagramação  dos jornais Nikkey Shimbun e São Paulo Shimbun, produzidos no Brasil na língua japonesa, a partir da visão ocidental, utilizando estudos da técnica e da Gestalt produzidos  no  Ocidente  como  base  de  comparação  para  a  compreensão  da arte nestes veículos. Ela inclui os elementos gráficos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta  monografia  é  resultante  da  análise  dos  compostos  da  diagramação  dos jornais <strong>Nikkey Shimbun</strong> e <strong>São Paulo Shimbun</strong>, produzidos no Brasil na língua japonesa, a partir da visão ocidental, utilizando estudos da técnica e da Gestalt produzidos  no  Ocidente  como  base  de  comparação  para  a  compreensão  da arte nestes veículos. Ela inclui os elementos gráficos presentes nas primeiras páginas dos veículos, como fontes, estilos, fios, imagens e sinais gráficos, e a  sintaxe da linguagem visual focando o equilíbrio, espaço-formato, proximidade (elementos da Gestalt), harmonia e cor, justificando tais aplicações gráficas por meio de entrevistas com os profissionais de cada redação. Compreende que a  hierarquia  de  notícias,  no  Ocidente  e  no  Japão,  é  baseada  no  movimento  do olhar  delimitado  pelo  sentido  da  leitura,  e  que  por  conta  disso  assume  uma diagramação  própria,  mesmo  seguindo  as  vertentes  da  linguagem  visual ocidental.</p>
<p>A autora é  <strong>Mayra Maki Sassaki</strong>, graduada no Curso de Jornalismo da Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, 2009.</p>
<p><em>Palavras-Chave:    <strong>Diagramação,  Jornais Nipo-Brasileiros, Sintaxe da Linguagem Visual, Leitura na Língua Japonesa, Gestalt.</strong></em></p>
<p>Baixe  <a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/10/SASSAKI-Mayra-M.-Análise-da-diagramação-de-jornais-nipo-brasileiros.pdf">SASSAKI, Mayra M. Análise da diagramação de jornais nipo-brasileiros</a>.</p>
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		<title>Não aposente monitores CRT para mídias impressas</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Oct 2008 00:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>

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		<description><![CDATA[A moda há tempos são monitores LCD, com boa visibilidade, preços em queda, bom uso de energia, boa resolução em função do &#8220;sub-pixel&#8221; (ponto da tela dividido em três faixas para triplicar a resolução horizontal). A saturação do mercado e linhas de montagem caríssimas no Oriente, que não podem ficar ociosas, vão derrubar ainda mais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A moda há tempos são monitores LCD, com boa visibilidade, preços em queda, bom uso de energia, boa resolução em função do &#8220;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Subpixel_rendering">sub-pixel</a>&#8221; (ponto da tela dividido em três faixas para triplicar a resolução horizontal). A saturação do mercado e linhas de montagem caríssimas no Oriente, que não podem ficar ociosas, vão derrubar ainda mais os preços destes equipamentos, nos próximos meses, tornando a compra de um monitor ou TV LCD mais atrativa.</p>
<p>Mas tem uma coisa que profissionais que trabalham com mídias impressas não podem deixar de lado: a necessidade de calibrar os monitores para aumentar a semelhança entre as cores de tela e as cores impressas. E é quase impossível se calibrar monitores LCD. As cores mudam até conforme o ângulo de visão. Portanto, que trabalha com mídias impressas sempre vai precisar de pelo menos <em>um </em>monitor CRT para conferir as cores e ter menos surpresas com impressos ou até mesmo com sites Web.</p>
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		<item>
		<title>Programa e bibliografia em Editoração para concurso na USP</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2008/09/09/programa-e-bibliografia-em-editoracao-para-concurso-na-usp/</link>
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		<pubDate>Tue, 09 Sep 2008 03:17:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[InDesign]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Este é o programa exigido para quem quiser fazer concurso para lecionar na USP, área de Editoração: Preparação de Texto: técnicas, etapas e níveis de intervenção. Tipologia. Legibilidade e Leiturabilidade. Objetos impressos e Design: (livros, catálogos, folders, manuais, convites etc..). Editoração Eletrônica: (Softer Indesign, Page Maker e Photoshop). Diagramação e Paginação de texto e imagem. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é o programa exigido para quem quiser fazer <a href="http://www.usp.br/drh/novo/recsel/ecaconc1422008.html">concurso para lecionar na USP</a>, área de Editoração:</p>
<ol>
<li> Preparação de Texto:    técnicas, etapas e níveis de intervenção.</li>
<li> Tipologia.    Legibilidade e Leiturabilidade.</li>
<li> Objetos impressos e    Design: (livros, catálogos, folders, manuais, convites etc..).</li>
<li> Editoração    Eletrônica: (Softer Indesign, Page Maker e Photoshop).</li>
<li> Diagramação e    Paginação de texto e imagem.</li>
<li> Matérias &#8211; primas    para impressão: características e adequações.</li>
<li> O papel e a imagem:    natureza, história e procedimentos.</li>
<li> Processos de    pré-impressão, impressão e acabamento.</li>
<li> O Livro &#8211; suporte de    muitas artes.</li>
<li> O desenvolvimento da    Linguagem gráfica na história da Arte.</li>
</ol>
<p class="MsoBodyText" style="text-align: justify;">E esta, a bibliografia em Editoração:<span id="more-577"></span></p>
<ol>
<li> ARAÚJO, Emanuel. A    Construção do Livro. Rio de Janeiro/Brasília, Nova Fronteira/INL. 1986</li>
<li>ARHEIM,    Rudolf. Arte e Percepção Visual: Psicologia da Visão Criadora. São Paulo,    Pioneira, 1994.</li>
<li> BAER, Lorenzo. Produção    gráfica. São Paulo, Senac, 1995.</li>
<li>BRINGHURST, Robert. Elementos do Estilo    Tipográfico. São Paulo, CosacNaif, 2004.</li>
<li> CRAIG, James. Produção    Gráfica. 2.ed., São Paulo, Mosaico/EDUSP, 1980.</li>
<li> HANDEL, Richard. O Design    de Livro. São Paulo Ateliê, 2007</li>
<li>MARTINS, Nelson. A Imagem Digital na    Editoriação: Manipulação, Conversão e    Fechamento de Arquivos. São Paulo, Senac, 2003</li>
<li>SALOMON, Martin.  The Art    Typography. New York, Watson-Guptill Publications. 1986. 240p.</li>
<li> SWANN, Alan.    How to Design Grids and Use them Effectively.  Oxsford, Phaidon. 1989.    144p.</li>
</ol>
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		</item>
		<item>
		<title>A Bahia tem tablóide</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2008/08/30/a-bahia-tem-tabloide/</link>
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		<pubDate>Sat, 30 Aug 2008 19:16:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um jornal grandão vira tablóide. Dessa vez é o brasileiro Correio da Bahia, que encurtou até o nome (o logotipo dá destaque à palavra Correio).  O novo projeto gráfico é dinâmico, enxuto, elegante, colorido. Você pode conferir no site do diário a versão do dia em formato &#8220;flip&#8221;, a imitação em Flash do jornal [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um jornal grandão vira <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tabl%C3%B3ide">tablóide</a>. Dessa vez é o brasileiro <a href="http://www.correiodabahia.com.br/">Correio da Bahia</a>, que encurtou até o nome (o logotipo dá destaque à palavra Correio).  O novo projeto gráfico é dinâmico, enxuto, elegante, colorido. Você pode conferir no site do diário a <a href="http://pageflip.correio24horas.com.br/">versão do dia em formato &#8220;flip&#8221;</a>, a imitação em Flash do jornal de papel. Não tenho particularmente simpatia por este formato (me parece meio kitsh), mas também não tenho nada muito contra.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fotos do padre voador</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2008/07/14/fotos-do-padre-voador/</link>
		<comments>http://meiradarocha.jor.br/news/2008/07/14/fotos-do-padre-voador/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 14 Jul 2008 22:41:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Um exemplo de notícia (ou fato midiático) produzida popularmente &#8212; isto é, produzida pelos próprios consumidores de informação &#8212; é o caso do Padre Voador Adelir Antônio de Carli. O fato trágico &#8212; a perda de um aeronauta ousado, militante espiritual e agente social &#8212; foi transformado em tragicomédia pelo espírito do brasileiro. Surgiram sites [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um exemplo de notícia (ou fato midiático) produzida popularmente &#8212; isto é, produzida pelos próprios consumidores de informação &#8212; é o caso do <strong>Padre Voador Adelir Antônio de Carli</strong>. O fato trágico &#8212; a perda de um aeronauta ousado,  militante espiritual e agente social &#8212; foi transformado em tragicomédia pelo espírito do brasileiro.</p>
<p>Surgiram <a href="http://padrevoador.wordpress.com/">sites de &#8220;Padre Voador&#8221; fake</a>, circularam em listas de discussão foto-montagens com o desafortunado sacerdote. Chegou a vencer o satírico &#8220;<a href="http://colunas.g1.com.br/redacao/2008/07/17/padre-voador-ganha-darwin-award-de-2008/">Prêmio Darwin</a>&#8220;.</p>
<p>Como estas <a href="http://groups.google.com/group/resposta42/msg/79ce9405841b2cb3?hl=pt-BR">fotos, apócrifas, divulgadas pelo jornalista-cidadão Khristofferson sobre o encontro dos restos do Padre Voador</a>:<span id="more-356"></span></p>
<ul>
<li>2008-07-03 12h3min4s<br />
<a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030001fw1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-362" title="Restos do Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 12:03:04" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030001fw1-300x225.jpg" alt="Restos do Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 12:03:04" width="300" height="225" /></a></li>
<li>2008-07-03 13h0min3s<a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030006rn1.jpg"><br />
</a><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030003rm41.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-360" title="Restos do Padre Voador, DateTime - 2008:07:03 13:00:03" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030003rm41-300x225.jpg" alt="Restos do Padre Voador, DateTime - 2008:07:03 13:00:03" width="300" height="225" /></a><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030006rn1.jpg"><br />
</a></li>
<li>2008-07-03 13h0min29s<br />
<a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030004rd1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-359" title="Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 13:00:29" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030004rd1-300x225.jpg" alt="Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 13:00:29" width="300" height="225" /></a></li>
<li>2008-07-03 13h7min23s<br />
<a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030005di4.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-358" title="Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 13:07:23" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030005di4-300x225.jpg" alt="Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 13:07:23" width="300" height="225" /></a></li>
<li>2008-07-03 13h9min6s<br />
<a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030006rn1.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-361" title="Restos do Padre Voador, DateTimeOriginal - 2008:07:03 13:09:06" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/p7030006rn1-300x225.jpg" alt="DateTimeOriginal - 2008:07:03 13:09:06" width="300" height="225" /></a></li>
</ul>
<p>Serão estas fotos realmente sobre o resgate dos restos do Padre? Vamos dar uma olhada na <strong>meta-informação</strong> que elas trazem. Uma breve análise investigativa digital. Quando as modernas câmeras fotográficas &#8220;batem uma chapa&#8221;, elas gravam, juntamente com a imagem digital, informações que descrevem o contexto em que foi feita a foto. É a chamada &#8220;meta-informação&#8221;, a informação-sobre-a-informação.</p>
