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	<title>Meira da Rocha &#187; Internet</title>
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	<description>Jornalismo Online, Planejamento Gráfico, Mídias Digitais</description>
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		<title>Configurar modem Agere HDA do laptop Acer 4520 no Ubuntu 8.10</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 05:40:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Linux]]></category>

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		<description><![CDATA[O Acer 4520 vem com um softmodem Agere HDA (High Digital Audio). Os softmodems não são modems completos. Eles se aproveitam dos recursos do processador principal e dos recursos da placa de som, resultando um produto mais barato. Isto não é necessariamente ruim, porque os modernos computadores têm potência de sobra para dar conta do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Acer 4520</strong> vem com um softmodem <strong>Agere HDA</strong> (High Digital Audio). Os softmodems não são modems completos. Eles se aproveitam dos recursos do processador principal e dos recursos da placa de som, resultando um produto mais barato. Isto não é necessariamente ruim, porque os modernos computadores têm potência de sobra para dar conta do recado.</p>
<p>Mas este tipo de modem é problemático para Linux porque os fabricantes só desenvolvem drivers para Windows, a fim de economizar. Então, levam muitos meses até que a comunidade de software livre desenvolva os drivers para estes dispositivos. Felizmente, a Agere liberou como open source parte do código de seu chip 11c11040, muito usado em softmodens. <span id="more-660"></span></p>
<p>Para o <strong>Acer 4520</strong>, finalmente foram publicados os drivers adequados para funcionar o <strong>Agere HDA</strong>. Na página <a href="http://linmodems.technion.ac.il/packages/ltmodem/11c11040/HOWTO-Agere-11c11040-HDA.html">Agrsm Drivers HOWTO</a> existem as instruções de como baixar e compilar estes drivers. Mas, para quem não quer ter este trabalho (ou se a compilação dá erros, como no meu caso), pode-se baixar os <a href="http://linmodems.technion.ac.il/packages/ltmodem/11c11040/">drivers agrsm pré-compilados para várias distribuições</a>, em formatos zipados, RPM ou DEB.</p>
<p>No caso do <strong>Ubuntu 8.10</strong>, o arquivo que funcionou comigo foi o do kernel 2.6.19, de janeiro de 2009. Depois de baixar e instalar (automaticamente pelo instalador de pacotes Debian), foi necessário instalar os módulos manualmente e criar alguns links simbólicos para dispositivos, conforme indicações que achei na rede sobre <a href="http://www.artigonal.com/tec-de-informacao-artigos/finalmente-modem-agere-system-v92-no-ubuntu-581489.html">instalação do Agere V92</a>:</p>
<pre>sudo modprobe agrmodem
sudo modprobe agrserial
sudo ln -s /dev/ttyAGS3 /dev/ttySAGR
sudo ln -s /dev/ttyAGS3 /dev/modem</pre>
<p>Mas estas configurações somem a cada boot. Para deixá-las permanentes, baixei e instalei os <a href="http://linmodems.technion.ac.il/packages/ltmodem/11c11040/agrsm-tools_0.0.1_all.deb">utilitários Agere HDA para sistemas Debian</a>, que automatizam estas tarefas. Para testar se tudo correu bem nas instalações, usei no terminal o comando <tt>sudo agrsm-test</tt>. Finalmente, coloquei o nome do driver <tt>agrserial</tt> no arquivo <tt>/etc/modules</tt>, para ser carregado automaticamente no boot. Embora a documentação do agrsm-tools alerte que isto pode dar um crash em alguns sistemas, recuperável apenas com disco de boot, no Acer 4520 não causou problemas. Os dois drivers (agrserial e agrmodem) são carregados juntos, pelo script /etc/modprobe.d/agrsm.</p>
<p>Para discar, instalei o discador do Gnome, o Gnome PPP. Especifiquei o dispositivo <tt>/dev/modem</tt>, que foi reconhecido corretamente.</p>
<p>Agora, numa emergência, posso contar com ligações internet discada para algum provedor gratuito.</p>
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		<title>Abrindo portas IP para eMule e Skype automaticamente com UPnP</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 19:07:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[ADSL]]></category>
		<category><![CDATA[Banda larga]]></category>
		<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Já houve um tempo que era uma dificuldade abrir portas em redes internas para possibilitar o uso de programas de comunicação e troca de arquivos. Era necessário saber que portas os programas usavam, e configurar o recurso de NAT dos routers (Network Address Translator). Tarefas que exigem um nível médio de conhecimento de internet e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já houve um tempo que era uma dificuldade abrir portas em redes internas para possibilitar o uso de programas de comunicação e troca de arquivos. Era necessário saber que portas os programas usavam, e configurar o recurso de <strong>NAT </strong>dos routers (<a title="Definição em português na Wikipedia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Network_Address_Translation">Network Address Translator</a>). Tarefas que exigem um nível médio de conhecimento de internet e informática, um pouco além do que usuários iniciantes estão acostumados. Agora, nossos problemas acabaram! <span id="more-645"></span>Os modems/routers mais modernos podem fazer isto por <strong>UPnP</strong> (Universal Plug and Play) através do <strong>NAT Transverse</strong>. Basta você habilitar a opção no modem, que o Skype ou o eMule sabem pedir para o modem abrir qualquer porta automaticamente.</p>
<p>O Skype faz isso por default, mas o eMule precisa ser configurado à mão para pedir. Vá ao menu &#8220;Preferências &gt; Conexão &gt; Portas do Cliente&#8221; e marque &#8220;Abrir portas por UPnP&#8221;. Agora, você já sabe <strong>como obter IDs altas no eMule</strong>!</p>
<p>A desvantagem principal deste método é que, se cai a conexão, o eMule não sabe abrir de novo as portas por UPnP nem consegue usar as portas anteriores. Irá conectar com ID baixa. A segunda desvantagem é que ele demora mais de um minuto para conectar e para fechar.</p>
<div id="attachment_647" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/configurar-emule-para-upnp.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-647" title="configurar-emule-para-upnp" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/configurar-emule-para-upnp-150x150.jpg" alt="Configuração do eMule para abrir portas automaticamente por UPnP" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Configuração do eMule para abrir portas automaticamente por UPnP</p></div>
<p>A configuração no modem/router <strong>Kaiomy </strong>é feita na aba &#8220;Access Management &gt; UPnP&#8221;, ativando-se as duas opções, &#8220;UPnP&#8221; e &#8220;Autoconfigure&#8221;.</p>
<div id="attachment_646" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><img class="size-thumbnail wp-image-646" title="configurar-router-kaiomy-para-upnp" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/configurar-router-kaiomy-para-upnp-150x150.jpg" alt="configurar-router-kaiomy-para-upnp" width="150" height="150" /><p class="wp-caption-text">Configuração do router/modem ADSL Kaiomy para permitir abertura de portas por UPnP</p></div>
<p>No router wifi <strong>Linksys WRT54G</strong>, habilite o <strong>UPnP</strong> na aba &#8220;Administração &gt; Gestão &gt; UPnP&#8221;.</p>
<div id="attachment_650" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/configurar-router-linksys-wrt54g-para-upnp.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-650" title="configurar-router-linksys-wrt54g-para-upnp" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/configurar-router-linksys-wrt54g-para-upnp-150x150.jpg" alt="Configurar router wifi WRT54G para permitir abertura de portas por UPnP" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Configurar router wifi WRT54G para permitir abertura de portas por UPnP</p></div>
<div id="attachment_651" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/upnp-no-windows-xp.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-651" title="upnp-no-windows-xp" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/upnp-no-windows-xp-150x150.jpg" alt="Como instalar UPnP no Windows XP" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Como instalar UPnP no Windows XP</p></div>
<p>O <strong>UPnP </strong>também pode ser usado pelo Windows para mostrar o ícone do router na pasta de conexões de rede. para isto funcionar, deve ser instalado um programinha pelo &#8220;Painel de controle &gt; Adicionar ou remover programas &gt;  Adicionar/remover componentes do Windows &gt; Serviços de rede &gt; Interface de Usuário Plug and Play Universal&#8221;.</p>
<p>Com o serviço instalado, fica mais fácil acessar a interface Web do router. E se algum programa ainda não sabe usar <strong>UPnP</strong>, você pode configurar as portas pelo próprio Windows, sem precisar acessar a interface do router, conforme mostra a ilustração abaixo. Mostrar o ícone na bandeja do sistema facilita o acesso.</p>
<div id="attachment_655" class="wp-caption alignnone" style="width: 160px"><a href="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/abrindo-portas-por-upnp-no-windows-xp.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-655" title="abrindo-portas-por-upnp-no-windows-xp" src="http://meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2009/01/abrindo-portas-por-upnp-no-windows-xp-150x150.jpg" alt="Abrindo portas por UPnP no Windows XP" width="150" height="150" /></a><p class="wp-caption-text">Abrindo portas por UPnP no Windows XP</p></div>
<h3>Aviso (<em>caveat</em>)</h3>
<p>Há alguns anos, existiam <a href="http://www.grc.com/unpnp/unpnp.htm">vulnerabilidades no sistema UPnP do Windows</a>. Mas certamente esse problema já deve ter sido resolvido. No entanto, o <strong>UPnP </strong>permite que qualquer programa abra as portas do router, numa rede interna. Isto não é problema numa rede doméstica ou de pequenas empresas, mas empresas maiores podem querer impedir que seus funcionários usem estes recursos de internet. Neste caso, é bom desligar o <strong>UPnP</strong>.</p>
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		<title>Futuro da Economia na Internet: OCDE publica atas de cúpula</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 09:19:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[A Organização de Cooperação  e Desenvolvimento Econômico, clubinho de países riquinhos, branquinhos e limpinhos (ex-Plano Marshal), organizou na Coréia, em julho de 2008, a cúpula sobre o Futuro da Economia na Internet. Para os interessados no tema, a OCDE publica as atas da reúna ministerial. Via Los Futuros del Libro, que indica: Me parece que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <a href="http://www.oecd.org">Organização de Cooperação  e Desenvolvimento Econômic</a>o, clubinho de países riquinhos, branquinhos e limpinhos (ex-Plano Marshal), organizou na Coréia, em julho de 2008, a cúpula sobre o <strong>Futuro da Economia na Internet</strong>. Para os interessados no tema, a OCDE publica as <a href="http://www.oecd.org/FutureInternet">atas da reúna ministerial</a>.</p>
<p>Via <a href="http://weblogs.madrimasd.org/futurosdellibro/archive/2008/07/08/96424.aspx">Los Futuros del Libro</a>, que indica:</p>
<blockquote class="gmail_quote" style="border-left: 1px solid #cccccc; margin: 0pt 0pt 0pt 0.8ex; padding-left: 1ex;"><p>Me parece que uno de los asuntos más interesantes, al menos para las industrias de contenidos y, por extensión, para la industria editorial, es la definición que puede encontrarse en en el Anexo E  &#8220;<strong>Guía de políticas para los contenidos digitales</strong>&#8221; del documento <em><a href="http://www.oecd.org/dataoecd/1/28/40821729.pdf">Shaping policies for the future of the economy of Internet</a></em>.</p></blockquote>
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		<title>OCDE lança estudo sobre Web 2.0, Wikis e redes sociais</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Nov 2007 01:23:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Web]]></category>

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		<description><![CDATA[A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico é um clubinho de países ricos para o desenvolvimento, mas até deixam entrar essa gentalha do hemisfério sul. Entre outras coisas, eles promovem o estudo PISA, que mede o nível educacional de estudantes saídos do Ensino Básico. Aquele estudo onde economistas vêem uma tragédia da educação, com o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A <span style="font-weight: bold">Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico</span> é um clubinho de países ricos para o desenvolvimento, mas até deixam entrar essa gentalha do hemisfério sul. Entre outras coisas, eles promovem o estudo PISA, que mede o nível educacional de estudantes saídos do Ensino Básico. Aquele estudo onde <a href="http://www.google.com/search?num=50&amp;hl=pt-BR&amp;client=firefox-a&amp;rls=org.mozilla%3Apt-BR%3Aofficial&amp;q=%22Claudio+de+moura+castro+%22gustavo+iochpe%22&amp;btnG=Pesquisar&amp;lr=">economistas</a> vêem uma <a href="http://www.google.com/search?q=%2522tragedia+da+educacao%2522">tragédia da educação</a>, com o Brasil em último lugar, mas quem sabe fazer contas <a href="http://spreadsheets.google.com/pub?key=pH0vKjJkMrh1FbBzKmmstKQ">vê um Brasil super-eficiente no ensino</a>, em quarto lugar.</p>