<p>Essas informações devem seguir alguns padrões, como EXIF info e IPTC info. Programas de imagens modernos têm recursos para se ler e editar essas informações. Por exemplo, no IrfanView você tecla &#8220;I&#8221; e acessa toda essa informação.</p>
<p>Pelos dados EXIF das fotografias, temos uma seqüência que não segue, necessariamente, a cronologia da descoberta dos restos, anunciada pela imprensa. Vejamos a meta-informação da primeira das fotos:</p>
<pre>ImageDescription - OLYMPUS DIGITAL CAMERA
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<p>É muito dado e pouca informação útil. Mas os dados podem dar pistas. Também pode acontecer de serem pistas falsas. Mas o que as meta-informações revelam é isto:</p>
<p>A câmera foi uma Olympus C180 ou D435. A hora da primeira foto foi 12h3min4s. A hora da última foto foi 13h9min6s.</p>
<p>Portanto, o dia foi o mesmo mas a hora apresentada nas foto não é compatível com a hora reportada como do resgate dos restos do padre, que seria por volta das 16h. O que não quer dizer nada, pode ser apenas desencontro de informações iniciais ou &#8220;misinformations&#8221;. Os dados EXIF também podem ser facilmente modificados por quem entende disto.</p>
<p>Mas o EXIF também mostra que as fotos originalmente tinham 1600 x 1200 pixels. Como as cópias que circularam na lista tem metade disto, pode-se inferir que os originais tiveram a escala reduzida pra 50%. E, de alguma forma, a informação EXIF permaneceu a mesma.</p>
<pre>ExifImageWidth - 1600
ExifImageHeight - 1200</pre>
<p>Apesar do lado trágico e do lado cômico desta história, resta a constatação de que o Padre Voador se tornou um dos fatos-ícones reverenciados pela intenet. Pode ser um fato especificamente brasileiro, mas tem um apelo universal que lembra pioneiros da aviação como <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bartolomeu_de_Gusm%C3%A3o">Bartolomeu de Gusmão</a> e  que remete ao velho <strong><span style="color: #888888;">sonho de Ícaro</span></strong>: o ser humano que voa, mas tem um fim trágico pela ousadia.</p>
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		<title>Jornalismo é uma coisa. Imprensa é outra coisa.</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Jun 2008 17:43:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Vamos por os pingos nos is: Jornalismo é uma coisa. Imprensa é outra. Imprensa foi inventada pelo Gutemberg em 1440-e-poucos para ganhar dinheiro. É um aparato industrial (na verdade, um dos primeiros objetos feitos em série pelo homem). Jornalismo (relatos do cotidiano) existe talvez desde os primórdios da civilização. Os dois só foram se encontrar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos por os pingos nos is: <strong>Jornalismo é uma coisa. Imprensa é outra.</strong></p>
<p><a href="../2007/06/17/gutemberg-aquele-maldito-capitalista/" target="_blank">Imprensa foi inventada pelo Gutemberg em 1440-e-poucos para <strong>ganhar dinheiro</strong></a>. É um aparato industrial (na verdade, um dos primeiros objetos feitos em série pelo homem).</p>
<p>Jornalismo (relatos do cotidiano) existe talvez desde os primórdios da civilização.</p>
<p>Os dois só foram se encontrar muito tempo depois de inventada a imprensa. A partir daí, jornalismo foi feito para ganhar dinheiro ou obter poder político.</p>
<p>Quando um empresário fala de imprensa, está falando em um negócio que tem que faturar. Quando alguém &#8212; geralmente de esquerda, mas nem sempre &#8212;  fala de imprensa, está falando de poder político.</p>
<p>Nenhum dos dois motivos é mais nobre ou mais condenável do que o outro. Mas quando um empresário fala em <strong>liberdade de imprensa</strong>, está sendo hipócrita, porque o que interessa a ele é ganhar dinheiro. E quando alguém de esquerda fala em <strong>liberdade de imprensa</strong>, está sendo hipócrita porque o que interessa à inteligência  da classe média (que está ascendendo ao poder) é ser <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Iznogoud">califa no lugar do califa</a>, e para isto precisa fazer com que suas idéias sejam idéias da maioria da sociedade. O que Marilena Chauí descreve como ideologia.  Para isso precisa combater a classe anterior. Coisa que eu, como classe média, concordo, diga-se de passagem.</p>
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		<title>Papel jornal não paga imposto. E sites web, por que pagam?</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 19:00:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[A Constituição Federal, em seu artigo 150, dá imunidade tributária ao comprador de papel de imprensa usado em jornais e livros com texto (o produtor continua pagando). A desculpa é que papel é um artigo fundamental à liberdade de expressão. E porque nós, que usamos a internet como meio de expressão, temos que pagar impostos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art150vid">Constituição Federal, em seu artigo 150</a>, dá imunidade tributária ao <strong>comprador </strong>de papel de imprensa usado em jornais e livros com texto (<a href="http://www.terra.com.br/istoedinheiro/180/negocios/180_klabin.htm" target="_blank">o produtor continua pagando</a>). A desculpa é que papel é um artigo fundamental à liberdade de expressão.</p>
<p>E porque nós, que usamos a internet como meio de expressão, temos que pagar impostos de telecomunicações?</p>
<p><a href="../2007/06/17/gutemberg-aquele-maldito-capitalista/" target="_blank">A imprensa, desde que foi criada por Gutemberg, é um negócio para <strong>ganhar dinheiro</strong></a>, não para defender liberdades individuais. Na prática, a imunidade tributária ao papel de imprensa é  um benefício que só favorece aos empresários da imprensa. Justamente os primeiros a reclamar do mito &#8220;altos gastos públicos&#8221;. Que tal começarem a ajudar as contas públicas pagando impostos, como todos nós?</p>
<p>Saiba mais:</p>
<ul>
<li><a href="http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3522" target="_blank">Quando o papel não paga imposto</a></li>
<li><a href="http://www.igutenberg.org/emquest3.html" target="_blank">Por que a imprensa tem reserva de mercado e não paga imposto?</a></li>
</ul>
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		</item>
		<item>
		<title>Uma foto vale mais que mil mentiras</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2008/06/05/uma-foto-vale-mais-que-mil-mentiras/</link>
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		<pubDate>Thu, 05 Jun 2008 04:14:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>

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		<description><![CDATA[Interessante artigo do site fotográfico Zombietime mostra as fraudes fotográficas em que a agência de notícias Reuters andou metida, em geral em conflitos no Oriente Médio. Algumas fraudes são grosseiras, como a fumaça duplicada no Photoshop. Outras, mais sutis, como encenações com cadáveres de bombardeios. Particularmente engraçada é a senhora que &#8220;perdeu&#8221; sua casa três [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Interessante artigo do <a href="http://www.zombietime.com/reuters_photo_fraud/">site fotográfico Zombietime</a> mostra as fraudes fotográficas em que a agência de notícias Reuters andou metida, em geral em conflitos no Oriente Médio.</p>
<p>Algumas fraudes são grosseiras, como a fumaça duplicada no Photoshop. Outras, mais sutis, como encenações com cadáveres de bombardeios. Particularmente engraçada é a senhora que &#8220;perdeu&#8221; sua casa três vezes em três ocasiões diferentes. Ou os brinquedos miraculosamente sem poeira em meio ao bombardeio.</p>
<p>Além de analisar as fraudes, o artigo também levanta uma série de hipóteses para explicá-las.</p>
<p>Leia também no <a href="http://translate.google.com.br/translate?u=http%3A%2F%2Fwww.zombietime.com%2Freuters_photo_fraud%2F&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;hl=pt-BR">inglês robótico das Traduções Google: A Taxonomy of Fraud</a>.</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia mais</h3><ul><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/18/perfis-de-dados-fraudados/" rel="bookmark" class="crp_title">Perfis de dados fraudados</a></li><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/17/a-lei-newcombbenford-para-descobrir-fraudes/" rel="bookmark" class="crp_title">A lei Newcomb/Benford para descobrir fraudes</a></li><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2008/05/31/avaliacao-do-nokia-5200-boas-e-mas-noticias/" rel="bookmark" class="crp_title">Avaliação do Nokia 5200: boas e más notícias</a></li><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2007/10/02/preparacao-de-fotos-para-jornal/" rel="bookmark" class="crp_title">Preparação de fotos para jornal</a></li><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2008/09/03/os-about-secretos-do-google-chrome/" rel="bookmark" class="crp_title">Os &#8220;about:&#8221; secretos do Google Chrome</a></li><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2008/08/30/a-bahia-tem-tabloide/" rel="bookmark" class="crp_title">A Bahia tem tablóide</a></li><li><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/13/links-sobre-diagramacao-e-planejamento-grafico-em-jornalismo/" rel="bookmark" class="crp_title">Links sobre Diagramação e Planejamento Gráfico em Jornalismo</a></li><li>Powered by <a href="http://ajaydsouza.com/wordpress/plugins/contextual-related-posts/">Contextual Related Posts</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Políbio Adolfo Braga ataca Unisinos com ódio</title>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 22:08:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Educação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Como é a comunicação interna do MST? O que se sabe sobre o MST? Pessoalmente, não concordo com muitas ações do MST, mas confesso que conheço pouco da situação interna da organização. Alunos de Comunicação da Unisinos conheceram. Mas o jornalista Políbio Adolfo Braga achou isto o fim do mundo e iniciou uma campanha contra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como é a comunicação interna do <strong>MST</strong>? O que se sabe sobre o <strong>MST</strong>? Pessoalmente, não concordo com muitas ações do <strong>MST</strong>, mas confesso que conheço pouco da situação interna da organização. Alunos de Comunicação da Unisinos conheceram.</p>
<p>Mas o jornalista <a href="http://www.novacorja.org/?p=3912"><strong>Políbio Adolfo Braga</strong></a> achou isto o fim do mundo e iniciou uma campanha contra o conhecimento, no seu blog, com atitudes rábicas e hidrófobicas. Reparem a fineza com que <a href="http://www.novacorja.org/?p=3912"><strong>Políbio Adolfo Braga</strong></a> fala dos alunos da Unisinos, respondendo a carta de um estudante. Chama-os de &#8220;meio analfabetos&#8221; e tacha a Unisinos de &#8220;pocilga&#8221;. Uma das maiores universidades confessionais do Brasil&#8230; Note como ele alicia uma tropa de choque, cuja principal característica é fazer ataques às pessoas, não às opiniões.</p>
<p>Como sempre acontece nesta classe de sites jornalísticos, apenas os comentários concordantes são publicados por <a href="http://www.novacorja.org/?p=3912"><strong>Políbio Adolfo Braga</strong></a>. O <strong>PDT </strong>deveria se envergonhar de ter em seus quadros uma pessoa que apresenta desequilíbrios como estes.</p>
<p>Pelo visto, o Marquês do Pombal ainda vive perseguindo jesuítas&#8230;</p>
<p>Abaixo, uma coleção de manifestações sobre o caso que a coordenação do Curso de Jornalismo enviou aos professores. Em negrito, as palavras do Coordenador do Curso de Comunicação, prof. Edelberto Behs.</p>
<p><span id="more-308"></span></p>
<p><strong>Colegas,</strong></p>
<p><strong>Assim que a programação  da Semana da Comunicação foi divulgada no Portal3, passamos a receber  telefonemas e manifestações contestando a vinda de comunicadores do  MST para falar como o movimento trata de se comunicar com a sociedade  e internamente, numa proposição do curso de Relações Pública. </strong></p>
<p><strong>Diria que não foram apenas  contestações, mas pressão que recebemos  para que essa oferta fosse retirada do programa da Semana.  Como alertado por um dos manifestantes ao telefone de que isso poderia  acontecer, o tema foi além dos muros da Universidade e da comunidade  acadêmica, ganhando espaço no blog do Políbio Braga.</strong></p>
<p><strong>No intuito de mantê-los/as  informados/as a respeito, reproduzo as diferentes manifestações.   Assim, se esse tema aparecer em sala de aula, que suscitará, sem dúvida,  belos debates, uma vez que estamos diante de um  “case” de antijornalismo, vocês, colegas, têm,  abaixo, a seqüência de notas e comentários publicados a respeito  da Semana. </strong></p>
<p><strong>Para que os textos fiquem  bem delimitados quanto à autoria, tudo o que trago de parte da coordenação  da Comunicação aparece, nesse mail, em negrito.</strong></p>
<p><strong>Do blog do Políbio  Braga, a primeira nota:</strong></p>
<blockquote>
<h3>Unisinos acha que MST é bom  mercado para jornalistas</h3>
<div>15.05.08 | 09:16</div>
<p>A Unisinos vai comemorar    os 35 anos do seu curso de Comunicação com uma Semana da Comunicação. No segundo dia do evento, o MST abrirá o coração para dizer quão    amplo é o mercado da bandidagem política para jornalistas, relações    públicas e publicitários graduados pela Unisinos. O título da palestra:    “Comunicação e Mobilização Popular, uma conversa com o MST”.A programação não inclui nenhuma fala do PCC, embora o mercado da    bandidagem comum também seja bastante amplo.</p></blockquote>
<p><strong>No dia 15 de maio,    a colega Ângela Rahde remeteu ao Políbio manifestação, como direito    de resposta. A manifestação dizia:</strong></p>
<blockquote><p>Ao jornalista Políbio  Braga</p>
<p>A Unisinos repudia    os comentários feitos pelo site a respeito da inclusão do tema &#8220;A comunicação do MST&#8221; na programação da semana que irá marcar    os 35 anos das Ciências da Comunicação de nossa instituição.</p>
<p>A Unisinos, como    verdadeira universidade, orgulha-se de ser um ambiente de discussão    e pluralidade, onde não há espaço para preconceitos. O fato de o    MST vir aqui apresentar suas estratégias de comunicação não significa,    por parte da Unisinos, a promoção ou defesa das idéias do Movimento    dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra mas, sim, ofertar a nossos alunos    a possibilidade de ouvir, analisar e questionar um conceito de comunicação    não-convencional.</p>
<p>_______________________________<br />
A N G E L A   R A H D E<br />
Gerente de Comunicação Institucional<br />
Unidade de Marketing da Unisinos<br />
Ramal 3512 / Direto (51) 3590 8265<br />
* Confira as novidades da Unisinos no<br />
J.U. Online &#8211; <a href="http://www.juonline.com.br/" target="_blank">www.juonline.com.br</a></p></blockquote>
<p><a href="http://www.juonline.com.br/" target="_blank"></a><strong>Políbio Braga    sequer publicou a manifestação da Angela Rahde na íntegra. Trouxe-a,    sim, mas editada.</strong></p>
<p><strong>Seguem comentários    de leitores do blog, a palavra do editor. Em alguns casos, fica confuso    quem está assinando o quê:</strong></p>
<blockquote><p>Unisinos reage, indignada:  &#8220;Convidar o MST para ensinar jornalistas é não ter preconceito&#8221;</p>
<p>17.05.08 | 09:57</p>
<p>OPINIÃO  DOS LEITORES</p>
<p>A Unisinos , universidade de São Leopoldo, perto de Porto Alegre, convidou  o MST para dar aula sobre comunicação a alunos de jornalismo, sob  o argumento de que a área pode oferecer bom mercado de trabalho para  repórteres, publicitários e relações públicas. É o que foi noticiado  no site do jornalista Políbio Braga.</p>
<p>. Em qualquer país civilizado, dar abrigo a terroristas e sabotadores  é crime. No Brasil, não. É bonito, &#8220;alternativo&#8221; e &#8220;não  convencional&#8221;.</p>
<p>. Bem, se alguém quer prova maior que o jornalismo brasileiro é o  pior do mundo&#8230;</p>
<p>. Mas o pior é que em vez do diretor desta universidadezinha ser chamado  à prestar contas à população, a universidade se acha no direito&#8230;  de resposta.</p>
<p>. É piada. Isso é Brasil&#8230;</p>
<p>Aqui a notícia do jornalista Polibio Braga:</p>
<p>&#8220;A Unisinos vai comemorar os 35 anos do seu curso de Comunicação  com uma Semana da Comunicação.</p>
<p>. No segundo dia do evento, o MST abrirá o coração para dizer quão  amplo é o mercado da bandidagem política para jornalistas, relações  públicas e publicitários graduados pela Unisinos. O título da palestra:  &#8220;Comunicação e Mobilização Popular, uma conversa com o MST&#8221;.</p>
<p>. A programação não inclui nenhuma fala do PCC, embora o mercado  da bandidagem comum também seja bastante amplo.</p>
<p>. Cada aluno da Unisinos paga até R$ 1.200,00 por mês para os jesuítas  enfiarem esse tipo de trampa ideológica nas suas cabeças.&#8221;</p></blockquote>
<p><strong>E aqui, o direito de resposta.</strong></p>
<p><strong></strong></p>
<blockquote><p>&#8220;Direito de Resposta</p>
<p>A Unisinos repudia os comentários feitos pela coluna a respeito da  inclusão do tema &#8220;A comunicação do MST&#8221; na programação  da semana que irá marcar os 35 anos das Ciências da Comunicação  de nossa instituição. A Unisinos, como verdadeira universidade (ahahah)  , orgulha-se de ser um ambiente de discussão e pluralidade, onde não  há espaço para preconceitos (sim, só para criminosos). O fato de  o MST vir aqui apresentar suas estratégias de comunicação, não significa,  por parte da Unisinos, a promoção ou defesa das idéias do Movimento  dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra, (se o fato de publicitar o nome  do MST na programação de 35 anos não ser uma promoção, não sei  o que seria.) eu mas sim a oferta a nossos alunos a possibilidade de  ouvir, analisar e questionar um conceito de comunicação não-convencional  (&#8220;comunicação&#8221;? Seria melhor dizer organização criminosa!!!).  Angela Rahde, gerente de Comunicação Institucional da Unisinos, São  Leopoldo, RS.</p>
<p>Nota do editor – O editor sustenta que convidar o MST para mostrar  como tem mercado para os jornalistas da Unisinos, equivale a convidar  o PCC para fazer o mesmo. Ao fazer o convite, a Unisinos faz, sim, a  apologia da bandidagem do MST. Os jesuítas continuam alimentando a  velha crise de identidade dos padres em geral.&#8221;</p>
<p>Nota minha &#8211; Esta tal de Angle Rahde &#8220;gerente de comunicação&#8221;  (o título é inversamente proporcional à capacidade) é de um descaramento  e dissimulação à toda prova. O tom de &#8220;ofendida&#8221; é de  uma teatralidade atroz. Quem está ofendido, na verdade, são todos  aqueles que pagam os estudos dos seus filhos numa pocilga como essa.  Esta é uma (mais uma) daquelas coisas que acontecem no Brasil e que  te fazem sentir como um palhaço. Se a tal de Angela, que tanta questão  de &#8220;não ter preconceitos&#8221; faz, poderia, para tirar a má  impressão, convidar também o deputado Bolsonaro para o mesmo evento.  Seria o maior exemplo de &#8220;não ter preconceitos&#8221; e de que  a Unisinos não &#8220;promove&#8221; o estilo de vida MST.</p>
<p>Luiz Afonso Assumpção</p>
<p>Unisinos engorda os bandidos<br />
Caro Polibio, realmente, aceitar que a Unisinos convide o MST a fazer  palestra sobre jornalismos é querer alimentar o banditismo. É bom  que os responsáveis da Un sinos con videm tambem O PCC e o CV a fazerem  palesteras sobre Segurança Púlica, pois para muitos esquerdistas ou  comunistas a Sociedade ordeira e trabalhadora que se dane. Desculpe-m´pela  irritação. Teu assiduo leitor Paulo Mendonca de Souza</p>
<p>Coisa de padres moderninhos</p>
<p>Por favor pergunta aqueles padres &#8220;moderninhos&#8221; qual é a  estrutura jurídica do MST e se ele existe de acordo com as leis deste  país.<br />
Agradeço a gentileza de dar guarida aos que tem um pouco de vergonha  na cara.<br />
Bom domingo<br />
Renato Lopes</p></blockquote>
<p><strong>Também a colega Thais Furtado,  coordenadora da AgexCom, enviou mail ao blog do Políbio, manifestando-se  solidária com a Angela Rahde. O blog, ao que tudo indica, só tem espaço  para manifestações de concordância com a posição do seu editor.  O sr. Políbio Braga sequer respeita colegas no exercício da profissão.</strong></p>
<p><strong>O aluno Piero Barcellos  dirigiu mail ao Políbio Braga, contestando informações que o jornalista  colocara em seu blog. Políbio Braga respondeu ao Piero, mas não publicou  a missiva dele no blog. Seguem, abaixo, o texto do Piere e a resposta  do Políbio:</strong></p>
<blockquote><p>Prezado Políbio Braga;</p>
<p>Acompanhei as notas no seu site sobre a palestra proferida na Unisinos  pelos membros do Movimento Sem-Terra (MST). Como estudante de Jornalismo,  decidi me manifestar, principalmente por não ser um defensor do movimento  o qual o senhor classifica como &#8220;terrorista&#8221;. Porém, isso não impede  de discordar da sua opinião.</p>
<p>Primeiramente, por mais que o senhor acredite em fazer um jornalismo  dito opinativo, as suas idéias poderiam ser expressas de outra maneira,  sem debochar o direito de resposta da gerência de comunicação da Universidade. Os seus grifos no meio do texto demonstram uma infantilidade de lidar  e compreender o tema. Este tipo de agressão só acontece quando uma pessoa  não possui argumentos suficientes para fazer o debate fluir. Isso, com certeza,<br />
não é digno de alguém que recebe a alcunha de jornalista e se auto-intitula como &#8220;o principal blog político do sul do Brasil&#8221;.</p>
<p>Em outro momento, o senhor critica a formação de futuros jornalistas  pela universidade, o ensino proporcionado por ela, e o &#8220;perigo&#8221;  que a tal palestra oferece aos estudantes. Como há muito tempo o senhor não  deve freqüentar o meio acadêmico, asseguro-lhe que mais de 95%, senão  a totalidade dos estudantes universitários ingressa no primeiro semestre  aos 18 anos, ou seja, em plena maioridade segundo a justiça brasileira.  Não são mais crianças que seguem a cabeça dos pais. São adultos que formam  opiniões e tomam decisões sozinhos. E tal como a justiça também garante a  liberdade de expressão ou de opinião, cabe a eles decidirem se vão assistir  ou não à referida palestra.</p>
<p>Aproveito para lhe informar que a grande maioria dos estudantes não  é sustentada pelos pais. Eles trabalham em estágios muitas vezes mal-remunerados. São a chamada &#8220;mão-de-obra barata e qualificada&#8221;.  Muitas empresas, como as que aparecem em seu site, demitem funcionários fixos  para a contratação de acadêmicos, em busca de um maior lucro. E em busca  da experiência na área, de dinheiro para pagar a universidade, o estudante  se sujeita a trabalhar tanto quanto um graduado. O senhor deve ter estagiários trabalhando na atualização do site, senão em outras áreas. Se não  conhece essa realidade, é por pura ignorância.</p>
<p>Por fim, posso lhe garantir que a Unisinos possui o melhor corpo docente  do curso de comunicação. Em nenhum momento vi alunos sendo coagidos dentro  da sala de aula por apresentarem opiniões diferentes, sejam elas do âmbito político, econômico ou social. Como bons jornalistas, ouvimos os dois  lados da história, diferente do que posso observar em seu site. Creio que,  em uma próxima oportunidade, a Unisinos levará alguém para palestrar mostrando  o outro lado do MST, como o proprietário da fazenda Coqueiros ou os cientistas<br />
da Aracruz.</p>