<p>Agora, eles estão lançando o estudo   	     			<span style="font-weight: bold">Participative Web and User-Created Content: Web 2.0, Wikis and Social Networking</span>:</p>
<p style="margin-left: 40px">This study describes the rapid growth of UCC, its increasing role in worldwide communication and draws out implications for policy. Questions addressed include: What is user-created content? What are its key drivers, its scope and different forms? What are new value chains and business models? What are the extent and form of social, cultural and economic opportunities and impacts? What are associated challenges? Is there a government role and what form could it take?</p>
<p><a href="http://www.oecd.org/document/40/0,3343,en_2649_201185_39428648_1_1_1_1,00.html">Baixe o PDF <span style="font-weight: bold">Participative Web and User-Created Content.</span></a></p>
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		<title>Como descobrir portas bloqueadas numa rede local</title>
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		<pubDate>Mon, 24 Sep 2007 02:13:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[ADSL]]></category>
		<category><![CDATA[Banda larga]]></category>
		<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[Se você não está conseguindo fazer funcionar um programa que use a internet, como MSN, Pidgin (comunicador melhor que o MSN), eMule ou sistemas peer-to-peer (p2p), o culpado pode ser o firewall ou router com portas bloqueadas. Mas como descobrir se o firewall ou roteador estão bloquando portas? Quais as portas estão bloqueadas? Um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se você não está conseguindo fazer funcionar um programa que use a internet, como <strong>MSN</strong>, Pidgin (comunicador melhor que o MSN), <strong>eMule </strong>ou sistemas <strong>peer-to-peer</strong> (p2p), o culpado pode ser o <strong>firewall </strong>ou <strong>router </strong>com portas bloqueadas.</p>
<p>Mas como descobrir se o firewall ou roteador estão bloquando portas? Quais as portas estão bloqueadas?</p>
<p>Um dos melhores serviços para descobrir isto é o site da <a href="http://www.grc.com/default.htm" title="Procure por ShieldsUp nesta página">Gibson Research Corporation</a>, que é umas daquelas corporações um só homem.  Se acessar o site GRC pela página principal, role a tela um pouco para achar o link <a href="https://www.grc.com/x/ne.dll?bh0bkyd2"><strong>ShieldsUP!</strong></a>. Veja os tipos de testes que se pode fazer. <span id="more-212"></span></p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/09/firewall_bloqueando_todas-as_portas.png" title="Portas bloqueadas por firewall"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/09/firewall_bloqueando_todas-as_portas.thumbnail.png" title="Portas bloqueadas por firewall" alt="Portas bloqueadas por firewall" style="margin: 0pt 12px 12px 0pt" align="left" /></a>Na tela que aparece, role um pouco e clique no botão &#8220;Proceed&#8221;.  Se seu browser avisar sobre site inseguro ou algo parecido, clique em &#8220;continuar&#8221;. Agora, você estará na página de testes. Existem diversas opções de uso. Você pode testar portas individuais &#8212; uma a uma, ou uma faixa de 64 portas. Também pode testar as primeiras 1056 portas, chamadas de portas de serviços. A figura mostra o resultado deste teste, mostrando todas as portas fechadas, menos a do protocolo kerbelos. O <strong>router Dlink DI-624</strong> com firewall fez este bloqueio.</p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/09/firewall_desmilitarizado.png" title="Como colocar um computador numa zona desmilitarizada"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/09/firewall_desmilitarizado.thumbnail.png" title="Como colocar um computador numa zona desmilitarizada" alt="Como colocar um computador numa zona desmilitarizada" style="margin: 0px 0px 12px 12px" align="right" /></a>Para desbloquear todas as portas e deixar um computador com acesso total à internet (o que pode ser um furo de segurança), você pode configurar o firewall do router DI-624 para colocar a máquina numa &#8220;zona desmilitarizada&#8221;. Isto é feito conforme indica a ilustração. Descubra o IP da máquina na rede interna, coloque no formulário e aplique a mudança.</p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/09/firewall_desbloqueando_todas-as_portas.png" title="Máquina em zona desmilitarizada."><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/09/firewall_desbloqueando_todas-as_portas.thumbnail.png" title="Máquina em zona desmilitarizada." alt="Máquina em zona desmilitarizada" style="margin: 0pt 12px 12px 0pt" align="left" /></a>A seguir, faça novamente o teste no GCR. Verifique o resultado. As portas de serviço apresentam um comportamento estranho. Algumas aparecem escondidas (cor verde) enquanto outras aparecem abertas (azul). Se você fizer outro teste, o padrão vai mudar. Isso se deve ao firewall do seu provedor (neste caso, da Net Virtua).  O firewall deles apresenta um &#8220;comportamento adaptativo&#8221;, escondendo e liberando portas aleatoriamente, para evitar ataques.</p>
<p>Algumas portas são sempre bloqueadas pelos provedores, para cobrar mais caro dos clientes. Por exemplo, a porta 80, de servidores Web e a porta 21, de servidores de FTP. O remédio é usar outras portas abertas, como 8080 e 8021, para estes serviços. A porta 443 é sempre aberta, porque é usada paor servidores Web seguros, para compras etc. Se ela fosse fechada, a internet morreria.</p>
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		<title>Internet não é eletrônica, não é virtual, não é cibernética e não é digital</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Sep 2007 20:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cibercultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cibernética]]></category>
		<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[O pessoal tem mania de chamar coisas na internet de &#8220;E-alguma coisa&#8221;, como &#8220;e-governo&#8220;, &#8220;e-business&#8220;. &#8220;E&#8221; de eletrônica. É claro que tem eletrônica envolvida, mas os meios tradicionalmente chamados de eletrônicos são rádio e televisão. Também chamam de ciber-isso, ciber-aquilo. Internet tem algumas coisas de cibernética, na forma de netiqueta, regras de comportamento online e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O pessoal tem mania de chamar coisas na <strong>internet </strong>de &#8220;E-alguma coisa&#8221;, como &#8220;<strong>e-governo</strong>&#8220;, &#8220;<strong>e-business</strong>&#8220;. &#8220;E&#8221; de eletrônica. É claro que tem eletrônica envolvida, mas os meios tradicionalmente chamados de eletrônicos são rádio e televisão.</p>
<p>Também chamam de ciber-isso, ciber-aquilo. Internet tem algumas coisas de <strong>cibernética</strong>, na forma de netiqueta, regras de comportamento online e câmeras de controle remoto. Mas <a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/2007/06/21/internet-nao-tem-nada-de-cibernetico/" title="Artigo sobre cibernética">cibernética não é a característica principal da internet</a>.</p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/2007/06/14/o-mito-do-virtual-e-da-virtualidade/" title="Artigo sobre o Mito do Virtual">Tampouco a internet é virtual</a>, porque apenas adiciona algumas camadas de mediação nas interações &#8220;ao vivo&#8221;, que já são mediadas pela luz e pelo ar. O fato de se criarem mais algumas mediações não cria um mundo novo, &#8220;virtual&#8221;, diferente do mundo real. Internet é tão &#8220;vida real&#8221; quanto a vida real.</p>
<p>Finalmente, não é digital, porque dígitos são números, e computadores têm poucas coisas numéricas. A maior parte dos dados são instruções para o processador. E existem dados que representam cores, música etc, não números. Na fundo, essa é uma <strong>tecnologia lógica</strong>. A internet, então, é uma <strong>rede de lógica binária</strong>, para dar nome e sobrenome.</p>
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		<title>Internet não tem nada de cibernético</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Jun 2007 20:05:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>

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		<description><![CDATA[Ou quase nada. Uma das maiores desinformações sobre cultura digital é prefixar com a partícula &#8220;ciber&#8221; qualquer coisa remotamente relacionada a computadores: Cibercultura, ciberjornalismo, cibersexo&#8230; Ora, Cibernética é a ciência da automação e controle, conforme definida por seu criador, Norbert Wiener. Envolve: sensores, que coletam informação do ambiente, comunicação das informações, processamento dos dados enviados, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ou quase nada. Uma das maiores desinformações sobre <strong>cultura digital</strong> é prefixar com a partícula &#8220;<strong>ciber</strong>&#8221; qualquer coisa remotamente relacionada a computadores: <strong>Cibercultura</strong>, <strong>ciberjornalismo</strong>, cibersexo&#8230; Ora, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cibern%C3%A9tica">Cibernética</a> é a ciência da automação e controle, conforme definida por seu criador, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Norbert_Wiener">Norbert Wiener</a>. Envolve:</p>
<ol>
<li> sensores, que coletam informação do ambiente,</li>
<li>comunicação das informações,</li>
<li>processamento dos dados enviados,</li>
<li>envio de uma ação em resposta aos dados, geralmente de autocontrole.</li>
</ol>
<p>Cibernética tem tudo a ver com robôs ou sistemas de governo, mas pouquíssima coisa com comunicação por redes de computadores. Quase nada na internet é cibernético. Existem as regras de funcionamento de comunidades, feitas pelo grupo, como a netiqueta. Mas isso não é uma característica da rede como um todo.<span id="more-145"></span></p>
<p>Existe sócio-cibernética em <strong>netiqueta </strong>e regras de comportamento em fóruns, por exemplo. E tem uma brincadeira legal onde o processo envolvido é cibernético. É descobrir câmeras de vigilância inadvertidamente ligadas à internet, e controlá-las! Olhar para a direita, para a esquerda&#8230; No Google, procure por: &#8220;<a href="http://www.google.com/search?q=inurl:%22ViewerFrame%3FMode%3D%22">ViewerFrame?Mode=</a>&#8220;. Você receberá centenas de links para câmeras de vigilância de um sistema da Panasonic. Tem que garimpar muitas. Só umas poucas câmeras são acessíveis&#8230;</p>
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		<title>Interação Mediada por Computador</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jun 2007 20:06:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das cabeças pensantes da cultura digital no Rio Grande do Sul, Alex Primo, lança o livro Interação Mediada por Computador. Uma sacada bem legal que estava caindo de madura, em nada surepreendente vinda de Primo, é que o livro é complementado pelo site. Livros envelhecem, sites podem ser facilmente atualizados. Leia uma palhinha da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das cabeças pensantes da cultura digital no Rio Grande do Sul, <strong>Alex Primo</strong>, lança o livro <a href="http://www6.ufrgs.br/limc/livroimc/">Interação Mediada por Computador</a>. Uma sacada bem legal que estava caindo de madura, em nada surepreendente vinda de Primo, é que o livro é complementado pelo site. Livros envelhecem, sites podem ser facilmente atualizados.<span id="more-141"></span></p>
<p>Leia uma palhinha da introdução da obra:</p>
<blockquote><p><img src="http://www6.ufrgs.br/limc/livroimc/capa%20imc.jpg" title="Livro de Alex Primo" alt="Livro de Alex Primo" align="right" height="194" hspace="12" width="173" />O que é &#8220;interatividade&#8221;? Esta foi a pergunta que inicialmente motivou este livro. Muito além de uma aparente simplicidade, tal problema exige uma reflexão cautelosa, que coloque em revista até mesmo o que se pensa e se sabe sobre os processos de comunicação. A utilização dos conceitos e teorias da comunicação de massa pouco servem para esse debate. Não se quer, claro, menosprezar décadas de estudos rigorosos sobre os processos midiáticos. Mas se a interconexão na Internet permite ultrapassar diversas barreiras até então impostas pelos meios massivos, como estudar a interação mediada por computador com auxílio apenas das tradicionais senhas explicativas?</p></blockquote>
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		<item>
		<title>Definitivamente: as medidas de DPI não modificam o tamanho dos arquivos de imagens digitais</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 20:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Design Gráfico]]></category>
		<category><![CDATA[Diagramação]]></category>
		<category><![CDATA[Editoração]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.meiradarocha.jor.br/news/2007/06/14/definitivamente-as-medidas-de-dpi-nao-modificam-o-tamanho-dos-arquivos-de-imagens-digitais/</guid>
		<description><![CDATA[Este é um engano muito comum na literatura sobre imagens digitais para internet. Ano após ano, este mito é passado adiante. O que me permitiu ganhar muitas apostas de cerveja contra webdesigners . O conto é este: Trabalhar imagens a 72 dpi deixaria menor o tamanho do arquivo digital. O fato é este: DPIs (dots [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este é um engano muito comum na literatura sobre imagens digitais para internet. Ano após ano, este mito é passado adiante. O que me permitiu ganhar muitas apostas de cerveja contra webdesigners .</p>
<ul>
<li><strong>O conto é este:</strong>
<p>Trabalhar imagens a 72 dpi deixaria menor o tamanho do arquivo digital.</li>
<li><strong>O fato é este:</strong>
<p>DPIs (dots per inch) referem-se a pontos por polegada no <strong>papel</strong>. É uma medida que tem como referência a resolução de <em>impressoras</em>. Na internet, esse valor não faz qualquer sentido, porque os monitores não obedecem à medida &#8220;polegada&#8221;, mas à medida &#8220;pixel&#8221;.<span id="more-113"></span></li>
</ul>
<p>Modificar o valor de DPI não faz a menor diferença no tamanho do arquivo digital. Como exemplo, veja as fotos da <a href="http://suicidegirls.com/">Suicide Girl</a> abaixo: uma delas foi gravada a 72 DPI e a outra, a 300dpi. Repare como a quantidade de bytes de cada arquivo é idêntica.</p>
<table border="1" cellspacing="1" cellpadding="2">
<tbody>
<tr>
<td><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/2003-04-07-72dpi.jpg" border="0" alt="" hspace="0" align="bottom" /></td>
<td><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/2003-04-07-300dpi.jpg" border="0" alt="" hspace="0" align="bottom" /></td>
</tr>
<tr>
<td>108 x 128 pixels</p>
<p>72dpi</p>
<p>14074 bytes</td>
<td>108 x 128 pixels</p>
<p>300dpi</p>
<p>14074 bytes</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Comparei os dois arquivos com o Rixcomp, que mostra apenas os bytes que diferem, em dois arquivos. Comparando os dados das imagens, vi que os únicos bytes diferentes entre as duas imagens são 4. Suponho que é onde os valores de DPI são armazenados, numa imagem JPG:</p>
<p><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/dpi-in-jpg.gif" border="0" alt="" hspace="0" align="bottom" /></p>
<p>O valor de DPI fica nos quatro bytes a partir da posição 0E (hexadecimal) do arquivo JPEG (em decimal, as posições são 14, 15, 16 e 17). Como os números hexadecimais se repetem (0048 e 012C), nos dois arquivos, suponho que a resolução seja para a orientação horizontal e vertical (não conheço as especificações JPEG. Quem souber, deixe um comentário nesta matéria).</p>
<p>Então, pela calculadora do Windows, fico sabendo que a notação hexadecimal 0048 representa a mesma quantidade que a notação decimal 72, e que a notação hex 012C corresponde à notação decimal 300. Isso confirma minhas suspeitas: ali ficam armazenas as informações sobre a escala da foto (os DPI).</p>
<p>A simples mudança destes valores não causa qualquer aumento do tamanho do arquivo digital, pois qualquer valor ocupará sempre 4 bytes.</p>
<h3>Por que a informação de DPI existe</h3>
<p>A importância dos DPIs vem à tona quando a gente baixa estas fotos e cola no PageMaker (não adianta copiar as imagens pelo botão direito do mouse e colar num programa de edição: você tem que baixar aqueles arquivos que preparei). Como o PageMaker é um programa orientado ao papel, ele adapta o tamanho da fota às DPIs, ao importar imagens:</p>
<p><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/dpis-in-pm65.gif" border="0" alt="" hspace="0" align="bottom" /></p>
<p>Embora fossem fotos idênticas, elas foram coladas e consideradas pelo PageMaker como tendo dimensões diferentes. Repare como a foto em 96 dpi ficou com quase uma polegada. E a que tem 300 dpi ficou com um terço de polegada. Mas repare também que a foto com 300 dpi pode ser ampliada 300% e ficar tão boa quanto a foto com 96 dpi, já que as duas têm as mesmas dimensões em pixels.</p>
<p>Suspeito que o maior responsável por esse engano (de achar que DPI têm importância em fotos digitais) se deve à interface ambígüa dos programas de tratamento de fotos como Photoshop, feitos para artes gráficas em papel.</p>
<p>Para arte digital, quando se vai reescalonar a foto, a gente deve escolher a opção de &#8220;<span style="color: #ff0000;">não modificar o tamanho da imagem</span>&#8221; (ou algo similar), ao modificar os DPIs. É aí que os webdesigners se perdem&#8230;</p>
<p>Mais teoria sobre imagens fixas</p>
<ol>
<li><a href="http://www.normankoren.com/pixels_images.html">Pixels, imagens e arquivos</a>. Site do fotógrafo Normal Koren com mais teoria sobre pixels.</li>
<li><a href="http://www.webdesignerdepot.com/2010/02/the-myth-of-dpi/">The myth of DPI</a>. Artigo mais aprofundado sobre o assunto.</li>
</ol>
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		</item>
		<item>
		<title>Interatividade</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/14/interatividade/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 20:33:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Entre as características do Jornalismo Online, uma das mais festejadas é a interatividade. Aqui está um bom exemplo de matéria interativa:Especial do El Mundo sobre os 50 anos do DNA E a seguir, você descobre porque não se fazem tantas matérias multimídia no dia-a-dia: dá muito trabalho. Freqüentemente, é resultado de meses de esforços. De qué va esto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre as características do Jornalismo Online, uma das mais festejadas é a interatividade. Aqui está um bom exemplo de matéria interativa:<a href="http://www.elmundo.es/especiales/2003/02/salud/genetica/descifrar_la_vida.html">Especial do El Mundo sobre os 50 anos do DNA</a></p>
<p>E a seguir, você descobre porque não se fazem tantas matérias multimídia no dia-a-dia: dá muito trabalho. Freqüentemente, é resultado de meses de esforços.</p>
<p><a href="http://infografista.blogspot.com/">De qué va esto de la infografía interactiva</a> (abril 24, 2003)</p>
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		<title>Detalhes tão pequenos da Web&#8230; mas que importam</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 20:32:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>

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		<description><![CDATA[Em geral, o pessoal que faz sites e páginas Web esquece de configurar informações importantes para indexação do conteúdo. E como cada vez mais fica claro, uma das coisas mais importantes na internet é que a informação seja encontrável. Ela deve ser fácil de ser indexada e classificada por mecanismos de busca como o Google, Alta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em geral, o pessoal que faz sites e páginas Web esquece de configurar <strong>informações importantes para indexação do conteúdo</strong>. E como cada vez mais fica claro, uma das coisas mais importantes na internet é que a informação seja encontrável. Ela deve ser fácil de ser indexada e classificada por mecanismos de busca como o Google, Alta Vista, Yahoo e outros.Mostro aqui alguns campos que ficam &#8220;escondidos&#8221; dentro do código de páginas HTML, dentro das tags &lt;HEAD&gt;&lt;/HEAD&gt; e que podem ajudar a classificar melhor seu site.<span id="more-109"></span></p>
<p><strong>Título da página</strong></p>
<p>Falando em bookmarks: é importante que o título da página (o que vai nas tags &lt;TITLE&gt;&lt;/TITLE&gt; e aparece na barra de nome das janelas) seja bem descritivo e breve sobre o site. Devem ser evitados firulas e enfeites, porque este título será colocado nos bookmarks geralmente em ordem alfabética.</p>
<p><strong>Description e palavras-chave</strong></p>
<p>São campos que se podem colocar no cabeçalho (dentro tags &lt;HEAD&gt;&lt;/HEAD&gt;) de páginas HTML. Em geral, ninguém preenche estes campos. Mas eles servem para mecanismos de busca indexarem e catalogarem a informação de seu site. O sistema do meu site, por exemplo, o WebGUI, usa esta informação com sumário de páginas que pode ser usado em listagens de conteúdo.</p>
<p>O código destes campos, no cabeçalho da página HTML é o seguinte:</p>
<p><code>&lt;meta http-equiv="Keywords" name="Keywords" content="Detalhes que não podem faltar em páginas Web, Meira da Rocha" /&gt;</code> <code>&lt;meta http-equiv="Description" name="Description" content="Conheça alguns detalhes em páginas Web que são geralmente ignorados pelos arquitetos de informação." /&gt;</code></p>
<p><strong>Ícone dos &#8220;Favoritos&#8221;</strong></p>
<p>O &#8216;favicon&#8221; é um recurso lançado pela Microsoft em seu servidor e cliente Web (Internet Explorer). É um ícone em formato ICO que aparece em links de páginas Web, no Windows, e fica ao lado do link colocado na lista de sites do menu &#8220;Favoritos&#8221; ou &#8220;Bookmarks&#8221;. Ele não auxilia a indexação mas ajuda na memorização e orientação do usuário, além de reforçar a marca d site.</p>
<p>O favicon é definido com as seguintes linhas no cabeçalho (entre as tags &lt;HEAD&gt;&lt;/HEAD&gt;) HTML:</p>
<p><code>&lt;link rel="icon" href="/extras/favicon.png" type="image/png" /&gt;<br />
&lt;link rel="SHORTCUT ICON" href="/extras/favicon.ico" /&gt;</code></p>
<p>Repare que há ícones no formato PNG e no formato ICO para permitir que o ícone apareça em todos os browsers (IE, Mozilla, Opera, Konqueror, Safari). Para fazer imagens nestes formatos, você pode usar o programa gratuito como o <a href="http://www.irfanview.com/main_download_engl.htm">IrfanView</a> ou qualquer bom programa comercial de manipulação de imagens. As imagens ICO e PNG devem ser quadrados de 32 pixels de tamanho.</p>
<p>Os novos browsers todos aceitam este recurso. É uma maneira de promover mais seu site ou negócio: colocar seu próprio ícone ao lado do nome de seu site.</p>
<p>Alguns servidores Web como o Netscape e sistemas como o WebGUI colocam ícone deles como default. É uma boa prática trocar o ícone do fabricante para o ícone de sua empresa ou mesmo para sua foto (como no caso do meu site).</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fabricantes do Computador para Todos</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/14/fabricantes-do-computador-para-todos/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 19:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Computadores]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Centenas de milhares de pessoas estão comprando ou querem comprar seu micro através do projeto Computador Para Todos, do governo brasileiro. Nesta dica, coloco endereços dos fabricantes e algumas dicas. A primeira dica é esta: não troque o Linux que vem instalado pelo Windows. Em hipótese nenhuma. Não caia na conversa de que o Windows [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Centenas de milhares de pessoas estão comprando ou querem comprar seu micro através do projeto <strong>Computador Para Todos</strong>, do governo brasileiro. Nesta dica, coloco endereços dos fabricantes e algumas dicas. A primeira dica é esta: não troque o <strong>Linux</strong> que vem instalado pelo <strong>Windows</strong>. Em hipótese nenhuma. Não caia na conversa de que o <strong>Windows</strong> é melhor, ou tem mais programas. Os dois sistemas são bons e equivalentes, mas o <strong>Linux será seu</strong>, enquanto o Windows é alugado e <strong>será sempre da Microsoft</strong>.<span id="more-104"></span></p>
<p>Ao trocar, você provavelmente estará infringindo a lei, pois colocará um programa sem licença no seu <strong>Computador para Todos</strong>.</p>
<p>Estas são algumas das empresas fabricantes dos micros homologados no projeto <strong><a href="http://www.computadorparatodos.gov.br/">Computador Para Todos</a></strong>. A fonte é o <a href="http://idgnow.uol.com.br/AdPortalv5/ComputacaoPessoalInterna6_240106.html">IDG Now</a> e da <a href="http://www.mct.gov.br/sepin/ProjetoCidadao/Empresas_PC.htm">portaria do projeto Computador para Todos</a>.</p>
<ul>
<li>Alcabyt (<a href="http://www.alcabyt.com.br/">www.alcabyt.com.br</a>). Site em construção. Modelos ALC 5, ALC 5 2130, ALC 5 2400, ALC 5 2600 e ALC 5 2800.</li>
<li>Amazon (<a href="http://www.amazonpc.com.br/">www.amazonpc.com.br</a>). Sem email no site.</li>
<li>Bitway (<a href="http://www.bitway.com.br/">www.bitway.com.br</a>). Site fora dos padrões Web (todo em Flash que não é indexado pelo Google). Emails dos principais departamentos disponíveis.</li>
<li>CDI Brasil (<a href="http://www.cdibrasil.com.br/">www.cdibrasil.com.br</a>). Sem email no site, apenas formulário &#8220;Fale conosco&#8221;. Mas colocou telefones, o que nem todas as empresas se lembram.</li>
<li>Chipnet (<a href="http://www.chipnet.com.br/">www.chipnet.com.br</a>). Sem email no site, apenas formulário &#8220;Fale conosco&#8221;. Endereço completo.</li>
<li>Epcom (<a href="http://www.epcom.com.br/">www.epcom.com.br</a>). Sem email no site, apenas formulário &#8220;Fale conosco&#8221;. Endereço completo.</li>
<li>Itautec (<a href="http://www.itautec.com.br/">www.itautec.com.br</a>). Formulário &#8220;Fale conosco&#8221;.</li>