<p>Encerro pedindo ao senhor que faça como todo bom jornalista que desconhece  o mercado: procure se atualizar da realidade antes de disparar farpas desnecessárias por aí. Na Unisinos se faz jornalismo de qualidade,  e os futuros profissionais com certeza não precisarão recorrer à polêmica  e ao sensacionalismo para provar sua competência perante os demais.</p>
<p>Atenciosamente;</p>
<p>Piero Barcellos</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>&gt;&gt;&gt; &#8220;Piero Barcellos&#8221; &lt;piero&#8230;@gmail.com&gt;  21/5/2008 15:28 &gt;&gt;&gt;</p>
<p>E não é que o tio Políbio me respondeu?</p>
<p>&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;.</p>
<p>Forwarded message &#8212;&#8212;&#8212;-<br />
From: POLIBIO BRAGA | UOL &lt;<a href="mailto://polibio%2Ebraga@uol.com.br/" target="_blank">polibio.braga@uol.com.br</a>&gt;<br />
Date: 2008/5/21<br />
Subject: Re: Carta Aberta à Políbio Braga<br />
To: Piero Barcellos &lt;piero&#8230;@gmail.com&gt;</p>
<p>Em primeiro lugar, duvido que você tenha escrito o texto, porque os estudantes da Unisinos costumam ser meio analfabetos.</p>
<p>De qualquer modo, quero que saiba que o MST quer acabar com a economia  de mercado, com as empresas, os empregos e os jornais, introduzindo o regime  da empresa estatal única, emprego estatal único e um só jornal. Nem  vou adiante. Se é isto que você quer, faça bom proveito com o MST, mas  tenha-me na conta de seu inimigo político e pessoal, não apenas adversário,  porque quero empresas atuando num ambiente de livre mercado, empregos que ofereçam oportunidades de avanço pessoal, profissional e salarial, e jornais  que disputem entre si as melhores informações e a maior quantidade de  leitores e anunciantes, garantindo minha sobrevivência pessoal, familiar e profissional.</p>
<p>Ao chamar o MST para explicar de que modo ampliará o mercado de trabalho para os estudantes de jornalismo, a Unisinos sofisma, mente, engana  de maneira torpe, levando a crer que esta organização terrorista e delinquente batalha pela liberdade de mercado, quando propugna justamente pela ditadura econômica e política.</p>
<p>Polibio Braga<br />
&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
POLIBIO BRAGA<br />
FONE: 51-3388.1010<br />
CELULAR: 51-8434.4403<br />
<a href="http://www.polibiobraga.com.br/" target="_blank">www.polibiobraga.com.br</a></p></blockquote>
<p><strong>Por fim, segue texto do  aluno Gabriel Gabardo, estagiário de jornalismo na AgexCom, publicado  no Portal3:</strong></p>
<blockquote><p>16/05/2008</p>
<p>Políbio e a ideologia</p>
<p>Gabriel Gabardo<br />
Estagiário de Jornalismo</p>
<p>Eu já deveria ter aprendido,  mas ainda me impressiono com a capacidade do ser humano de ser baixo  e mesquinho. Mais assustador ainda é como a pobreza e a limitação  de idéias alcança espaço na mídia.</p>
<p>Pois o jornalista Políbio  Braga, lido por muitos e respeitado não sei por quem, escreveu em seu  site, no dia 15, uma <a href="http://www.polibiobraga.com.br/" target="_blank">dura crítica</a> ao fato de a Semana da Comunicação da Unisinos levar aos alunos uma <a href="http://www.portal3.com.br/_noticias/2008/05/03/not_12-05_01.htm" target="_blank">conversa com o MST</a>. A atividade visa mostrar aos estudantes  um novo e crescente mercado, já que os movimentos sociais necessitam  (e muito) de estratégias de comunicação.</p>
<p>Políbio não entendeu bem  a proposta. Jornalista há mais de 40 anos, ignorou completamente a  importância de os alunos de comunicação de hoje conhecerem todas  as alternativas de trabalho possíveis. Segundo ele, &#8220;cada aluno  da Unisinos paga até R$ 1.200,00 por mês para os jesuítas enfiarem  esse tipo de trampa ideológica nas suas cabeças&#8221;.</p>
<p>Claro, porque os alunos da  Unisinos são um bando de idiotas. O MST virá ao campus (não ao campo,  Políbio) e enfiará seu perigoso discurso pró-reforma-agrária em  nossas mentes, tornando-nos, oh céus, esquerdistas. Nossa capacidade  crítica não existe, somos manipuláveis. E proibir o contato das pessoas  com o MST e os movimentos sociais é que seria uma ação livre de ideologias.</p>
<p>O texto do jornalista refere-se  ainda ao MST como &#8220;bandidagem política&#8221;, e faz piada sobre  a falta do PCC na Semana da Comunicação. Não vou defender aqui o  MST e sua ideologia. Mas defendo meu direito de saber onde e como posso  trabalhar após formado, e defendo mais ainda o respeito aos movimentos  sociais. Só não defendo o PCC porque sou pacífico demais pra essas  cousas de tiro e morte, ainda que veja com mais simpatia um cargo na  comunicação do PCC do que trabalhar para o Políbio.</p>
<p>E esses jesuítas safados,  enfiadores de trampas ideológicas, trarão ainda aos colegas o gerente  geral de Comunicação da Vale para falar sobre comunicação coorporativa.  O que o Políbio diria se me visse largando pérolas do tipo &#8220;querem  nos tornar capitalistas! Querem nos vender às multinacionais! Querem  que trabalhemos pro sistema!&#8221;? Eu me sentiria ridículo.</p>
<p>Mas a crítica sempre traz  algo de bom, até a do Políbio. Me fez pensar na real validade de trazer  à Unisinos o MST ou a Vale. Eu disse que é importante que o estudante  conheça diferentes campos de trabalho? Bueno, o Políbio tem um site.  Tem espaço, é lido, respeitado&#8230;</p>
<p>Cada aluno da Unisinos paga até R$ 1.200,00 por mês para os jesuítas    enfiarem esse tipo de trampa ideológica nas suas cabeças.<a name="0.1_graphic0A"></a><img src="http://mail.google.com/mail/?name=c50123a4874f9de.jpg&amp;attid=0.1&amp;disp=vahi&amp;view=att&amp;th=11a17b13c6546407" alt="Your browser may not support display of this image." width="1" height="20" /></p></blockquote>
<h4>Atualização em 2008-06-05</h4>
<p>O jornal digital da Comunicação da Unisinos, Portal 3, entrevistou o <a href="http://www.brasilimprensa.com.br/noticias/visualizar.asp?Cod=18417">desequilibrado Políbio Adolfo Braga sobre o caso</a>. <a href="http://www.novacorja.org/?p=3912">Esse Políbio Braga</a>!</p>
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		</item>
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		<title>Dossiê Nassif e o Vejagate</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Mar 2008 05:33:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Veja]]></category>

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		<description><![CDATA[Meio off-topic, meio não, meio calabresa, meio quatro queijos. Está esquentando a briga pelo bom jornalismo deflagrada pelo Luis Nassif. O que interessa, no nosso caso, é que o ringue é a Web, onde o jornalista econômico-cultural se degladia com Reinaldo Azevedo, da tropa de choque da revista Veja. Alguns artigos bons pra entender o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meio off-topic, meio não, meio calabresa, meio quatro queijos.</p>
<p>Está esquentando a briga pelo bom jornalismo deflagrada pelo Luis Nassif. O que interessa, no nosso caso, é que o ringue é a Web, onde o jornalista econômico-cultural se degladia com Reinaldo Azevedo, da tropa de choque da <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/" title="Dossiê Luis Nassif sobre revista Veja" target="_blank">revista Veja</a>. Alguns artigos bons pra entender o factóide &#8220;dossiê Dilma Rousseff&#8221; e o jornalismo de esgoto da <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/" title="Dossiê Luis Nassif sobre revista Veja" target="_blank">revista Veja</a>:</p>
<ol>
<li><a href="http://www.projetobr.com.br/web/blog?entryId=6946">Tapiocas e bruxarias</a>. Post do Nassif com pistas jornalísticas sobre a montagem do suposto &#8220;dossiê&#8221; supostamente preparado por Dilma Rousseff.</li>
<li><a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=336JDB001">Teles-jornalismo</a>, de Claudio Tognolli no Observatório da Imprensa, sobre como as disputa das telefônicas está envenenando a imprensa.</li>
</ol>
<p>Para os estudantes de Jornalismo (ou ingênuos como eu), uma lição de que não se deve acreditar em tudo. Nem só o que sai na internet merece nossa total desconfiança.</p>
<p>Algumas dicas para montar um factóide que escandalize a classe média:<span id="more-296"></span></p>
<ol>
<li>Chame algum amontoado de dados de &#8220;dossiê&#8221;. Onde está a palavra &#8220;dossiê&#8221;, tem sacanagem.</li>
<li>Sequer cite de onde teria saído a fonte do &#8220;dossiê&#8221;. Ele existe, e isto basta.</li>
<li>Use fartamente o &#8220;<strong>se</strong>&#8220;. Os políticos precisarão bastantes destas frases. &#8220;<strong>Se </strong>isto for verdade, é muito grave para a República&#8221;. &#8220;<strong>Se </strong>o presidente vendeu o país para extraterrestres, deve ser exemplarmente punido&#8221;.</li>
<li>Crie uma expressão terminando com &#8220;<strong>-gate</strong>&#8220;, como <strong>Dilmagate</strong>, para ligar ao escândalo Watergate. Espalhe distraidamente em <a href="http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&amp;pageCode=1286">cada coluna de seu veículo, mesmo que o assunto (&#8220;Fumaça em boa hora&#8221;</a>) não tenha nada a ver com o &#8220;dossiê&#8221;.</li>
<li>Diga que é escândalo, mesmo que não seja. Se for repetido bastante, acabará parecendo que é.</li>
<li>Depois disso, toda a mídia preguiçosa irá atrás globalmente, &#8220;repercutindo&#8221; o &#8220;escândalo do dossiê Dilmagate&#8221;.</li>
</ol>
<p>Desenvolvendo a maestria nestas técnicas, você estará apto a trabalhar na <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/" title="Dossiê Luis Nassif sobre revista Veja" target="_blank">revista Veja</a>, o esgoto do jornalismo brasileiro.</p>
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		<title>Google Bomb linca Veja à denúncia de Luis Nassif</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Mar 2008 01:23:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Google Bomb é bom exemplo de participação do público na geração de fatos midiáticos. É como se o leitor fizesse a pauta de um veículo, só que o veículo é a internet. O Benderglog, publicação do jovem e brilhante jornalista Bender (ex-aluno meu da Unisinos e conhecido blogueiro), lançou a idéia de mais uma Google [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Google Bomb é bom exemplo de participação do público na geração de fatos midiáticos. É como se o leitor fizesse a pauta de um veículo, só que o veículo é a internet. O <a href="http://www.benderblog.com">Benderglog</a>, publicação do jovem e brilhante  jornalista Bender (ex-aluno meu da Unisinos e conhecido blogueiro), lançou a idéia de mais uma <em>Google Bomb</em>: a disseminação de links feitos de determinada maneira, de forma que o Google passe a colocar os assuntos em destaque nas buscas.<span id="more-285"></span></p>
<p>Desta vez é para dar destaque à série de matérias que o jornalista de economia e cultura brasileira <strong>Luis Nassif</strong> faz sobre o esgoto jornalístico em que se transformou a revista <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">Veja</a><span></span>, da Editora Abril, especialmente na fase do diretor de redação Eurípedes &#8220;<a href="http://www.humornaciencia.com.br/noticias/boimate.htm">boimate</a>&#8221; Alcântara e do redator-chefe Mário Sabino.</p>
<p>Bender é hábil em usar técnicas de Search Engine Optimizations (SEO), os truques de otimizar uma página para conseguir maior ranking no Google. Como a repetição (sem abusar) de palavras e links.  <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">Veja</a><span> </span>como Bender escreveu:</p>
<blockquote><p><strong>Repetindo</strong>: linque <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">Veja</a><span> com esse endereço <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/" target="_blank">http://luis.nassif.googlepages.com</a></span></p>
<p><strong>Repetindo mais uma vez</strong>: toda a vez que a palavra <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">Veja</a> aparecer no seu blog, ela deve ser lincada (sem nofollow) para o endereço <strong><span><a href="http://luis.nassif.googlepages.com/" target="_blank">http://luis.nassif.googlepages.com</a></span></strong>.</p>
<p>Quanto mais gente fizer isso EXATAMENTE IGUAL, maior a probabilidade da denúncia do Nassif aparecer no topo das buscas por <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">Veja</a> no Google. (<a href="http://www.benderblog.com/realidade/revista-veja-a-verdade-luis-nassif-e-mais-um-bombardeio/">Benderblog</a>)</p></blockquote>
<p>Então, está feito. Quanto  mais gente conhecer como são feitas as salsichas, as leis e este esgoto chamado Revista  <a href="http://luis.nassif.googlepages.com/home" target="_blank">Veja</a><span></span>, mais a humanidade vai evoluir&#8230;</p>
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		<title>Preparação de fotos para jornal</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Oct 2007 20:38:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Impressora]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[A técnica de impressão offset, mais usada em jornais, só imprime em &#8220;áreas chapadas&#8221;, ou seja, determinada área do papel recebe tinta ou não. Não existe meio termo. Com o método tipográfico, usado anteriormente, também era assim. Dessa maneira, não poderíamos imprimir fotos e ilustrações com diversos tons de cinza se não fosse pela técnica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A técnica de impressão <a title="Definição de offset na Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Impress%C3%A3o_offset">offset</a>, mais usada em jornais, só imprime em &#8220;áreas chapadas&#8221;, ou seja, determinada área do papel recebe tinta ou não. Não existe meio termo. Com o método tipográfico, usado anteriormente, também era assim.  Dessa maneira, não poderíamos imprimir fotos e ilustrações com diversos tons de cinza se não fosse pela técnica de retícula (<a title="Página da Wikipedia em inglês" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Screening_%28printing%29">Screening ou halftone</a>, em inglês).<span id="more-233"></span></p>
<p><a title="Conta-fio" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-02.jpg"><img style="margin: 2px 8px 4px 0px; float: left" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-02.thumbnail.jpg" alt="Conta-fio" /></a>Por esta técnica, inventada no século 19, imagens em tons de cinza são decompostas em pequenos pontos. Através de uma lupa apropriada (que os gráficos chamam de &#8220;conta-fio&#8221;), podemos ver de perto estes pequenos pontos. Ao lado vemos um conta-fio posicionado sobre a foto.</p>
<p><a title="Foto em meio-tom" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-01.jpg"><img style="margin: 2px 0px 4px 8px; float: right" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-01.thumbnail.jpg" alt="Foto em meio-tom" /></a>O diâmetro destes pontos varia conforme a área da fotografia seja mais escura ou mais clara. O efeito pode ser visto na imagem ao lado (Clique na foto para ver a imagem grande). Assim, vista de longe, a fotografia impressa parece ser constituída de tons de cinza, não de preto-e-branco. A reticulagem é feita nas gráficas pelos equipamentos gráficos digitais, hoje em dia.</p>
<p><a title="Retícula vista pelo conta-fio" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-03.jpg"><img style="margin: 2px 8px 4px 0pt; float: left" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-03.thumbnail.jpg" alt="Retícula vista pelo conta-fio" /></a>No entanto, temos que ter cuidado na preparação de fotos para impressão em jornal. Qualquer tipo de impressão vai modificar o diâmetro dos pontos porque o papel absorve um pouco da tinta (e o papel jornal tem de absorver bastante tinta porque ela não seca por evaporação, seca por absorção, devido à velocidade de impressão).</p>
<p>Os pontos grandes, em áreas escuras, vão ficar um pouco mais espalhados, escurecendo ainda mais a área. Por outro lado, os pontos pequenos podem  ficar menores, na preparação da chapa de alumínio da impressora offset, ou a chapa pode gastar um pouco com o tempo de impressão. Assim, pontos pequenos em áreas claras podem ficar menores, clareando ainda mais a área. Isso se chama <strong>&#8220;<a title="Outro artigo com a definição de ganho de pponto" href="http://meiradarocha.jor.br/news/2007/10/09/definicao-de-ganho-de-ponto/">ganho de ponto</a>&#8220;</strong>, em artes gráficas.</p>
<p><a title="Retícula ampliada" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-04.png"><img style="margin: 2px 0pt 4px 8px; float: right" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-04.thumbnail.png" alt="Retícula ampliada" /></a>As fotos impressas precisam ter um mínimo de pontos pretos em áreas claras (branco total) e um mínimo de pontos brancos em áreas totalmente pretas. Para conseguir este efeito, temos de corrigir o ganho de ponto nas fotos para impressão alterando a chamada &#8220;curva de tom&#8221;. Caso contrário, teremos áreas &#8220;chapadas&#8221;, totalmente brancas ou totalmente pretas. Perderíamos detalhes da fotos, caso isto acontecesse.</p>
<p><a title="Transformar foto colorida para tons de cinza no Corel Photo-paint" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-06.jpg"><img style="margin: 2px 8px 4px 0pt; float: left" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-06.thumbnail.jpg" alt="Transformar foto colorida para tons de cinza no Corel Photo-paint" /></a>Para fazermos o tratamento de fotos para impressão em preto e branco, primeiro temos que converter as fotos para tons de cinza. Qualquer programa de edição de foto tem este recurso em algum lugar bem acessível. Em geral, esta opção está no menu &#8220;Imagem &gt; Modo &gt; Tons de cinza&#8221; ou algo do gênero. As imagens de computador têm 256 tons de cinza (profundidade de cor de 8 bits), o que é mais do que suficiente para o olho humano enxergar belas fotos.</p>
<p><a title="Curva de tom de no Corel Photo-Paint" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-07.jpg"><img style="margin: 2px 0pt 4px 8px; float: right" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-07.thumbnail.jpg" alt="Curva de tom de no Corel Photo-Paint" /></a>Depois de transformada em tons de cinza, as fotos precisam ter suas áreas claras escurecidas e suas áreas escuras clareadas, o que se faz alterando a &#8220;curva de tom&#8221;, em geral também no menu &#8220;Imagem&#8221; dos programas de tratamento de foto.</p>
<p><a title="Foto ajustada para o ganho de ponto de papel jornal" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-09.jpg"><img style="margin: 2px 8px 4px 0pt; float: left" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-09.thumbnail.jpg" alt="Foto ajustada para o ganho de ponto de papel jornal" /></a>Cada tipo de papel e cada tipo de impressora tem um ganho de ponto diferente. As gráficas fornecem tabelas que descrevem este ganho. Grosso modo, para fotos a serem impressas em papel jornal,  podemos clarear 25% as áreas escuras e escurecer 25% as áreas claras de uma foto em tons de cinza. Com isso, a foto vai ficar com pouco contraste na tela do computador, mas o resultado final, impresso, ficará perfeito.</p>
<p><a title="Ajuste da faixa de tons médios de foto" href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-10.jpg"><img style="margin: 2px 0pt 4px 8px; float: right" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/10/foto-universo-ipa-10.thumbnail.jpg" alt="Ajuste da faixa de tons médios de foto" /></a>A seguir, temos de corrigir a faixa média de tons. Isto é particularmente importante no caso de rostos de pessoas, para que os tons  criem a sensação de volume no rosto, não deixem a pessoa com a &#8220;cara chapada&#8221;. Esse ajuste varia de foto para foto. Se a foto tem muitos tons escuros, a curva deve ser mais clareada, e vice-versa. Apenas a prática leva a um ajuste perfeito, depois de se ver as fotos originais, o ajuste e a impressão.</p>
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		<title>Ensino de Jornalismo em Redes de Alta Velocidade</title>
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		<pubDate>Sun, 09 Sep 2007 23:18:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Academia]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>

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		<description><![CDATA[Elias Machado e Marcos Palacios estão lançando o livro Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade. Os dois pesquisadores organizaram uma coletânea de textos de pesquisadores brasileiros, portugueses, argentinos, galegos e espanhóis, colaboradores de uma rede acadêmica (apoio CNPq/FAPESB). O tema da lista é Jornalismo e Novas Tecnologias e &#8220;desafios lançados para o ensino [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Elias Machado</strong> e <strong>Marcos Palacios</strong> estão lançando o livro <a href="http://www.edufba.ufba.br/lancamentos.html"><strong>Ensino do Jornalismo em Redes de Alta Velocidade</strong></a>. Os dois pesquisadores organizaram uma coletânea de textos de pesquisadores brasileiros, portugueses, argentinos, galegos e espanhóis, colaboradores de uma rede acadêmica (apoio CNPq/FAPESB). O tema da lista é <strong>Jornalismo e Novas Tecnologias</strong>  e &#8220;desafios lançados para o ensino em um momento de transição para novos suportes&#8221;.<span id="more-199"></span></p>
<p>A obra é necessária num momento em que novos suportes midiáticos digitais surgem a cada dia, colocando em cheque as práticas tradicionais de ensino da profissão. O que fazer quando um aluno de Jornalismo puxa um celular com câmera de vídeo e começa a fazer uma matéria multimídia em plena aula?</p>
<p>Elias Machado é jornalista profissional, doutor em Jornalismo pela Universidad Autonoma de Barcelona, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e presidente da Sociedade Brasileira de Ciências da Comunicação.<br />
Marcos Palacios é jornalista profissional, doutor em Sociologia pela University of Liverpool, Inglaterra, e professor Titular de Jornalismo na Universidade Federal da Bahia (UFBA).</p>
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		<title>Zonas de visualização da página impressa</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Aug 2007 15:54:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[InDesign]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Scribus]]></category>

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		<description><![CDATA[Para onde olhamos quando estamos diante de uma página impressa ou de uma obra visual? Esta questão preocupou artistas, pintores, estudiosos das artes visuais e jornalistas durante anos. Por muito tempo, no jornalismo se difundiu a teoria das &#8220;zonas de visualização&#8221;, como citado por Edmund Arnold no livro &#8220;Tipografia e diagramado para periódicos&#8221;. Mas este [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Para onde olhamos quando estamos diante de uma página impressa ou de uma obra visual?</strong> Esta questão preocupou artistas, pintores, estudiosos das artes visuais e jornalistas durante anos. Por muito tempo, no jornalismo se difundiu a teoria das &#8220;zonas de visualização&#8221;, como citado por Edmund Arnold no livro &#8220;Tipografia e diagramado para periódicos&#8221;. Mas este era um conhecimento empírico, para não dizer um grande &#8220;chute&#8221;. Esta crença foi desfeita a partir de pesquisas científicas levadas a cabo nos anos 1990.<span id="more-176"></span></p>
<p><a title="Zonas equivocadas" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/zonas-de-visualizacao-da-pagina-impressa-equivocadas.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 0pt 1em; float: right;" src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/zonas-de-visualizacao-da-pagina-impressa-equivocadas.thumbnail.jpg" alt="Zonas equivocadas" /></a> Um dos autores que difundiram as ideias de Arnold foi <strong>Rafael Sousa Silv</strong>a em sua dissertação de mestrado &#8220;Diagramação: o planejamento visual gráfico na comunicação impressa&#8221;. Leia o capítulo <a title="Zonas de visualização da página impressa" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/zonas-de-visualizacao-da-pagina-impressa.pdf">Zonas de visualização da página impressa</a> para ver o esquema proposto por Arnold, também apresentado na figura ao lado.</p>