<li>Kelow (<a href="http://www.kelow.com.br/">www.kelow.com.br</a>). Site em Flash, fora dos padrões.</li>
<li>Leader Tech (<a href="http://www.leadertech.com.br/">www.leadertech.com.br</a>)</li>
<li>Login Informática (<a href="http://www.login.com.br/">www.login.com.br</a>)</li>
<li>Megaware (<a href="http://www.megaware.com.br/">www.megaware.com.br</a>)</li>
<li>Novadata (<a href="http://www.novadata.com.br/">www.novadata.com.br</a>)</li>
<li>Nova Soluções em Informática Ltda. (Av. Marginal José Anchieta, 286 &#8211; Vila Guarani. Colombo &#8211; PR)</li>
<li>PC Box Industrial (<a href="http://www.whitebox.com.br/">www.whitebox.com.br</a>)</li>
<li>Positivo (<a href="http://www.positivoinformatica.com.br/">www.positivoinformatica.com.br</a>)</li>
<li>Preview (<a href="http://www.previewcomputadores.com.br/">www.previewcomputadores.com.br</a>)</li>
<li>QBEX Computadores (71) 2103-5000 (não tem site)</li>
<li>Quíron Computadores (<a href="http://www.quironcomputadores.com.br/">www.quironcomputadores.com.br</a>)</li>
<li>RM Indústria de Eletrônicos Ltda. (Rod Ilhéus &#8211; Uruçuca, S/N, KM 3 &#8211; Iguape. Ilhéus &#8211; Bahia)</li>
<li>Rumo Norte/Haas Industrial (<a href="http://www.rumonorte.com/">www.rumonorte.com</a>)</li>
<li>Semp Toshiba (<a href="http://www.semptoshiba.com.br/">www.semptoshiba.com.br</a>)</li>
<li>Solectron Industrial (<a href="http://www.solectron.com/">www.solectron.com</a>)</li>
<li>Techsul (<a href="http://www.techsul.com.br/">www.techsul.com.br</a>)</li>
</ul>
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		<item>
		<title>O mito do &#8220;virtual&#8221; e da &#8220;virtualidade&#8221;</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2007/06/14/o-mito-do-virtual-e-da-virtualidade/</link>
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		<pubDate>Thu, 14 Jun 2007 19:15:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>

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		<description><![CDATA[Com o desenvolvimento das comunicações computadorizadas em rede, se espalharam pelo globo os termos &#8220;virtual&#8221; e &#8220;virtualidade&#8220;. Neste artigo, procuro apresentar informações e argumentos que desmentem &#8212; ou tornam desnecessárias &#8212; algumas concepções atualmente usadas para o conceito de &#8220;virtualidade&#8220;. Aqui, penso no termo &#8220;virtual&#8221; e suas implicações à luz da Semiótica peirceana, que estuda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com o desenvolvimento das comunicações computadorizadas em rede, se espalharam pelo globo os termos &#8220;<strong>virtual</strong>&#8221; e &#8220;<strong>virtualidade</strong>&#8220;. Neste artigo, procuro apresentar informações e argumentos que desmentem &#8212; ou tornam desnecessárias &#8212; algumas concepções atualmente usadas para o conceito de &#8220;<strong>virtualidade</strong>&#8220;. Aqui, penso no termo &#8220;<strong>virtual</strong>&#8221; e suas implicações à luz da Semiótica peirceana, que estuda o relacionamento dos fenômenos do universo.<span id="more-101"></span></p>
<p dir="ltr">&nbsp;</p>
<h3>Virtual é o que não existe?</h3>
<p>Há muitas concepções de virtual:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.google.com/search?q=define:virtual"><strong>Virtua</strong>l segundo o Google</a>.</li>
<li><a href="http://webopedia.internet.com/TERM/v/virtual.html"><strong>Virtual</strong> segundo a Webopedia</a>.</li>
<li><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Virtual"><strong>Virtual</strong> segundo a Wikipedia</a>.</li>
</ul>
<p>Algumas das mais comuns são estas:</p>
<ul>
<li>Virtual é algo que é apenas potencial ainda não realizado (a definição histórica).</li>
<li>Virtual é algo que não é físico, apenas conceitual.</li>
<li>Virtual é algo que não é real.</li>
<li>Virtual é a simulação de algo.</li>
</ul>
<h3>Tudo é virtual?</h3>
<p dir="ltr">Um dos mais conhecidos autores a tratar do tema é o francês Pierre Lévy. Em seu livro &#8220;O que é virtual?&#8221;, ele define:</p>
<blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px">
<p dir="ltr">&#8220;o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual. Contrariamente ao possível, estático e já constituído, o virtual é como o complexo problemático, o nó de tendências ou de forças que acompanha uma situação, um acontecimento, um objeto ou uma entidade qualquer, e que chama um processo de resolução: a atualização.&#8221; (LÉVY, 1996, p.16)</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">É uma definição filosófica. Como filosofia, é uma especulação, não ciência (Eu não conheço Filosofia, mas todos os meus alunos ou colegas que estudam a matéria dizem &#8220;Pff&#8230;&#8221; e desconversam quando toco no nome de <strong>Lévy</strong>).</p>
<p dir="ltr">Na tentativa de explicar melhor o que é &#8220;<strong>virtual</strong>&#8220;, <strong>Lévy </strong>descreve a situação de uma empresa com departamentos longe da matriz. O que também não ajuda em nada na definição. Que diferença esta empresa com teletrabalhadores teria em relação a uma empresa com salas em diversos andares de um prédio? Sem se preocupar com um termo mal definido, Lévy vai adiante:</p>
<blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px">
<p dir="ltr">&#8220;A virtualização pode ser definida como o movimento inverso da atualização. Consiste em uma passagem do atual ao virtual, em uma &#8216;elevação à potência&#8217; da entidade considerada. A virtualização não é uma desrealização (a transformação de uma realidade num conjunto de possíveis), mas uma mutação de identidade, um deslocamento do centro de gravidade ontológico do objeto considerado: em vez de se definir principalmente por sua atualidade (&#8216;uma solução&#8217;), a entidade passa a encontrar sua consistência essencial num corpo problemático&#8221; (LÉVY, 1996, p.17).</p>
</blockquote>
<p dir="ltr">Alguém entendeu isto? Poderia dar um exemplo na vida real? Poderia dar um exemplo da utilidade deste conceito? Por favor, então deixe as explicações no espaço de comentários abaixo, porque, para mim, isto é incompreensível e inaplicável em ciências.</p>
<h3>Virtualmente tudo</h3>
<p dir="ltr">A partir daí, sem que o conceito de &#8220;<strong>virtual</strong>&#8221; tenha sido esclarecido, <strong>Lévy </strong>usa o termo para criar mais especulação filosófica: passa a falar de &#8220;<strong>virtualização</strong>&#8221; aplicada a, praticamente, todos os aspectos da vida humana: &#8220;Três processos de virtualização fizeram emergir a espécie humana: o desenvolvimento das linguagens, a multiplicação das técnicas e a complexificação das instituições&#8221; (LÉVY, 1996, p. 70). E assim por diante. Ao final do livro, fica-se imaginando que <em>tudo</em> é <strong>virtual</strong>.</p>
<p dir="ltr">Acho surpreendente que conceitos tão mal explicados estejam tão disseminados no ambiente acadêmico, e que Lévy seja citado como grande autoridade no assunto.<br />
Talvez os inglêses tenham razão quando zombam da &#8220;dissertação francesa&#8221;.
</p>
<p dir="ltr">Na impossibilidade de aplicar em ciências (Comunicação, Informação e Pedagogia, neste caso) conceitos filosóficos mal explicados, vou me ater apenas ao conceitos de virtual usado pelo senso comum.</p>
<h3>Virtualmente hype</h3>
<p dir="ltr">Em Pedagogia, é freqüente o uso de &#8220;virtual&#8221; na designação de sistema de colaboração em rede. Como em &#8220;ambientes virtuais de aprendizagem&#8221;, por exemplo. Em informática, é muito usado para designar sistemas de animação tridimensional em tempo real: &#8220;realidade virtual&#8221;. &#8220;Virtual&#8221; também é um termo usado largamente para designar qualquer relacionamento mediado por redes de computador. A midia de informática, principalmente, ajuda a popularizar a &#8220;virtualidade&#8221;, porque é uma palavra que sempre chama atenção, está sempre ligada a novas tecnologias e ao <em>hype</em> tecnológico.</p>
<h3>Realidade virtual</h3>
<p>O termo  <a href="http://www.google.com/search?&amp;q=define:virtual+reality">realidade virtual</a> se popularizou a partir de 1989, cunhado por <a href="http://www.advanced.org/jaron/">Jaron Lanier</a>. Segundo ele próprio:</p>
<blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px"><p>&#8220;Eu originalmente me aproximei do termo como uma reação ou uma resposta a um termo que já estava por aí. Tinha um cara chamado Ivan Sutherland &#8212; ele é o pai da computação gráfica &#8212; e ele usava o termo &#8216;mundos virtuais&#8217;, o qual na verdade remete a uma filósofa das artes chamada Suzanne Langer. Ela falava sobre mundos virtuais nos anos 1950, antes que houvesse tecnologia para imaginá-los; ela estava usando o termo como uma metáfora&#8221;. (<a href="http://www.extremetech.com/article2/0,1558,100970,00.asp">BEHR, 2002</a>)</p></blockquote>
<p dir="ltr">Chegamos, então à fonte do &#8220;virtual&#8221; usado pelos informatas. Descobrimos, também, que o uso do termo por Langer é uma metáfora.</p>
<h3>Virtual filosofia?</h3>
<p dir="ltr">Suzanne Langer, uma filósofa da música, descreveu estas concepções de virtual no livro <strong>Sentimento e Forma</strong>, publicado originalmente nos anos 1950 (LANGER, 1980). Para ela, olhando um quadro figurativo criaríamos em nossas mentes um &#8220;mundo virtual&#8221;. Um quadro de paisagem criaria aquela paisagem em nossa mente.</p>
<p dir="ltr">Este tipo de operação mental (representações em nossa mente causadas por fenômenos externos) foi explicado por Charles Sanders Peirce há mais de cem anos, ao definir a Semiótica como a ciência dos signos. Para ele, signo é algo que está no lugar de outra coisa, representando algo para alguém (PEIRCE, 1977, p. 46). Um quadro de paisagem estaria no lugar da paisagem real, por exemplo. Representaria a paisagem, seria um signo icônico dela.</p>
<p dir="ltr">Mas Peirce pensava Semiótica como o estudo da significação não apenas entre seres inteligentes. Ele falava na representação &#8220;para alguém&#8221; porque não era compreendido quando falava em representação para &#8220;alguma coisa&#8221;. Os signos não representam, necessariamente, para um ser humano, mas também para um outro fenômeno qualquer. Hoje, por exemplo, podemos ver como semiose um elétron interagindo e significando algo para um próton e vice-versa, formando uma nova significação: um átomo de hidrogênio; átomos de hidrogênio interagindo com átomos de oxigênio formando nova significação, a água. E assim por diante, no processo que Peirce chamou de <strong>cadeia semiótica</strong>, uma rede infinita de significações.</p>
<h3>Virtualidade é um fenômeno</h3>
<p dir="ltr">Eu uso a Semiótica como ferramenta para entender como como o universo se estrutura, desde as menores subpartículas da matéria até os gigantescos fenômenos galácticos, passando pelo cérebro humano e demais criaturas vivas. E vejo o universo, conforme a Semiótica peirceana, como uma complexa relação de fenômenos significando coisas para outros fenômenos (MEIRA, 2003).</p>
<p dir="ltr">Pelo conceito de semiose, a concepção metafórica de &#8220;virtualidade&#8221; de Langer, de que o cérebro forma &#8220;um mundo virtual&#8221;, é apenas <strong>mais um nível da semiose</strong>. Não haveria, então, um &#8220;outro mundo&#8221; dentro de nossas cabeças, mas apenas <strong>mais um nível de significação</strong> fazendo parte da cadeia semiótica.</p>
<p dir="ltr">Além disso, concepção mental não é algo irreal, &#8220;<strong>virtual</strong>&#8220;, porque nossos pensamentos são coisas reais e materiais: pelo que se sabe do cérebro, hoje, os pensamentos são definidos por ligações sinápticas entre células nervosas. Nossas concepções mentais, nossas idéias, nossos sentimentos, nossos conceitos, nossa imaginação, tudo isto são <strong>coisas físicas</strong>, interações entre células nervosas mediadas por neurotransmissores e energia elétrica. <strong>Pensamentos são esmagadoramente físicos</strong>. Não são exatamente coisas, mas interações entre coisas aparentemente físicas, que por sua vez são interações entre outras coisa, que são interações entre outras coisas, infinitamente. Tudo no universo é resultado de interações entre fenômenos, num complexo &#8220;joguinho de armar&#8221;.</p>
<h3>Ambientes virtuais</h3>
<p dir="ltr">Por que sistemas de ensino por computadores em redes seriam &#8220;virtuais&#8221;? Em oposição ao ensino presencial? Vamos analisar, então uma interação presencial.</p>
<p dir="ltr">Quando pessoas se encontram ao vivo, elas só sabem da presença da outra pelos cinco sentidos do ser humano.</p>
<ul dir="ltr">
<li><strong>Visão<br />
</strong>Vemos outra pessoa graça à luz. Então somos mediados pela luz. Não vemos a outra pessoa, <strong>vemos a luz que refletiu nela</strong> e chegou às nossas retinas.</li>
<li><strong>Audição<br />
</strong>Não ouvimos a pessoa: <strong>ouvimos as vibrações no ar</strong> feitas pela outra pessoa.</li>
<li><strong>Olfato, gustação, tato<br />
</strong>Podemos sentir o cheiro da pessoa. Mas o que sentimos são informações nervosas desencadeadas por substâncias exaladas pela outra pessoa e que chegam ao nosso sistema olfativo. Da mesma forma, o tato e a gustação.</li>
</ul>