<p>Mas, a partir dos anos 1980 e 1990, estudos mais acurados, que captavam os &#8220;caminhos&#8221; do olhar sobre uma superfície, demonstraram que idéia de zonas de visualização era mais uma aposta errada do que qualquer outra coisa.</p>
<p><a title="Caminhos da visão" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/caminhos-da-visao.gif"><img style="margin: 0pt 12pt 0pt 0pt; float: left;" src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/caminhos-da-visao.thumbnail.gif" alt="Caminhos da visão" /></a>Estudos do russo <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Alfred_L._Yarbus">Alfred  Yarbus</a> sobre a maneira como observadores olham para uma obra visual (citado por Julio Plaza em &#8220;Videografia em Videotexto&#8221;) mostram que o olhar do ser humano segue caminhos variáveis mas fortemente determinados pelos elementos de maior interesse na composição visual. O estudo imprimiu em filme fotográfico o caminho seguido pelo olhar de observadores, por meio de um dispositivo &#8220;colado&#8221; ao olho por sucção. Um dos campos de provas foi o quadro &#8220;O retorno inesperado&#8221;, do ucraniano Ilya Repin.</p>
<p>A partir de fotos do estudo, eu montei uma imagem GIF animada (clique na miniatura ao lado para ver a animação) onde pode-se observar que <strong>o ser humano parece se interessar muito por rostos</strong>. Os riscos mostram o caminho do olhar durante quatro sessões de observação, com alguns dias de diferença entre elas. Nota-se que o olhar percorre a cena <strong>à procura de pontos de interesse</strong> e tende e se concentrar nestes pontos quando os encontra. Ou seja: quem determina para onde se olha numa composição visual é o artista que criou a composição.</p>
<p><a title="Eyetrac, plano geral" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/01-eye-trac-foto-01-pequena.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 0pt 1em; float: right;" src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/01-eye-trac-foto-01-pequena.thumbnail.jpg" alt="Eyetrac, plano geral" /></a>Este fato foi comprovado na <strong>composição visual jornalística</strong> pelo estudo <a title="Compre o estudo atualizado pela internet" href="http://www.poynter.org/shop/product_view.asp?id=1193">&#8220;<strong>Eyes on the news</strong>&#8221; (Olho na notícia)</a>, levado a cabo por <strong>Mario Garcia</strong> e <strong>Pegie Adams</strong> em 1990.  Os pesquisadores usaram um artefato chamado <strong>Eyetrack</strong>, que pode-se ver nas ilustrações a seguir.</p>
<p><a title="030-eye-trac-02.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/030-eye-trac-02.jpg"><img style="margin: 0pt 12pt 0pt 0pt; float: left;" src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/030-eye-trac-02.thumbnail.jpg" alt="030-eye-trac-02.jpg" /></a>Ele era composto por duas câmeras de vídeo, uma dirigida a um vidro semi-espelhado em frente aos olhos do observador, e outra apontada diretamente para os olhos deste. As duas imagens eram tratadas e fundidas numa só, onde aparecia a página do jornal fixa com um &#8220;cursor&#8221; apontando aonde os olhos se fixavam.</p>
<p><a title="031-eye-trac-result.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/031-eye-trac-result.jpg"><img style="margin: 0pt 0pt 0pt 12pt; float: right;" src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/031-eye-trac-result.thumbnail.jpg" alt="031-eye-trac-result.jpg" /></a><strong>Eyes on the news</strong> confirmou algumas crenças e desmentiu outras. Confirmou, por exemplo, que a <strong>primeira página</strong> vista por leitores ocidentais é a da <strong>direita</strong>. Mas desmentiu totalmente a crença nas zonas de visualização propostas por Arnold. Também descobriu que os anúncios em jornal, no estudo, não foram lidos primeiro nem se houvesse ofertas ou se fosse anúncio colorido.</p>
<p><a title="15-sequencia.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/15-sequencia.jpg"><img style="margin: 0pt 12pt 0pt 0pt; float: left;" src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/15-sequencia.thumbnail.jpg" alt="15-sequencia.jpg" /></a>Garcia e Adams descobriram que a leitura dos jornais foi feita em duas etapas: primeiro, os leitores faziam uma verredura na página (scanning), procurando pontos de interesse. Essa parte durou frações de segundos. Depois, os leitores se fixavam em <strong>&#8220;pontos de entrada&#8221;</strong>. Estes pontos &#8212; os locais onde os leitores faziam uma visualização mais demorada &#8212; eram determinados, entre outros fatores, pelo tamanho das fotos, pelo conteúdo destas, se a foto era coloria ou não.</p>
<p>Veja alguns dos resultados obtidos pela pesquisa <strong>Eyes on the news</strong>. Por exemplo, o índice de visualização da primeira página de um jornal preparado especialmente para o estudo. Estes números se referem ao &#8220;ponto de entrada&#8221; na página, ou seja, o ponto em que os leitores começaram a &#8220;ler&#8221; fotos ou texto.</p>
<p><a title="04-entry-point-color-lead-photo.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/04-entry-point-color-lead-photo.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/04-entry-point-color-lead-photo.thumbnail.jpg" alt="04-entry-point-color-lead-photo.jpg" /></a><a title="05-entry-points-bw-lead-photo.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/05-entry-points-bw-lead-photo.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/05-entry-points-bw-lead-photo.thumbnail.jpg" alt="05-entry-points-bw-lead-photo.jpg" /></a></p>
<p>Os &#8220;promo boxes&#8221;, chamadas de capa acima dos logotipos dos jornais, tiveram o maior índice de &#8220;entrada&#8221;.</p>
<p><a title="060-promo-boxes.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/060-promo-boxes.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/060-promo-boxes.thumbnail.jpg" alt="060-promo-boxes.jpg" /></a></p>
<p>Outros exemplos de pontos de entrada:</p>
<p><a title="061-movimento-dos-olhos-na-pagina.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/061-movimento-dos-olhos-na-pagina.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/061-movimento-dos-olhos-na-pagina.thumbnail.jpg" alt="061-movimento-dos-olhos-na-pagina.jpg" /></a><a title="07-movimento-dos-olhos-nas-fotos.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/07-movimento-dos-olhos-nas-fotos.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/07-movimento-dos-olhos-nas-fotos.thumbnail.jpg" alt="07-movimento-dos-olhos-nas-fotos.jpg" /></a><a title="08-movimento-dos-olhos-nas-fotos-b.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/08-movimento-dos-olhos-nas-fotos-b.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/08-movimento-dos-olhos-nas-fotos-b.thumbnail.jpg" alt="08-movimento-dos-olhos-nas-fotos-b.jpg" /></a></p>
<p><a title="09-movimento-dos-olhos-nas-fotos-c.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/09-movimento-dos-olhos-nas-fotos-c.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/09-movimento-dos-olhos-nas-fotos-c.thumbnail.jpg" alt="09-movimento-dos-olhos-nas-fotos-c.jpg" /></a><a title="10-movimento-dos-olhos-nas-fotos-d.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/10-movimento-dos-olhos-nas-fotos-d.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/10-movimento-dos-olhos-nas-fotos-d.thumbnail.jpg" alt="10-movimento-dos-olhos-nas-fotos-d.jpg" /></a><a title="14-hierarquia.jpg" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/14-hierarquia.jpg"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/08/14-hierarquia.thumbnail.jpg" alt="14-hierarquia.jpg" /></a></p>
<p>Na última imagem, um resumo do que deve fazer um diagramador:</p>
<blockquote><p>O que nós exploramos nesta seção deve nos lembrar um simples princípio do design: <strong>crie hierarquia</strong>. O objeto do bom design de publicaçãoé <strong>primeiro atrair o leitor</strong>, então <strong>guiá-lo através da informação</strong>. Muitos jornais abandonam leitores por deixá-los livres para vagar através de campos e florestas do desconhecido. Não admira que tantos leitores fiquem perplexos e eventualmente perdidos. Criando uma <strong>hierarquia de movimento</strong> através de uma página ou de páginas espelhadas, nós podemos orientá-los e aconselhá-los gentilmente mas efetivamente, <strong>estabelecendo uma harmonia de movimento que resulta em compreensão</strong>. Para planejar esta viagem para os outros, nós primeiro necessitamos ver o que o leitor vê &#8212; neste caso, <strong>duas páginas por vez</strong>.</p></blockquote>
<h2>Bibliografia</h2>
<ol>
<li>GARCIA, Mario; STARK, Pegie. <strong>Eyes on the News</strong>. St. Petersbourg, Fld. : Poynter Institute for Media Studies, 1991.</li>
<li>PLAZA, Julio. <strong>Videografia em videotexto</strong>. São Paulo : Hucitec, 1986.</li>
<li>SILVA, Rafael Souza. <strong>Diagramação:</strong> o planejamento visual gráfico na comunicação impressa&#8221;. São Paulo : Summus Editorial, 1985.</li>
<li>YARBUS, Alfred. <strong>Eye movements and vision</strong>. New York: Plenum Press, 1967.</li>
</ol>
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		<item>
		<title>Saiu o Scribus 1.3.4</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jun 2007 16:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Scribus]]></category>

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		<description><![CDATA[O programa de editoração eletrônica multiplataforma e open source Scribus, em sua versão 1.3.4, já está no depositório para download grátis. Além da linguagem script ser atualizada para Python 2.5, a maior novidade, a meu ver, é interna: é o novo esquema de hifenização (separção de sílabas no final das linhas). Antes, cada sílaba era [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O programa de editoração eletrônica multiplataforma e open source <strong>Scribus</strong>, em sua versão 1.3.4, já está no depositório para download <strong>grátis</strong>. Além da linguagem script ser atualizada para Python 2.5, a maior novidade, a meu ver, é interna: é o novo esquema de hifenização (separção de sílabas no final das linhas). Antes, cada sílaba era sinalizada com uma longa série de parâmetros. Isso gerava enormes arquivos na hora de gravar, e tornava o processamento lento. Agora, todas as sílabas são separadas com o hífen opcional (discrecionário), apenas. O tamanho dos arquivos hifenizados é praticamente igual ao dos arquivos sem hifenização. Baixe o <strong>Scribus </strong>no <a href="http://sourceforge.net/project/showfiles.php?group_id=125235">SourceForge.net: Scribus download.</a></p>
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		<item>
		<title>Sistema editorial usando Scribus, Python e WordPress &#8211; Parte 3</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Jun 2007 18:41:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Python]]></category>
		<category><![CDATA[Scribus]]></category>

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		<description><![CDATA[Acessar um banco de dados MySQL com a linguagem script do Scribus (Python) é moleza. Mas a maioria dos gerenciadores de conteúdo, como o WordPress, usam formatação HTML em seu conteúdos ou posts. Para construir meu sistema editorial com Scribus, Python, MySQL e WordPress eu precisaria de um conversor de HTML para o formato de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acessar um banco de dados <strong>MySQL </strong>com a linguagem script do <strong>Scribus </strong>(<strong>Python</strong>) é moleza. Mas a maioria dos gerenciadores de conteúdo, como o WordPress, usam formatação <strong>HTML </strong>em seu conteúdos ou posts. Para construir meu <a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/2007/06/03/sistema-editorial-com-scribuspythonmysql/">sistema editorial com Scribus, Python, MySQL e WordPress</a> eu precisaria de um conversor de HTML para o formato de texto interno do <strong>Scribus</strong>. Acho que isso até é possível, mas prefiro seguir uma gambiarra mais simples e segura:<span id="more-148"></span></p>