<p>Estes três últimos são sentidos que nos informam sobre outras pessoas, mas não são muito usados na educação. Portanto, não me interessam neste momento. Vou me ater à visão e à audição.</p>
<h3>O que não é virtual?</h3>
<p dir="ltr">Uma interação &#8220;ao vivo&#8221;, então, <strong>é mediada pela luz e pelo ar</strong>. Nas interações por computador, estes dois meios são traduzidos mais algumas vezes: a luz e o som são transformados em impulsos elétricos, depois digitalizados, transformados em orientações magnéticas (nos disco de computador), em energia elétrica (nos circuitos eletrônicos), em luz (nas fibras ópticas), em ondas eletromagnéticas, etc, e decodificados novamente na outra ponta da comunicação. O que aconteceu, na verdade, foi traduzir algumas vezes a informação, mediar mais algumas vezes uma mediação que já existia. <strong>Toda interação é mediada, não importa sua natureza</strong>. Isto acontece com pessoas ou com qualquer outra coisa no universo.</p>
<p dir="ltr">A rigor, <strong>não existe diferença entre uma interação ao vivo e uma interação por computador</strong>, a não ser na forma de maior resolução e qualidade da mediação. Uma interação ao vivo tem maior resolução, maior quantidade de informações que uma mediação por computador. Mas também é mediada. Sendo ambas interações mediadas e tendo ambas a mesma natureza, como todas as mediações, não faz sentido diferenciá-las, a não ser pelo nome da mídia: <strong>interações ao vivo</strong>, <strong>interações online</strong>, por exemplo.</p>
<h3>Considerações finais</h3>
<p dir="ltr">Em Pedagogia, Informática e Comunicação, os termos &#8220;virtual&#8221; e &#8220;virtualidade&#8221; são definidos imprecisamente ou impropriamente e não explicam a natureza dos fenômenos em que são aplicados.</p>
<p>Como significado oposto ao real, não devem ser usados porque todas as interações que existem no universo são reais, inclusive a imaginação. Ou, visto pelo ângulo da Semiótica, todos os fenômenos do universo são significações.</p>
<p>Como significado de simulação ou de interações por redes de computadores, &#8220;virtual&#8221; não deve ser usado porque leva à confusão com o uso histórico do termo. Existem opções mais precisas: <strong>ambiente online</strong> ou <strong>ambiente simulado</strong> são bem mais explicativos que &#8220;ambiente virtual&#8221;. Realidade simulada, melhor que &#8220;realidade virtual&#8221;. Como metáfora de sala de aula presencial, é desnecessário, pois a função da metáfora seria explicar algo complicado, e, hoje, praticamente todo mundo entende o que é comunicação via internet sem necessidade de metáfora.</p>
<h3>Bibliografia</h3>
<ol>
<li>BEHR, Mary E. <strong>Who is Jaron Lanier?</strong> INTERVIEW: Jaron Lanier, &#8220;Virtual Reality&#8221; Inventor. ExtremeTech, 12 fev. 2002. Site web em &lt;<a href="http://www.extremetech.com/article2/0,1558,100970,00.asp">http://www.extremetech.com/ article2/ 0,1558,100970,00.asp</a>&gt;. Lido em 19 jan. 2005.</li>
<li>CHAVES, Eduardo O. C. <strong>A Virtualização da Realidade</strong>. Documento HTML disponível em: <a href="http://www.edutec.net/Textos/Self/COMPUT/virtual.htm">http://www.edutec.net/Textos/Self/COMPUT/virtual.htm</a>. Acesso em: 12 jan. 2006.</li>
<li>LANGER, Suzanne K. <strong>Sentimento e forma.</strong> 1. ed. São Paulo: Perspectiva, 1980. 439 p.</li>
<li>LÉVY, Pierre. <strong>O que é o virtual?</strong> São Paulo: Ed. 34, 1996.</li>
<li>PEIRCE, Charles Sanders, <strong>Semiótica</strong>, S. Paulo: Editora Perspectiva, 1977.</li>
<li>ROCHA, José Antonio Meira da. <strong>Espaço e tempo no jornalismo online</strong>. Dissertação de mestrado em Comunicação na Unisinos. 2003. Documento HTML na Web em &lt;<a href="http://meiradarocha.jor.br/%7Ejoseantonio/%20dissertation/">http://meiradarocha.jor.br/~joseantonio/ dissertation/</a>&gt;. Acesso em 19 jan. 2005.</li>
<li><a href="http://www.wikipedia.org/">WIKIPEDIA</a>.</li>
<li><a href="http://google.com.br/">GOOGLE</a>.</li>
<li><a href="http://www.webopedia.com/">WEBOPEDIA</a>.</li>
</ol>
<p><strong>Outras leituras</strong></p>
<ol>
<li>SKAGESTAD, Peter. <strong>Peirce, Virtuality, and Semiotic</strong>. Página HTML em: &lt;<a href="http://www.bu.edu/wcp/Papers/Cogn/CognSkag.htm">http://www.bu.edu/wcp/Papers/Cogn/CognSkag.htm</a>&gt;. Acesso em: 19 jan. 2005. (N. do A.: a leitura deste <em>paper</em> talvez mude tudo o que está escrito acima, ou talvez apenas reforce. Tenho que ler com mais calma).</li>
</ol>
<hr />
<ul>
<li>É interessante notar que Lévy, que tanto fala em difusão do conhecimento e inteligência coletiva, não tenha colocado nenhum dos seus livros na internet e é a favor das anacrônicas leis de direito de cópia arquitetadas pelo poder econômico. Tenho dúvidas se ele realmente entende do que está acontecendo no mundo das informações digitais em rede. Em um de seus livros, ele passa o tempo todo falando em informação &#8220;digital (numérica)&#8221;. Sempre que aparece a palavra &#8220;digital&#8221;, segue a explicação de que é numérica. Ora, <strong>computadores digitais não trabalham com informações numéricas</strong>, apenas com informações de <strong>lógica binária</strong>. Eventualmente, a informação binária representa números, mas quase sempre, não. Essa informação lógica binária pode representar instruções de máquina (o mais comum), cores, sons, cheiros. Portanto, <strong>falar em informações numéricas é demonstrar uma incompreensão fundamental das mídias digitais</strong>.</li>
</ul>
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		<item>
		<title>Papel terá papel por muito tempo</title>
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		<pubDate>Mon, 11 Jun 2007 12:47:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Internet]]></category>
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		<description><![CDATA[As publicações de papel, jornais e revistas, continuarão vivos e bem, para o &#8220;futurólogo&#8221; Michael Rodgers, do jornal New York Times. Um pedacinho: Em minhas palestras, uso o Orkut como exemplo de como sites de comunidade são imprevisíveis do ponto de vista comercial. O Orkut começou no Vale do Silício, foi comprado pelo Google, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As publicações de papel, jornais e revistas, continuarão vivos e bem, para o &#8220;futurólogo&#8221; Michael Rodgers, do jornal New York Times. Um pedacinho:<br />
<blockquote>Em minhas palestras, uso o Orkut como exemplo de como sites de<br />
comunidade são imprevisíveis do ponto de vista comercial. O Orkut<br />
começou no Vale do Silício, foi comprado pelo Google, mas nunca fez<br />
sucesso aqui. Mas ainda não encontrei uma explicação sobre o porquê do<br />
Orkut fazer tanto sucesso no Brasil.</p></blockquote>
<blockquote><p>O jornal impresso ainda vai existir por muito tempo. Ele não vai<br />
ser substituído por eletrônicos, mas deve mudar.<br />
Programação de televisão ou preço das<br />
ações, por exemplo, não serão mais<br />
impressos. Só há espaço para crescimento online, e<br />
o problema é que (em termos de negócios) o leitor online<br />
vale um décimo do leitor impresso.</p></blockquote>
<p>Leia mais em <a href="http://www.link.estadao.com.br/index.cfm?id_conteudo=11135">Link &#8211; Sua vida digital.</a></p>
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		<item>
		<title>Como imprimir livrinhos</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Jun 2007 16:26:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Editoração]]></category>
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		<description><![CDATA[Quem costuma imprimir coisas da internet para ler mais tarde pode economizar muito se imprimir livretos. As novas impressoras, tanto a lasers quanto a jato de tinta, têm recurso para imprimir livretos tamanho A5 em uma folha A4. Cada página A4 é reduzida para A5 para caberem duas páginas numa folha A4. Depois de imprimir [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem costuma imprimir coisas da internet para ler mais tarde pode economizar muito se imprimir <strong>livretos</strong>. As novas <strong>impressoras</strong>, tanto a <strong><em>lasers </em></strong>quanto a <strong>jato de tinta</strong>, têm recurso para imprimir livretos tamanho A5 em uma folha A4. Cada página A4 é reduzida para A5 para caberem duas páginas numa folha A4. Depois de imprimir metade do trabalho, o driver de impressão manda um aviso para a tela do computador pedindo para se virar as folhas já impressas e colocá-las na bandeja novamente, para que seja impresso o verso.</p>
<p>Além de imprimir dos dois lados do papel, o driver de impressão faz o que se chama, em tipografia, de <strong>imposição</strong>: ele &#8220;casa&#8221; as páginas certas para que o livrinho possa ser impresso, dobrado e grampeado.</p>
<p>Por exemplo, num artigo da web com 32 páginas, a página 32 será impressa junto com a página 1, à esquerda. No verso desta folha, a página dois casa com a página 31. A soma dos números de duas páginas casadas tem que ser sempre o número total de páginas mais um. No exemplo, 32+1=33.</p>
<p>Com o livreto, em vez de gastar uma folha de papel e uma impressão por página, gasta-se um quarto de folha de papel e meia impressão por página. E a redução da visualização é de apenas 70%. As letras ficam bem legíveis. O corpo 12 vira corpo 8,4.</p>
<p>Para grampear um livrinho destes, a melhor e mais barata maneira é à mão. Retire dois grampos sem uso do grampeador. Use-os para marcar as duas duplas de pontos a furar no centro do livrinho. Fure com um instrumento pontiagudo. Introduza os grampos e feche-os à mão.</p>
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		<title>Router Dlink DI-624 e Net Virtua</title>
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		<pubDate>Fri, 18 May 2007 21:24:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[WiFi]]></category>

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		<description><![CDATA[O que fazer quando a conex�o de internet a cabo � fraca e desconecta o router WiFi]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O router e ponto de acesso <strong><a href="http://192.168.0.1">Dlink DI-624</a></strong>, muito comprado no Brasil, me apresentou <strong>problemas </strong>desde o início ao operar em conjunto com a conexão banda larga por cabo <strong>Net Virtua</strong>, com configuração difícil e funcionamento irregular, instável. Veja como resolvi o problema.<span id="more-15"></span></p>
<p>Levei o aparelho à assistência técnica. Nenhum problema foi encontrado. Chamei a <strong>Net Virtua</strong> e pedi para trocarem o modem, um <strong>Cientific Atlanta DPX2203</strong>. Ouvi dizerem em fóruns que esse é um modem problemático, mal feito. Mas o atendimento Virtua testou minha linha e viu que tinha problemas de sinal. Um técnico veio em casa e trocou o spliter por um melhor. Ele disse que uma das saídas do <em>splitter</em>, a que vai para o modem Virtua, ficou com a saída sem perda de sinal. A outra saída, que tem perda de 6 (não disse 6 &#8220;o quê&#8221;), ficou com a TV. Isso estabilizou o router <strong>Dlink DI-624</strong>, que passou a pegar o sinal facilmente e deixar cair a conexão um pouco menos freqüentemente.</p>
<p>O técnico mediu o sinal acessando o servidor interno do modem de cabo em <a href="http://192.168.100.1">http://192.168.100.1</a>. O valor <strong>Transmit Power Level</strong> estava em <strong>58 dBmV</strong>, quando deveria estar entre 40 e <strong>50 dBmV</strong>. Depois do simples ajuste do <em>splitter</em>, ficou com 52.0 dBmV. Não era o ideal, mas estabilizou o <strong>router Dlink DI-624</strong>. Ainda precisou de outra visita para o técnico mexer no distribuidor no teto do prédio, para deixar o sinal em torno de 46 dBmV. A situação do modem melhorou um pouco durante algum tempo. O chato é que qualquer mudança de configuração do router <strong>Dlink DI-624 </strong>exigia que se ressetasse o aparelho, e isso cortava a conexão de todo mundo. Em breve, os problemas continuaram.</p>
<p>Uma outra visita do técnico deu uma pista, que segui e resolveu de todo: o problema era uma placa de rede onboard (placa Asus K8N) que, por alguma estranha razão da informática, estava defeituosa. Funcionava bem na rede interna, mas provocava dificuldades no router. Desativie-a, comprei uma placa Encore de 18 reais, e o problema foi resolvida completamente.</p>
<p>Pelo menos, as visitas da Net só custam 36 reais, e não 80 reais, como a hora de um técnico de informática.</p>
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		<title>Hacking Nokia 2280 com cabo DKU-5</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2005 21:08:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Telefonia]]></category>

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		<description><![CDATA[Seção &#8220;divirta-se tentando cancelar sua garantia&#8221;. A vítima é um celular Nokia 2280. O Nokia 2280 é um celular padrão CDMA lançado em 2003 e muito usado na China, Índia, Austrália, Nova Zelândia, Tailândia e Brasil.Comprei em julho de 2005 nas Casas Bahia por R$ 149,00 em 10 vezes no cartão, com direito a R$50,00 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seção &#8220;divirta-se tentando cancelar sua garantia&#8221;. A vítima é um celular <strong><a href="http://www.nokia.com.br/nokia/0,,35969,00.html">Nokia 2280</a></strong>. O <strong>Nokia 2280</strong> é um celular padrão CDMA lançado em 2003 e muito usado na China, Índia, Austrália, Nova Zelândia, Tailândia e Brasil.Comprei em julho de 2005 nas Casas Bahia por R$ 149,00 em 10 vezes no cartão, com direito a R$50,00 de créditos (mais R$ 30,00 por mês durante 10 meses na promoção do Dia dos Pais). Fiz isto meio com raiva de mim mesmo por ter perdido o preço de R$ 99,00 na promoção do Dia das Mães. É habilitado pela <a href="http://www.vivo.com.br/">Vivo</a>. Na verdade, é <em>subsidiado</em> pela Vivo, porque no site do fabricante tem <a href="http://nokia.submarino.com.br/nokia/productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=11&amp;ProdId=221149">Nokia 2280 por 400 reais</a>. Por conta deste subsídio, as telecoms costumam bloquear algumas função dos aparelhos. Não sei se a Vivo bloqueou algo.<span id="more-118"></span></p>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/aparelho_2280.jpg" title="Nokia 2280"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/aparelho_2280.thumbnail.jpg" alt="Nokia 2280" style="margin: 0pt 12px 12px 0pt; float: right" /></a>Alguns motivos pelos quais eu comprei este modelo:</p>
<ol>
<li>Permite sincronizar dados da agenda com o computador.</li>
<li>É o único celular barato que poderia ser programado em Java (linguagem muuuito ruim, mas fazer o quê? é a única disponível&#8230;).</li>
<li>Poderia ser usado como modem. Com um laptop, daria uma razoável autonomia e acesso sem fio para um notebook. (estes dois últimos motivos foram frustrados. Leia mais adiante).</li>
</ol>
<p>Existem outros bons recursos, como acesso a internet (inclusive em alta velocidade) e mensagens por email. Mas são serviços muito caros. Não valem a pena.</p>
<p>Segundo o manual da Nokia, para carregar programas e fazer backup de dados, a gente precisa do cabo DKU-5. <a href="http://nokia.submarino.com.br/nokia/celulares_especificacoes.asp?hide=1&amp;Query=ProductPage&amp;ProdTypeId=11&amp;ProdId=220632">No site da Nokia, o cabo DKU-5 original custa R$ 129,00</a>. Quase tão caro quanto o aparelho. Esqueça. Procurei no Mercado Livre e encontrei uma empresa em Porto Alegre que vende um cabo genérico por R$ 29,90. Feito. A empresa é a MMC Eletronics (sic), de Paola Soares Braibane, fone 051-3029-4904. Estes dados estão no Mercado Livre.</p>
<p>Como vivo em Porto Alegre, fiz a compra pelo site do ML e liguei pra a empresa. Fui atendido simpaticamente pelo Eric, e combinamos entrega por moto-boy, ao custo de R$ 7,00. Meio caro, uma corrida de táxi, mas é o preço do que custaria um Sedex. Tudo bem. Em duas horas o cabo estava entregue. Ponto positivo para a loja online.</p>
<p>O equipamento vem numa caixa cinza, sem marcas além de uma marca clone da Nokia e o label <strong>DKU-5</strong> nas fontes tipográficas da Nokia. Bem genérico. Acompanha um manual clone do manual Nokia e um CD-R &#8220;genérico&#8221;, etiqueta em boa serigrafia, com os programas da própria Nokia, originais. Os manuais e a caixa se referem a um certo celular NKI. Estranho, nunca ouvi falar desta marca&#8230;</p>
<p>Alguns chamam esses cabos de &#8220;pirata&#8221;, mas é apenas um cabo genérico, no mesmo sentido dos remédios genéricos. Eu prefiro chamar isso de concorrência capitalista. Capitalismo é isso: concorrência, graças à qual eu tive um produto quatro vezes mais barato que o original.</p>
<p>Mas o barato tem um preço, talvez. Cabos <strong>DKU-5 USB</strong> genéricos são sempre uma dor de cabeça para fazer funcionar, conforme descobri pelos foruns brasileiros na matéria. Aqui vai a receita, depois de várias tentativa frustradas.</p>
<ol>
<li><font color="#ff0000">Não conecte o cabo antes do software</font>. Isto é o contrário do que estamos acostumados.</li>
<li><font color="#ff0000">Sem ligar o cabo,</font> coloque o CD. Se você deixa o irritante recurso de autoplay do Windows ligado, ele vai rodar o instalador automaticamente. Estupidamente, a Nokia fez um programa instalador em Flash. Demorado e inútil. Apresenta a licença de uso e um monte de papo furado. Se você desliga o autoplay, pode procurar o instalador no diretório <strong><font face="courier new, courier, mono">D:\Data\_App\Driver\</font></strong>. É só rodar o <strong><font face="courier new, courier, mono">setup.exe</font></strong>, que o instalador instala o driver USB. O Windows 98 pede para reinicializar, mas o Windows XP, não. Recomendo reinicializar de qualquer forma.</li>
<li>Depois de reinicializar, <font color="#ff0000">sem plugar ainda o cabo</font>, procure no CD e instale o programa PC Suite da Nokia para gerenciar o celular. Está no diretório <strong><font face="courier new, courier, mono">D:\PcSuite\</font></strong>. Esse instalação também instala o driver serial. O cabo <strong>DKU-5</strong>, na verdade, faz uma gambiarra: ele instala uma porta serial em cima de uma porta USB. Por isso, são necessários dois drivers. Mas atenção: o programa PC Suite para Windows XP é tremendamente instável: funciona da primeira vez, mas inexplicavelmente pára de reconhecer o celular. Dizem, nos fóruns, que ele só trabalha bem com o cabo original da Nokia. Então, instale a versão para Windows 98, que apresenta menos problemas. Ele tem o nome de <strong><font face="courier new, courier, mono">D:\PcSuite\Enlish_98.exe</font></strong>. Deve aparecer duas vezes a mensagem de que um programa não é certificado pela Microsoft. Diga para instalar de qualquer maneira.</li>
<li>Depois de terminar, o instalador do <strong>Nokia PC Suite</strong> não pede para reiniciar o Windows, mas reinicie, por via das dúvidas. <font color="#ff0000">A partir daí, pode inserir o cabo USB no lugar</font>. Ao ser inserido, o Windows deve reconhecer o cabo e instalar automaticamente os drivers. Para verificar se tudo está funcionando bem, abra o Gerenciador de Dispositivos (Botão Iniciar &gt; Executar, escreva &#8220;devmgmt.msc&#8221; e dê OK). O gerenciador deve mostrar algo paracido com isso:<br />
<img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/mokia_port_device2.png" align="bottom" border="0" hspace="0" /><br />
Repare que, quando você conectar o cabo, deve aparece um dispositivo chamado &#8220;Adaptadores seriais para várias portas&#8221;, com um ícone parecido com um pincel de barba, além de uma porta adicional, &#8220;<strong>Port 1 on Nokia Adapter (COM3)</strong>&#8220;. Essa porta redirecionada para USB que pode ser a COM3, COM5 ou outra qualquer, dependendo de seu computador. Se você desconectar o cabo USB da tomada, estes dispositivos desaparecem. Esse é o funcionamento normal.</li>
<li><font color="#ff0000">Se, ao conectar o cabo <strong>DKU-5</strong> à tomada USB, não aparecerem os dispositivos, desinstale todos os programas pela maneira oficial e instale novamente</font>, como é de praxe com o Windows. A Microsoft gasta milhões na tecnologia &#8220;Desinstalar tudo e instalar tudo de novo®&#8221; para que você possa gastar horas fazendo isso.</li>
</ol>
<h3>Modem</h3>
<p>Para instalar o modem, descarregue o driver do modem da Nokia &#8220;<strong><font face="courier new, courier, mono"><a href="http://www.nokia.com.br/cda1?id=67877">nmpCDMA1xRTT.inf</a></font></strong>&#8220;. Abra o painel de controle, Opções de modems, adicionar novo modem, com disco. Procure no disco onde você gravou o driver. Para instalar, aparecerão três modelos de modem. No meu caso, só responderam os modelos &#8220;<strong>Nokia CDMA 1xRTT 2G</strong>&#8221; e &#8220;<strong>3G</strong>&#8220;. Na verdade, no meu caso, o modem não consegue discar. Talvez seja necessário habilitar o serviço na Vivo. Mas, pelo menos, ele responde ao diagnóstico de modem do Windows. O terceiro modelo apresentado na instalação não responde ao diagnóstico.</p>
<p>Aqui está o resultado do diagnóstico:</p>
<blockquote>
<pre>ATQ0V1E0 - OK                   ;Q0= mostra código; 1 = verbose; 1 = liga echo;
AT+GMM - +GMM: Nokia 2280       ;Request model identification
AT+FCLASS=? - +FCLASS: (0,2.0)  ;request fax class
AT#CLS=? - COMANDO SEM SUPORTE  ;
AT+GCI? - COMANDO SEM SUPORTE   ;country code
AT+GCI=? - COMANDO SEM SUPORTE  ;
ATI1 - COMANDO SEM SUPORTE      ;Results of ROM checksum
ATI2 - COMANDO SEM SUPORTE      ;Results of RAM checksum
ATI3 - Nokia 2280               ;Product type
ATI4 - COMANDO SEM SUPORTE      ;Current modem setings
ATI5 - COMANDO SEM SUPORTE      ;NVRAM settings
ATI6 - COMANDO SEM SUPORTE      ;Link diagnostics
ATI7 - COMANDO SEM SUPORTE      ;Product configuration</pre>
</blockquote>
<p>Não sei se isso indica que não há modem&#8230;</p>
<h3>Configuração inicial</h3>
<p><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/nokia_connection_manager_01.jpg" title="Nokia Connection Manager"><img src="http://www.meiradarocha.jor.br/news/wp-content/uploads/2007/06/nokia_connection_manager_01.thumbnail.jpg" alt="Nokia Connection Manager" style="margin: 0pt 12px 12px 0pt; float: left" /></a></p>
<p>O PC Suite instala um ícone na barra de tarefas que você usa para fazer a conexão com o <strong>Nokia 2280</strong>. Clique duas vezes neste ícone para abrir o gerenciador de conexão. Clique nos botões correspondentes para desligar  as conexões Blue Tooth e USB e para escolher a porta para a conexão serial (primeiro botão, que aparece verde claro, abaixo). No meu caso, o instalador escolheu a porta COM3. Depois disso, se tudo der certo, deve aparecer um ícone e o nome <strong>Nokia 2280</strong>, como na figura ao lado.</p>
<p>Também use o ícone na barra de tarefas se o celular perder a conexão. Isto pode acontecer se você desconectar o <strong>Nokia 2280</strong> do cabo <strong>DKU-5</strong> ou tirar o conector USB da tomada e recolocar imediatamente, sem esperar um pouco. Se o sistema não reconhecer o <strong>Nokia 2280</strong> por algum motivo, desligue o Windows e religue de novo, como a assistência técnica da Microsoft recomenda&#8230; <img src='http://meiradarocha.jor.br/news/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>Programas úteis</h3>
<p>Dentre os vários módulos do PC Suite, para o celular <strong>Nokia 2280</strong> apenas dois são úteis:</p>
<ol>
<li><strong>PC Sync<br />
</strong>Sincroniza os dados da agenda do <strong>Nokia 2280</strong> com alguns programas Windows, inclusive automaticamente, se você quiser. São suportados apenas o MS Outlook, MS Outlook Express, Lotus Notes e Lotus Organize. Espantosamente, o programa não gera arquivo CSV (<em>comma separated values</em>, valores separados por vírgula), formato &#8220;universal&#8221; que pode ser importado na maioria das aplicações de banco de dados. Gravo, então, no formato WAB (Windows address book) para fazer a manutenção de contatos. Eu não uso o &#8220;Outluck&#8221; (não sou otário), mas sou obrigado a usar o gerenciador de endereços do Windows.</li>
<li><strong>Content Copier<br />
</strong>Copia dados de usuário e faz backup do conteúdo do <strong>Nokia 2280</strong>. Muito útil porque também grava as configurações do usuário. Usa um formato binário proprietário para os arquivos de backup. Você pode jogar de volta os dados para o <strong>Nokia 2280</strong> se perder ou apagar alguma coisa. Se o <strong>Nokia 2280</strong> estiver desconectado, este programa tem um botão pra você tentar de novo a conexão.</li>
</ol>
<p>Os programas restantes servem apenas para os modelos com recursos multimídia da Nokia: editor de imagens, gerenciador de arquivos, gerenciador de multimídia etc. Quando eu for rico vou ter um desses.</p>
<p>O mais frustrante foi descobrir que não posso colocar programas em Java dentro do <strong>Nokia 2280</strong>. Por alguma razão, o módulo <strong>Application Installer</strong> não reconhece o 2280 como um celular habilitado pra isso. Pode ser que isso tenha sido uma limitação imposta pela Vivo. Não sei dizer, mas foi muito chato descobrir isso. Tive a confirmação disso <a href="http://www.nokia.com.br/nokia/0,,59914,00.html">na página de recursos de celulares da Nokia</a>. Apenas um certo modelo Nokia 2272, semelhante ao 2280, permite. Isso me cheira a sacanagem, algum recurso intencionalmente bloqueado para que as operadoras ganhem dinheiro sacaneando os usuários&#8230; mas posso estar errado.</p>
<p>Finalmente: <strong>os programas da Nokia são decepcionantes</strong>, lentos e cheios das frescurar gráficas muito em moda hoje em dia: cores, transparências, bobagens que ocupam memória e deixam o computador lento. Como é que uma empresa que faz celulares tão bacanas e fáceis de usar não consegue fazer programas decentes?</p>
<p><em><br />
<hr /> Esses passos funcionaram para mim. Não são garantia alguma de que funcionarão para outras pessoas com configurações de micro diferentes. Bom proveito. Me emeiem se quiserem dicas, e prestigiem meus patrocinadores. Eu vivo dos anúncios que coloco em meus artigos.</em></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Entendendo o jornalismo online</title>
		<link>http://meiradarocha.jor.br/news/2000/12/31/entendendo-o-jornalismo-online/</link>
		<comments>http://meiradarocha.jor.br/news/2000/12/31/entendendo-o-jornalismo-online/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 31 Dec 2000 03:00:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Antonio Meira da Rocha</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo Online]]></category>