<ol>
<li>Ler o conteúdo dos artigos do banco de dados</li>
<li>Gravar como arquivo HTML (adicionando um cabeçalho e um rodapé HTML)</li>
<li>Importar para o Scribus aproveitando essas características:</li>
</ol>
<blockquote><p> <strong>Notes on Importing HTML into Scribus</strong></p>
<p>Scribus has an HTML importer which can import clean, well formed HTML and retain much of the layout and and formatting, provided the formatting or styling is basic HTML in the HTML markup, not via css style sheets. CSS support will come in the future. (<a href="http://docs.scribus.net/index.php?lang=en&amp;page=importhints4">Scribus:. GPL Desktop Publishing and More</a>)</p></blockquote>
<p>Na página explica também a formatação HTML simples que o Scribus importa:</p>
<ul>
<li><strong>body, div, a. </strong>Corpo do documento, divisão, âncora de hipertexto.</li>
<li><strong>p</strong> e <strong>br</strong>. Parágrafo e quebra de linha.</li>
<li><strong>H1</strong> até <strong>H4</strong>. Títulos até tamanho 4.</li>
<li><strong>ol,ul,li</strong>.  Listas de bolinhas e lista numerada</li>
<li><strong>pre</strong> e <strong>code</strong> &#8211; Texto préformatado e códigos de programação. Serão formatados com fonte Courier.</li>
<li>Links web serão convertidos para texto azul.</li>
<li><strong>b, u, i, em, strong,sub.sup,del.</strong> Negrito, sublinhado, itálico (grifo), enfatizado,  pesado, subscrito &#8212; como em H<strong><sub>2</sub></strong>O, superescrito &#8212; como em m<strong><sup>3</sup></strong>, riscado. Os efeitos dependem da fonte usada.</li>
</ul>
<p>Esta formatação é mais que suficiente para um jornalista produzir seu material.</p>
<p>Ao ser importado, o texto fica com os estilos: <strong>HTML_h1</strong>, <strong>HTML_p</strong>, etc. Portanto, a programação gráfica do jornal no <strong>Scribus </strong>já deve ser feita a partir destes nomes. Eles devem estar na <strong>folha de estilos</strong> default da publicação.</p>
<p>A gravação em HTML das matérias a diagramar é um fator de segurança a mais no sistema. Se houver problemas com o banco de dados, a matérias em <strong><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/editorias/diagramacao/">diagramação</a> </strong>estão salvas no sistema de arquivos  em um formato texto-plano, comum e simples, que qualquer editor de texto pode abrir.</p>
<p>O problema de interpretação pelo <strong>Scribus </strong>de conteúdo formatado de Gerenciadores de Conteúdo (<strong>CMS</strong>) está resolvido.  Os arquivos podem ficar em uma entrutura hierárquica repoduzindo as páginas do jornal. As imagens e figuras podem ficar nas mesmas pastas, para facilitar a manipulação.</p>
<p>Acho que um único detalhe chato é que não achei comando em Python para importar um texto no Scribus através de script. Acho que ainda não foi escrito. Soluções possíveis:</p>
<ol>
<li>Abrir uma janela de diálogo de abrir arquivo, com o filtro já definido para o arquivo que deve ser aberto. O diagramador só precisará dar OK para importar o arquivo. <strong>Vantagem</strong>: o filtro HTML do Scribus funciona. <strong>Desvantagem</strong>: é manual, exige a ação do diagramador.</li>
<li>Abrir um arquivo com o comando padrão Python para ler arquivo:
<pre>file = open('p05m01.html', 'r')</pre>
<p>Mas, neste caso, não é possível a aplicação do filtro. Não vale a pena fazer porque é o mesmo que buscar o contúdo no banco de dados. O texto vem com tags HTML simples. <strong>Vantagem</strong>: pode ser automatizada. Um único script pode montar uma página inteira. <strong>Desvantagem</strong>: terei de encontrar uma maneira de formatar o texto conforme o formato interno do Scribus.</li>
</ol>
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		</item>
		<item>
		<title>Evite fotos do mesmo tamanho na mesma página</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 18:23:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das regras de composição visual para jornais é que se deve evitar colocar fotos de mesmo tamanho na mesma página ou na página oposta de uma publicação. O objetivo desta regra é que sempre devemos buscar o contraste entre os elementos visuais (contraste de cor, de tamanho, de tom etc). O contraste é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das regras de <strong>composição visual para jornais</strong> é que se deve evitar colocar fotos de mesmo tamanho na mesma página ou na página oposta de uma publicação. O objetivo desta regra é que sempre devemos buscar o <strong>contraste entre os elementos visuais</strong> (contraste de cor, de tamanho, de tom etc). O contraste é que diferencia os elementos do design, permitindo a linguagem e ajudando na efetividade da comunicação.<span id="more-139"></span></p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/6-20-07_sc_th.jpg" title="The Herald"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/6-20-07_sc_th.jpg" alt="The Herald" style="margin: 8px 0pt 12px 12px; float: right" /></a>No entanto, existem momentos em que essa regra deve ser quebrada. Quando muita gente deve ser listada, e todos têm o mesmo valor na hierarquia, devemos usar fotos de mesmo tamanho. Em matérias de cobertura de eleições, por exemplo. Ou como nesta página do <strong>Herald </strong>de Rock Hill, Carlonia do Sul, EUA. Mas, mesmo com um monte de fotinhos de mesmo tamanho, quem domina a página é um fotão. Esta é que vai ser o ponto de entrada do leitor na página.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Perfis de dados fraudados</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jun 2007 22:00:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Investigação]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.meiradarocha.jor.br/news/2007/06/18/perfis-de-dados-fraudados/</guid>
		<description><![CDATA[No artigo sobre a lei de Benford, expliquei como funciona uma característica numérica da natureza. Aqui, mostro alguns perfis numéricos que podem denunciar fraudes em grandes quantidades de números. Fiz alguns perfis obtidos com tabelas e geradores de números aleatórios. Nos gráficos desta página, as linhas verdes representam os números de Benford; os vermelhor, números [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No <a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/2007/06/17/a-lei-newcombbenford-para-descobrir-fraudes/">artigo sobre a lei de Benford</a>, expliquei como funciona uma característica numérica da natureza. Aqui, mostro alguns perfis numéricos que podem denunciar fraudes em grandes quantidades de números. Fiz alguns perfis obtidos com tabelas e geradores de números aleatórios. Nos gráficos desta página, as linhas verdes representam os números de Benford; os vermelhor, números encontrados nos serviços de busca Google e Yahoo; e em azul, números encontrados na memória <em>clipboard </em>do computador, copiados com CTRL+C.<span id="more-132"></span></p>
<p>Eu adicionei o zero na seqüência de Benford para poder comparar com os dados encontrados nos serviços de busca e na memória. Mas a seqüência real não tem zero porque não é possível se calcular o logaritmo de zero (zero vezes zero é zero). Para o cálculo dos zeros, coloquei um número menor que o do dígito 9.</p>
<p>Dez mil números pseudo-aleatórios (também chamados randômicos) de até nove dígitos:</p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/serie-randomica-at-10-mil.png" title="serie-randomica-at-10-mil"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/serie-randomica-at-10-mil.png" alt="serie-randomica-at-10-mil" /></a></p>
<p>Todos os algarismos têm uma ocorrência próxima daquela do quatro. Mas repare como o zero aparece menos que os outros algarismos, porque não é colocado antes do um, em geral.</p>
<p>Outra imagem interessante mostra que os dígitos dos serviços de busca parecem ser uma média em relação à Lei de Benford. Isto me leva a especular que o grupo de números nos bancos de dados dos serviços de busca são uma mistura de:</p>
<ol>
<li>Números aleatórios e gerados por humanos, que tendem a se aproximar do perfil reto;</li>
<li>Números gerados pela natureza, que tendem a seguir o perfil logarítmico de Benford.</li>
</ol>
<p>O código para gerar a série pseudo-aleatória foi digitado diretamente na linha de comando Rebol:</p>
<pre>nums: copy ""
write/lines clipboard:// clip: for contador 0 10000 1 [
nums: rejoin [ nums " " random 100'000'000 ]
]</pre>
<p>O programa em linguagem Rebol acima gerou uma seqüência como mostrada abaixo (mas os números variam, sempre), colocada na variável clip que foi copiada para o clipboard:</p>
<pre>clip
== { 68935550 44854059 11730766 9702419 97855313 7687301 95670787
13863691 83617277 18419172 1892882 91543935 55541291 40617909 323...</pre>
<p>Com relação aos dados do perfil dos serviços de busca, no gráfico acima, noto também uma quantidade de oitos ligeiramente maior do que se esperaria. Isto parece se manter durante leituras em várias oportunidades diferentes, nos serviços de busca, com browsers diferentes. Para mim, é um mistério porque havia mais oitos. Talvez muitas ocorrências do ano de 1998.</p>
<h3>Seqüências de números</h3>
<p>Uma seqüência de inteiros de 1 a 9999 gerou este perfil:</p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/sequencia-de-um-a-dez-mil.png" title="sequencia-de-um-a-dez-mil."><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/sequencia-de-um-a-dez-mil.png" alt="sequencia-de-um-a-dez-mil." /></a></p>
<p>Compreensivamente, este perfil é extremamente simétrico, com exceção do 0, que não aparece à direita dos algarismos e por isso tem menor freqüência. Com isto, os outros algarismos aparecem ligeiramente mais que dez por cento.</p>
<p>Também se nota que os zeros aparecem menos que nos serviços de busca, mas igual aos zeros pseudo-Benford.</p>
<p>Para gerar a série com números de 1 a dez mil, usei o seguinte programa Rebol diretamente na linha de comando. O programa criou uma série e copiou para a memória:</p>
<pre>nums: copy ""
write/lines clipboard:// clip: for contador 0 10000 1 [
nums: rejoin [ nums " " contador ]
]</pre>
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		</item>
		<item>
		<title>A lei Newcomb/Benford para descobrir fraudes</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 21:54:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Coisas que podem ser enumeradas, na natureza, apresentam uma propriedade matemática interessante. Ninguém sabe explicar porquê, mas se você fizer uma lista muito grande com contagem de coisas &#8212; qualquer coisa &#8212; , a ocorrência do primeiro dígito nos números desta lista apresentará o seguinte perfil: Dígito 1 2 3 4 5 6 7 8 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Coisas que podem ser enumeradas, na natureza, apresentam uma propriedade matemática interessante. Ninguém sabe explicar porquê, mas se você fizer uma lista muito grande com contagem de coisas &#8212; qualquer coisa &#8212; , a ocorrência do primeiro dígito nos números desta lista apresentará o seguinte perfil:<span id="more-131"></span></p>
<table style="margin: 0pt 0pt 12px" border="1">
<tbody>
<tr>
<th>Dígito</th>
<th>1</th>
<th>2</th>
<th>3</th>
<th>4</th>
<th>5</th>
<th>6</th>
<th>7</th>
<th>8</th>
<th>9</th>
</tr>
<tr>
<th>Ocorrência como primeiro dígito(%)</th>
<td>30,1</td>
<td>17,6</td>
<td>12,5</td>
<td>9,7</td>
<td>7,9</td>
<td>6,7</td>
<td>5,8</td>
<td>5,1</td>