		<category><![CDATA[Mídias digitais]]></category>

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		<description><![CDATA[Este artigo é uma ampliação daquele publicado em ROCHA, 2000. &#160; Jornalismo Online (JOL) pode ser definido como a coleta e distribuição de informações por redes de computadores como internet ou por meios digitais. Os holandeses Bardoel e Deuze usam um nome específico e adequado para esta produção: network journalism, o jornalismo em rede. Já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="description"><em>Este artigo é uma ampliação daquele publicado em ROCHA, 2000.</em></p>
<p class="description">&nbsp;</p>
<p class="description"><a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#fonte">Jornalismo Online (JOL) pode ser definido</a> como a coleta e distribuição de informações por redes de computadores como internet ou por meios digitais. Os holandeses Bardoel e Deuze usam um nome específico e adequado para esta produção: <em><a href="http://home.pscw.uva.nl/deuze/publ9.htm">network journalism</a></em>, o jornalismo em rede. Já o professor de jornalismo californiano Doug Millison pensa em uma abrangência maior:<span id="more-26"></span></p>
<p class="description">&nbsp;</p>
<blockquote><p>&#8220;Online&#8221; inclui muitos foros. O mais proeminente é a World Wide Web, além de serviços comerciais de informação online como a America Online. Mensagens simples de e-mail pela internet também têm um grande papel. Também importantes são os CD-ROMs (&#8230;) além de intranets e sistemas discados de quadro de avisos (BBS). <a href="http://www.online-journalist.com/index.html">(Millison, 2005)</a></p></blockquote>
<p>Ainda há outras tecnologias que podem ser incluídas nesta lista: a edição de sistemas de ajuda (help) de computadores, como o Windows Help e o HTML Help, e apresentações de slides para palestras.</p>
<h2>Características do JOL</h2>
<p>Independentemente de suas múltiplas definições, o jornalismo online apresenta algumas características específicas em relação a aspectos que quase sempre existiram nas mais diversas mídias, em diversos graus.</p>
<p>Segundo uma pesquisa informal entre usuários de um site sobre JOL,</p>
<blockquote><p>cerca de 41% dos participantes apontaram que a instantaneidade é o que mais caracteriza o webjornalismo. A interatividade aparece em segundo lugar, com 28,11%. Já cerca de 19% apontaram que o fato das notícias ficarem arquivadas para pesquisa é o que mais chama a atenção (JORNALISTAS DA WEB, 2005).</p></blockquote>
<p>Outros autores (MEIRA, 2000; PALACIOS, 2001b; <a title="MIELNICZUK" name="MIELNICZUK"></a>MIELNICZUK, 2001) ampliam essa lista. Para eles, as características mais interessantes do Jornalismo online são:</p>
<ol>
<li><strong>Instantaneidade.</strong></li>
<li><strong>Interatividade. </strong></li>
<li><strong>Perenidade</strong> (memória, capacidade de armazenamento de informação)<strong>.</strong></li>
<li><strong>Multimediação, programação.</strong></li>
<li><strong>Hipertextualidade.</strong></li>
<li><strong>Personalização de conteúdo, customização.</strong></li>
</ol>
<h3>1 Instantaneidade</h3>
<p>O grau de instantaneidade – a capacidade de transmitir instantaneamente um fato – das publicações em rede aproxima-se do atingido pelo rádio, o mais alto entre as três mídias tradicionais, seguido por TV e jornal. É muito rápido, fácil e barato inserir ou modificar notícias em formato binário.<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote1sym" title="sdfootnote1anc" name="sdfootnote1anc"><sup>*</sup></a></p>
<h3>2 Perenidade</h3>
<p>Também conhecido como arquivamento ou memória. O material jornalístico produzido online pode ser guardado indefinidamente. O custo de armazenamento de informação binária é barato. É possível guardar-se grande quantidade de informação em pouco espaço, e essa informação pode ser recuperada rapidamente com busca rápida <em>full text<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote2sym" title="sdfootnote2anc" name="sdfootnote2anc"><sup>**</sup></a>.</em></p>
<h3>3 Interatividade</h3>
<p>As mídia tradicionais sempre tiveram algum tipo de interação, como nas seções de cartas de jornais e TVs e nos telefonemas para programas de rádio (<em>talk radio</em>). Mas no JOL a interação atinge seu ponto máximo:</p>
<ul>
<li>O leitor pode escolher vários &#8220;caminhos&#8221; para ler notícias.</li>
<li>Na Web, o leitor pode enviar formulários com comentários sobre uma notícia e ver suas observações colocadas imediatamente à disposição de outros leitores.</li>
<li>O leitor pode participar de votações sobre temas polêmicos.</li>
</ul>
<h3>4 Multimediação, multimedialidade ou convergência</h3>
<p>O JOL usa vários tipos de mídia e de formatos de arquivos de computador. Se diz que é uma convergência de todas as mídias:</p>
<ul>
<li>Texto e hipertexto em computador.</li>
<li>Áudio.</li>
<li>Vídeo parado (fotos) e em movimento (videoclips).</li>
<li>Texto em papel (o conteúdo da internet freqüentemente é impresso).</li>
<li>Em breve, se poderá usar cheiro, pois já existem pesquisas com transmissão de informações olfativas.</li>
</ul>
<h3>5 Hipertextualidade</h3>
<p>Segundo a enciclopédia coletiva Wikipedia,</p>
<blockquote dir="ltr" style="margin-right: 0px"><p>&#8220;Um hiperlinque, ou simplesmente linque, é uma referência em um documento hipertextual para outro documento ou recurso. Como tal, ele é similar às citações em literatura&#8221;.</p></blockquote>
<p>Por exemplo, clicando no hiperlinque <a href="http://poynter.org/">Instituto Poynter</a>, você instruirá o seu programa leitor de página Web a buscar e a apresentar em sua tela as informações que formam a página Web do instituto de ensino de Jornalismo. Este link azul sublinhado é representado assim no texto interno da página Web:</p>
<p><code>&lt;A href="http://poynter.org/"&gt;Instituto Poynter&lt;/A&gt;</code></p>
<ol>
<li>A marca &#8220;&lt;A &#8230; &gt;&#8221; significa âncora de hipertexto.</li>
<li>&#8220;href&#8221; é a referência hipertexto, no caso, um endereço Web.</li>
<li>&#8220;Instituto pointer&#8221; é o texto que vai responder ao clic do mouse</li>
<li>&#8220;&lt;/A&gt;&#8221; indica o fim do link.</li>
</ol>
<p>Usar sistemas de hipertexto é chamado de &#8220;navegar&#8221;, em português brasileiro, em função do programa Netscape Navigator.</p>
<p>O uso de hiperlinques em conteúdo multimídia (áudio, vídeo, fotos, animações) é chamado de hipermídia. Tecnicamente, não há diferenças em fazer linques em texto ou em imagens.</p>
<p>Mídias tradicionais também usam hiperlinques, como o sistema de sumário e número de páginas de livros, os sistema de organização da Bíblia, as chamadas de capa de jornais.</p>
<h3>6 Personalização de conteúdo</h3>
<p>Como toda a informação está sendo tratada por computadores, é rápido colher informações sobre usuários/leitores e oferecer a mídia que mais interessa a ele. Esta personalização de conteúdo pode se realizar de diversas maneiras:</p>
<ul>
<li>Aliada à multimídia, a personalização de conteúdo permite a programação de servidores de mídia, que podem escolher qual informação enviar conforme as preferêncis do usuário que solicita. Por exemplo, um vídeo de qualidade mais alta é escolhido automaticamente pelo servidor Helix da Realmedia se o usuário tem banda larga.</li>
<li>Muitos sites de informação e serviços (portais) permitem que o leitor escolha temas que lhe interessam e receba apenas notícias sobre eles, ao acessar a página. Um bom exemplo é o News Is Free (<a href="http://www.newsisfree.com/">http://www.newsisfree.com</a>). Também é comum que se assine newsletters sobre assuntos específicos.</li>
</ul>
<p>As novas formas de busca e apresentação de notícias, como os agregadores de notícias (news feeds RSS) e <span style="font-weight: bold">Google News</span>, fazem com que qualquer jornal esteja em pé de igualdade na concorrência por leitores. Jornais de grandes centros competem de igual para igual com jornais regionais. Isto aponta para a <span style="font-weight: bold">necessidade de maior atenção na redação de títulos</span>.</p>
<p>Os <span style="font-weight: bold">títulos de matérias online</span> devem ter todas as características dos títulos tradicionais, só que em <span style="font-weight: bold">espaço mais reduzido</span>. Algumas dicas:</p>
<ul>
<li><span style="font-weight: bold">Especifique o lugar da notícia</span>. Não coloque palavras como &#8220;Região&#8221; ou &#8220;Vale&#8221;. Regiões e vales existem em qualquer lugar do mundo.</li>
<li><span style="font-weight: bold">Verbo forte no início</span>, de preferência.</li>
<li>Use <span style="font-weight: bold">palavras-chave</span> sobre a notícia.</li>
</ul>
<h2>Como a mídia impressa tradicional influencia o JOL</h2>
<p>Como toda nova mídia, esta também recebe influências das mídias pré-existentes, enquanto procura sua própria identidade.</p>
<p>A transcrição de matérias da mídia impressa é o primeiro e mais rápido caminho para um jornal de papel entrar na internet. CTRL+C e CTRL+V (teclas para cortar e colar texto em computador) são a versão contemporânea da &#8220;recortagem&#8221; ou &#8220;<em>gilette press</em>&#8220;.</p>
<p>Os jornais também podem colocar a edição na rede no formato de arquivo PDF (Portable Document Format), criado pela Adobe para ser o padrão de documento binária para armazenamento e difusão por redes de computadores. O PDF permite que se veicule um fac-símile da versão impressa do jornal, que pode ser ampliado na tela milhares de vezes e impresso em qualquer impressora doméstica, em qualquer tamanho. Um dos melhores exemplos do uso de arquivos PDF no jornalismo online é o site <a href="http://newseum.com/">Newseum</a>, que apresenta a primeira página atualizada de jornais de todo o mundo.</p>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h2>Influência da mídia eletrônica sobre o JOL</h2>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Mídia eletrônica são rádio e TV. Computadores não estão incluídos na categoria porque vão além do eletrônico, usando lógica binária para formatação de informações. Computador é, portanto, <em>mídia</em> <em>binária</em>. <!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Rádio</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>O som pela internet ainda é de baixa qualidade e com constantes lapsos, mas é uma maneira pela qual estações de rádio tradicionais alcançam audiência mundial.</p>
<p>As &#8220;estações de rádio internet&#8221; (sites que armazenam som binarizado) permitem que você crie programação e deixe gravações disponíveis para quem quiser ouvir. A desvantagem é que um número limitado de pessoas pode acessar ao mesmo tempo uma estação de rádio internet, ao contrário do rádio <em>broadcast</em>.</p>
<p>O texto de rádio é o que mais se adapta para jornalismo em rede, pela concisão, estilo direto, informalidade. <!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Televisão</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Os maiores sites jornalísticos já publicam pequenas matérias em vídeo. Existem programas, como o Real Video, que têm “canais” de vídeo <em>streaming<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote3sym"><sup>***</sup></a></em>. Como no caso do áudio, os clips de vídeo são de baixa qualidade e podem ter o movimento ou o áudio interrompidos por alguns instantes, conforme o congestionamento da rede. A <a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/bandnews_secure.wmv">BandNews</a>, no entanto, consegue transmissões com razoável qualidade, em internet banda larga.</p>
<p>Visualmente, animações em formato Flash, cada vez mais usadas em sites multimídia, são inspiradas em vinhetas de TV.</p>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h2>Influência do JOL sobre a mídia tradicional</h2>
<p><!------------------------------------------------------------------------><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Diagramação &#8220;lincada&#8221;</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Está sendo bastante usado por jornais e revistas a ligação visual entre palavras do texto e elementos gráficos como fotos e textos explicativos (box), imitando a ligação lógica do hipertexto.<!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Aumento de textos curtos</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>O estilo de texto para a internet deve ser curto, na ordem direta, com palavras-chave destacadas, em blocos de cerca de cem palavras, no máximo. O estilo deve ser informal, porque internet é um meio de comunicação individual e pessoal. Esta economia de palavras (que as valoriza, pois as torna raras) encontra eco, em 2000, em dois dos jornais de maior tiragem do Rio Grande do Sul, Correio do Povo e Diário Gaúcho.</p>
<h3>Aumento de gráficos e uso da cor</h3>