<td>4,6</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Ou seja: o dígito &#8220;1&#8243; aparecerá em 30,1% da vezes; O dígito &#8220;2&#8243;, em 17,6%, e assim por diante. Esta característica foi observada pela primeira vez pelo astrônomo norte-americano <strong>Simon Newcomb</strong> em 1881, ao notar que a tábua de logaritmos tem mais páginas com logaritmos começando com 1 do que começando com outros dígitos. Sua descoberta foi ignorada até 1938, quando o Dr. <strong>Frank Benford</strong>, físico da General Electric, redescobriu o fato e fez uma análise muito mais ampla que Newcomb. Ele observou mais de 20 mil fontes de dados, desde área de rios e estatísticas de <em>baseball</em> até os números das casas de pessoas.</p>
<p>O Dr. Benford então formulou:</p>
<blockquote><p><em>Se a certeza absoluta é definida como 1 e a absoluta impossibilidade como 0, então a probabilidade de um número &#8220;d&#8221; de 1 a 9 ser o primeiro dígito é o logaritmo de base 10 de (1 + 1/d).</em></p></blockquote>
<p>Para quem não gosta de matemática, a fórmula simplesmente define as porcentagens da tabela acima. Ou seja: o número 1 tem 30,1% de chances de ser o primeiro dígito de um determinado valor, o dígito 2, 17,6% de chances, etc. <strong>Isto acontece independentemente da escala ou do tipo de medida</strong> (jarda, metros, litros, polegadas).</p>
<p>O que poderia ser uma mera curiosidade matemática encontra aplicações muito úteis para o <strong>jornalista investigativo</strong>. A chamada Lei de Benford pode ser usada para descoberta de fraudes em grandes quantidades numéricas, como balanços e estatísticas.</p>
<p>Foi assim que o blog Superfície Reflexiva descobriu anomalias em umas das pesquisas da Microsoft que mostra as vantagens do Windows sobre o Linux. Havia um desvio muito grande no algarismo &#8220;6&#8243;.</p>
<h3>Contagem facilitada</h3>
<p>Para facilitar o trabalho do jornalista investigativo, desenvolvi um programa que conta a ocorrência de dígitos na memória (na clipboard dos computadores). Ele funciona assim: você copia dados para a memória, roda o programa, clica em &#8220;Calcula&#8221; e ele apresenta um gráfico de ocorrência de dígitos, a partir dos dados na memória.</p>
<p>Além da contagem de caracteres na memória, o programa ainda faz uma comparação com a média da quantidade de dígitos encontrada no Google e no Yahoo. Na verdade, eu fiz uma simplificação da lei Newcomb/Benfort, porque peguei uma amostragem gigantesca de dígitos usados pela humanidade, disponível nos bancos de dados dos serviços de busca.</p>
<p>Considerei que não importaria se eu contasse apenas o primeiro dígito de valores numéricos ou todos os dígitos. Minha hipótese é a de que os dígitos restantes também obedecem a um perfil determinado, não exatamente conforme a escala logaritmica de Benford.</p>
<p>De fato, a qualquer momento que você fizer a procura por dígitos no Google ou Yahoo, você vai obter aproximadamente o mesmo perfil. Se uma grande amostragem aleatória tem este perfil, uma pequena amostragem deve ter características aproximadas.</p>
<p>Uma diferença notável em relação ao trabalho de Benford é que faço a contagem do zero, também. Como não existe logaritmo de zero, Belford não o usou, mas uma &#8220;gugada&#8221; revela que a ocorrência de zeros é menor que a ocorrência de algarismos 9. Como zeros podem revelar arredondamentos numéricos, é importante considerar este algarismo, também. Usei um valor que gerou uma curva mais suave no perfil de dígitos.</p>
<p>O resultado é este, sem números na memória:</p>
<p><a title="Gráfico de contagem de dígitos" href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/digitos-2006-9-16-5485.png"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/digitos-2006-9-16-5485.png" alt="Gráfico de contagem de dígitos" /></a></p>
<p>O sistema dos serviços de busca arredonda os resultados. Por exemplo, em abril de 2004 o Google cadastrava 897.000.000 ocorrências do algarismo &#8220;5&#8243;. Ignorando as casas do milhão, temos 897. Somando as ocorrências arredondadas de todos os dígitos, temos uma escala de quase 10 mil unidades. Ou seja, a escala tem resolução de 0,001%, o que considero razoável para os propósitos de se fazer uma escala comparativa.</p>
<h3>O programa</h3>
<p>Para codificar o programa contador de caracteres, usei a linguagem Rebol (<a href="http://www.rebol.com/">http://www.rebol.com</a>), gratuita e semi-open source, desenvolvida especialmente para internet. É fácil de programar e dá um banho em aberrações como linguagem Java.</p>
<ul>
<li>Baixe e instale o <a href="http://www.rebol.com/view-platforms.html">interpretador Rebol/view</a> para sua plataforma.</li>
<li>Relacione a extensão *.r ao interpretador Rebol.</li>
<li>Baixe e grave o script Rebol <a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2008/07/frequencia-de-digitos-2008-07-31a.r">frequencia-de-digitos-2008-07-31a</a>.</li>
<li>Execute o programa baixado.</li>
</ul>
<p>O script é multiplataforma, rodando em Linux, Solaris, BSD, Windows e Macintosh. Para usá-lo, copie os dados de uma planilha eletrônica, por exemplo, e rode o programa. Depois de alguns segundos, será apresentado o gráfico de ocorrências de dígitos e a comparação com o perfil de dígitos do Google.</p>
<h3>Limitações</h3>
<p>Este é um método interessante mas nem sempre é útil para análise de dados. Existem algumas característica que limitam o uso da Lei de Benford:</p>
<ul>
<li>O perfil de ocorrência de dígitos não funciona para dados como números gerados aleatoriamente (números de loteria), pois eles não são contagens de fenômenos naturais. Só casualmente são números, pois poderiam ser cores ou bichos (Grande idéia! Vou patentear uma loteria zoológica!). Uma listagem de números aleatórios tende a ter a mesma quantidade de algarismos, apresentando um perfil reto.</li>
<li>O perfil com números inventados por humanos tende a ser próximo do aleatório. Isto não é desvantagem, pelo contrário. É a maneira de se saber se um balanço foi fraudado por humanos, por exemplo. Não funciona, igualmente, com números arredondados (melhor: denunciará o arredondamento).</li>
<li>O perfil não funciona bem com pequenas quantidades numéricas. Quanto maior a quantidade, mais o perfil vai se apresentar como na fórmula de Benfort.</li>
<li>O perfil não funciona com datas. Procure deixar dadas fora da seleção, na hora de copiar dados para a clipboard. Datas como 1999 ou 2004 aumentam a quantidade de dígitos 9 e zero, por exemplo, desequilibrando o perfil.</li>
<li>O perfil não funciona com variações determinadas em torno de um valor. Por exemplo, valores em torno de mais ou menos 100% podem ter grande incidência de dígitos 9, zero e um: 98%, 99%, 101%. Este tipo de tabela tende a ter um perfil parabólico.</li>
<li>O perfil poderá ser diferente conforme determinado tipo de dados, embora os dados estejam corretos.</li>
</ul>
<p>Apesar destas limitações, usar este método pode ser um bom início de investigação.</p>
<h3>Bibliografia</h3>
<ol>
<li><strong>Benford&#8217;s law</strong>. in. Wolfram Research. Disponível em:&lt;<a href="http://mathworld.wolfram.com/BenfordsLaw.html">http://mathworld.wolfram.com/BenfordsLaw.html</a>&gt;. Lido em: 2004-04-10.</li>
<li>BROWNE, Malcolm W. <a href="http://www.rexswain.com/benford.html"><strong>Following Benford&#8217;s Law, or Looking Out for No. 1</strong></a>. Site Web em: <a href="http://www.rexswain.com/benford.html">http://www.rexswain.com/benford.html</a>. Acesso em: 2004-04-10. Republicação de matéria no The New York Times de 1998-09-04.</li>
<li><span><a href="http://intuitor.com/">Intuitor.com.</a> </span><strong>Benford&#8217;s Law Part 1</strong> &#8211; How to Spot Tax Fraud. Site Web em:&lt;<a href="http://www.intuitor.com/statistics/Benford%27s%20Law.html">http://www.intuitor.com/statistics/Benford&#8217;s%20Law.html</a>&gt;. Acesso em: 2004-04-10.</li>
<li><strong>Rebol Technologies</strong>. Site Web disponível em: <a href="http://www.rebol.com/">&lt;http://www.rebol.com</a>&gt;. Acesso em: 2004-04-10.</li>
<li><strong>Wikipedia</strong>. Verbete &#8220;Benford&#8217;s Law&#8221; &lt;<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Benford%27s_law">http://en.wikipedia.org/wiki/Benford%27s_law</a>&gt;. Acesso em 15 set. 2006.</li>
</ol>
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		</item>
		<item>
		<title>Gutemberg, aquele maldito capitalista!</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jun 2007 14:51:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando o ourives Johannes de Gutemberg teve a idéia de cortar uma xilogravura em pedacinhos e reutilizar as letrinhas numa prensa de uva, não deve ter imaginado o tsunami que provocaria na cultura ocidental. Mas ele sabia que era uma boa idéia, e que deveria dar um bom dinheiro. Naquela época, 1440, fim da idade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando o ourives <a title="Página na Wikipédia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Johannes_Gutenberg"><strong>Johannes de Gutemberg</strong></a> teve a idéia de cortar uma xilogravura em pedacinhos e reutilizar as letrinhas numa prensa de uva, não deve ter imaginado o tsunami que provocaria na cultura ocidental. Mas ele sabia que era uma boa idéia, e que deveria dar um bom dinheiro.<span id="more-136"></span></p>
<p>Naquela época, 1440, fim da idade média, um <strong>livro </strong>escrito à mão tinha <strong>preço inimaginável</strong>, uns três anos de salário de um artesão. Praticamente apenas reis iletrados e a igreja podiam ter livros. Com a invenção e com as melhorias do seu auxiliar, calígrafo Peter Schöffer (pouco citado co-autor da imprensa), <strong>Gutemberg </strong>esperava ser bem monetizado. Para conseguir isso, associu-se ao banqueiro <strong>Johannes Füst</strong>, e tomou emprestado 800 ducados, depois mais 800, para criar uma empresa.</p>
<p>O negocinho tinha <strong>inovação</strong>, tinha <strong>empreendedorismo</strong>, tinha <strong>pesquisa e desenvolvimento</strong>, <strong>objetivava lucro</strong> e precisava de <strong>investimento </strong>para funcionar. Até nome, o empreendimento tinha: <strong>Das Werk der Bücher, A Fábrica de Livros</strong>. O primeiro objeto feito em série no mundo era um <strong>produto cultural</strong>. E, claro, a primeira fábrica se ralou nas mãos da banca: o véio Gut não conseguiu pagar os empréstimos e Füst tomou as oficinas. Tomou também o auxiliar, pois Schöffer se bandeou pros lados do usurário (empregado é sempre ingrato!). BTW, mais tarde, Füst tentou vender ao rei da França um livro impresso como se fosse escrito à mão, maior 171. Foi descoberto, foi preso, fugiu. Banca é banca em qualquer época.</p>
<p>Porque <strong>dava muita grana</strong>, a imprensa se espalhou pela Europa em apenas dez anos, e pelo mundo logo em seguida. Muito mais rápido do que os computadores se espalharam hoje, tomadas as devidas proporções.</p>
<p>Mas livro impresso ainda era caro: custava o <strong>salário de três anos de um artesão</strong>. O papel era feito de trapos. Um quilo de trapo custava o mesmo que um quilo de alumínio, hoje (History Channel, 2007). Só depois da invenção de papel de madeira a publicação em grande escala ficou barata e pode deslanchar.</p>
<p>O pecado católico do lucro já tinha sido arrasado pela Reforma, não tinha mais jeito. Surgiram os panfletos opinativos e noticiosos. Com o sucesso dessas publicações, as pessoas viram que também podiam ganhar dinheiro vendendo papel com tinta, como os <strong>editores de livros</strong>. Viram também que podiam se monetizar mais um pouquinho colocando <strong>anúncios </strong>na publicação. Surgiu o jornalismo impresso moderno (esse que está em decadência).</p>
<p>Qualquer semelhança com <strong>blogs </strong>não é mera coincidência.</p>
<h3>Bibliografia sobre Gutemberg</h3>
<ol>
<li><small>Bibliografia: La Composición en Artes Graficas, Biblioteca Profesional E.P.S. Dom Bosco: Barcelona, 1970.</small></li>
</ol>
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	</channel>
</rss>