<p>O apelo visual nos websites também tem influenciado a mídia impressa, que usa mais cor, produz mais infográficos e aumenta a hierarquia de estilos de texto nos veículos, como a revista Época e o Diário Gaúcho.<!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Ampliação da base de pesquisa e de fontes de notícias</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>As rádios e os pequenos jornais regionais<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote4sym"><sup>****</sup></a> estão coletando muita informação na internet graças ao acesso a centenas de fontes que auxiliam a pesquisa noticiosa:</p>
<ul>
<li>Engenhos (sites) de busca.</li>
<li>Programas de <em>meta-busca</em>, que pesquisam em diversos engenhos de busca ao mesmo tempo e filtram os resultados.</li>
<li>Listas de discussão e fóruns.</li>
<li>FAQs, listas de perguntas freqüentemente feitas sobre um assunto, e que, em geral, tem bastante credibilidade porque são construídas coletivamente.</li>
<li>Sites pessoais, de empresas, de entidades e de órgãos de governos. É importante que qualquer empresa ou pessoa tenha, em seu site, o <em>press kit</em>, um conjunto de <em>press releases</em> e fotos em alta resolução para que sejam usados pelas publicações de papel.</li>
</ul>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h2>O texto para Web</h2>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Muitos autores se entusiasmem com características como multimediação e interatividade, e consideram que o conteúdo online deve ser repleto de movimentos, hiperlinques e outros truques. No entanto, produção digital custa caro, em termos de recursos humanos. E o conteúdo publicado em redes não precisa conter obrigatoriamente todos os recursos tecnológicos disponíveis, só porque eles existem.</p>
<p>Considero, então, que não há um &#8220;formato para a internet&#8221; ou &#8220;formato para a Web&#8221;. Existem diversas maneiras de se usar textos e outros conteúdos na mídia em rede. Cada uma tem uma aplicação determinada, com vantagens e desvantagens.<!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Transposição pura</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>O texto da mídia papel (tipo livro ou artigo) é transposto sem modificação para a rede.</p>
<ul>
<li><strong>Vantagem</strong>: maior disponibilidade do que impresso, distribuição instantânea, onipresença, rapidez e baixo custo de publicação, facilidade de visualização, facilidade de impressão.</li>
<li><strong>Desvantagens</strong>: não aproveita bem os recursos da mídia. Além disso, muita gente considera desconfortável a leitura de texto extensos na tela.</li>
<li><strong>Exemplo</strong>: <a href="http://www.gutenberg.net/">Projeto Gutemberg</a>, que publica livros clássicos em formato de &#8220;texto plano&#8221;.</li>
</ul>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Transposição com uso de <em>hyperlinks</em></h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Texto tradicional para papel, mas vertido para o formato hipertexto, com links para notas de rodapé e para outros textos.</p>
<ul>
<li><strong>Vantagens</strong>: links tornam a leitura mais rápida pela facilidade de consulta a outras fontes e a notas. Também é fácil de imprimir.</li>
<li><strong>Desvantagens</strong>: as mesmas da transposição pura.</li>
<li><strong>Exemplos</strong>: documentos acadêmicos do MS Word ou OpenOffice gravados em formato HTML.</li>
</ul>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Adaptação ao hipertexto</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Texto reescrito ou produzido especialmente para ser lido em tela de computador. Informação em &#8220;cachos&#8221; (blocos de 100 palavras ou menos), uso extensivo de hyperlinks, listas com bolinhas, entretítulos.</p>
<ul>
<li><strong>Vantagens</strong>: aproveita melhor a mídia mas torna mais difícil a impressão.</li>
<li><strong>Desvantagens:</strong> tem produção mais cara, é mais demorado reeditar o material textual.</li>
<li><strong>Exemplo</strong>: <a href="http://members.aol.com/crich13/poynterstudy.html">matéria de Carole Rich</a> sobre o estilo Web (<a href="http://www.comunica.unisinos.br/%7Emeira/disciplinas/jornalismo-online/artigos/webwriting/index.htm">traduzida aqui</a>).</li>
</ul>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Desenvolvimento de narrativa em hipermídia</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Texto e imagens de áudio e vídeo pensados e editados para serem distribuídos em hipermídia.</p>
<ul>
<li><strong>Vantagens</strong>: aproveitamento máximo de recursos.</li>
<li><strong>Desvantagens</strong>: pouco suporte para uso em mídia papel.</li>
</ul>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Mais dicas sobre webtexto</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Você pode encontrar mais <a href="http://www.meiradarocha.jor.br/index.pl/redacao_para_internet">dicas sobre como escrever para a Web</a> no <a href="http://www.meiradarocha.jor.br/index.pl/redacao_para_internet">trabalho de conclusão de Cristina Pacheco</a> e na <a href="http://www.comunica.unisinos.br/%7Emeira/disciplinas/jornalismo-online/artigos/webwriting/index.htm">matéria em hipertexto de Carole Roch</a>.</p>
<p><!------------------------------------------------------------------------></p>
<h2>O <em>mail</em> é a mensagem</h2>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Apesar do apelo charmoso da Web, a aplicação mais útil e utilizada da internet é o correio. Com ele, você não só se comunica pessoa-a-pessoa (o que lhe dá grande influência), como troca qualquer tipo de arquivo de computador, como foto, áudio, vídeo, texto, animação. E o correio também deve ser visto como uma poderosa mídia.</p>
<p>Até mesmo sites da Web se promovem através de <em>newsletters</em>, boletins criados com os parcos recursos do correio. Todo o site bem planejado deve ter um link para o internauta assinar uma newsletter. Na mensagem, o editor do site deve colocar breves descrições das novidades no site, com um link Web em que o leitor pode clicar para conferir imediatamente o assunto.<!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Lista de distribuição</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>É um recurso que existe em alguns programa de correio: uma lista com centenas de endereços de mail para onde você envia uma mensagem de uma só vez.</p>
<p>Existem programas específicos para manipular listas de discussão, mas uma opção barata e poderosa é o Pegasus Mail, programa de correio gratuito para ambiente Windows e Macintosh. Ele permite que você envie um texto para centenas de pessoas ao mesmo tempo. Um sistema de filtragem de mensagens recebidas permite que se cadastre ou cancele a assinatura de listas dependendo do conteúdo da mensagem. Por exemplo, uma mensagem com a palavra <em>subscribe</em> no título faz com que o remetente seja anexado à lista de pessoas que devem receber determinada newsletter. A palavra <em>unsubscribe</em> pode tirar o endereço do remetente da lista. <!------------------------------------------------------------------------></p>
<h3>Formatação</h3>
<p><!------------------------------------------------------------------------>Para que sua mensagem seja mais efetiva, você deve dar atenção aos seguintes aspectos de uma newsletter por correio: <!------------------------------------------------------------------------></p>
<h4>Título</h4>
<p><!------------------------------------------------------------------------>O título (<em>subject</em>, assunto) é o único gancho que o editor de uma publicação tem para fisgar a atenção dos leitores. Quem recebe dezenas de mensagens por dia abre apenas as mais interessantes e descarta as outras com base no título. Uma mensagem com título &#8220;<em>Informativo n.153</em>&#8220;, tem mais chances de ser apagada do que uma com &#8220;<em>Anatel à CRT: estamos de olho em vocês!&#8221;. </em>Para aproveitar espaço, o nome da newsletter deve estar no endereço de mail do remetente, para não desperdiçar espaço do <em>subject</em> com isto. <!------------------------------------------------------------------------></p>
<h4>Cabeçalho e Logotipo</h4>
<p><!------------------------------------------------------------------------>No topo da mensagem ficam o &#8220;logotipo&#8221;, uma linha explicativa sobre a newsletter, a data e o número da publicação.</p>
<h4>Motivos do envio</h4>
<p>É importante que você explique que o leitor recebeu sua newsletter porque a assinou, e que ela não é enviada sem ser solicitada. O <em>spam</em> (divulgação de mensagens para milhares de pessoas que não a solicitaram) é uma das práticas mais odiadas da internet. Por isso, o leitor não deve ter dúvidas de que ele mesmo pediu para receber sua mensagem.<!------------------------------------------------------------------------></p>
<h4>Publicidade</h4>
<p><!------------------------------------------------------------------------>O correio em geral não tem grandes recursos de formatação de texto e cores. Um anúncio poderia ser confundido facilmente com conteúdo editorial. Por isso, os anúncios devem ter linhas separando-os do resto da newsletter. As palavra &#8220;publicidade&#8221;, &#8220;anúncio&#8221; ou &#8220;comercial&#8221; devem estar na primeira linha separadora.</p>
<h4>Links para cancelar assinatura</h4>
<p>Você deve deixar ao leitor a possibilidade de cancelar a assinatura da newsletter a qualquer momento. Em alguns sistemas, basta que o leitor responda à mensagem. Em outros, deve-se enviar uma mensagem com a palavra &#8220;<em>unsubscribe</em>&#8221; no campo <em>Subject.</em></p>
<h4>Mail merge</h4>
<p>O pegasus mail permite que se personalise uma newsletter com textos variáveis. Verifique o <a href="http://meiradarocha.jor.br/index.pl/mail_merge_com_pegasus_mail">Tutorial sobre mail merge com Pegasus Mail</a>.</p>
<h4>Links normais</h4>
<p>Os modernos programas leitores de mail mostram URLs (endereços Web ou de mail) como links, sem que o editor precise colocar formatação especial.</p>
<h4>Mail HTML</h4>
<p>Existe a possibilidade de se enviar mensagem em formato HTML (com páginas Web), com texto em tamanhos e fontes diferentes, cores, imagens fixas, imagens de áudio e vídeo. Embora existam “cruzadas” contra <em>mails</em> em HTML (porque ocupariam muita largura de banda<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote5sym"><sup>*****</sup></a>), você não precisa abrir mão destes recursos de imagem. Dê ao assinante oportunidade de escolher se quer receber mails não-formatados ou com recursos hipermídia.</p>
<h2>Exigências do JOL</h2>
<h3>Texto</h3>
<p>O texto, é claro, ainda é o elemento mais importante de qualquer publicação. Quem tem bom texto para jornal de papel, rádio ou TV, terá bom texto para JOL. Só precisa entender como o internauta lê: ele apenas passa os olhos pelas telas à procura de palavras-chave. Não tem tempo para as grandes elucubrações mentais exigidas por figuras de linguagens do tempo do texto corrido, nem paciência para textos longos&#8230;</p>
<h3>Criatividade em design gráfico</h3>
<p>O jornalista online deve não apenas saber escrever, mas saber como dispor o texto no suporte. Tem que conhecer tipos de letras, composição visual, uso de cores, corte e edição de fotos, áudio e vídeo. Não precisa saber desenhar, mas deve saber usar infografia e ser capaz de criar um gráfico informativo a partir de dados numéricos, para ilustrar uma matéria.</p>
<h3>Língua estrangeira</h3>
<p>Quase tudo na internet é em inglês. Compre imediatamente seu dicionário. E instale no seu computador programas como o Babylon Translator.</p>
<h3>Curiosidade e experimentação em programas de computador</h3>
<p>Você precisa saber se virar sozinho, se seu maldito Windows começar a dizer algo simpático como &#8220;Você executou uma operação ilegal. Falha geral do aplicativo, OK?&#8221;. E precisa saber como procurar – produtivamente &#8212; por algum tema específico na floresta binária da internet.</p>
<h2>O mercado de trabalho</h2>
<p>O mercado para jornalista online já está aquecido. O jornal de papel, o rádio ou a TV que não tiverem sua contraparte binária estarão logo ultrapassados. Assim, pelo menos uma vaga existe em toda a redação: a do jornalista que coloca na Web matérias feitas para outras mídias. Mais empresas de comunicação estão desenvolvendo redações especificamente para a internet, e a disseminação de acesso por cabo de TV e por rádio exigirá muitos profissionais multimídia.</p>
<p>Depois que estourou a &#8220;bolha&#8221; de entusiasmo pela internet, em 2000, o mercado para profissionais da Web encolheu. Mas apenas na Web, que é um mercado limitado, de qualquer forma. O maior mercado para os conhecimentos de tecnologia online está nas empresas e nas assessorias de imprensa empresariais, porque empresas médias e grandes começam a desenvolver suas páginas Web e suas intranets e já precisam de quem desenvolva conteúdo e <em>press kits</em> para estes novos canais de informação.</p>
<p>Portanto, o futuro para o jornalista online será tão brilhante que ele precisará usar óculos escuros para ver direito.</p>
<h2>Leitura sugeridas</h2>
<ul>
<li><strong>Parem as Máquinas. </strong>Coluna semanal de Steve Outing no UOL. Arquivos de colunas em &lt;<u><a href="http://www.uol.com.br/internet/colunas/parem/">http://www.uol.com.br/internet/colunas/parem/</a>parquivo.htm</u>&gt;.</li>
<li><strong>Online Journalism Review</strong>. Revista Web especializada no tema. Em &lt;<a href="http://www.ojr.org/"><u><span></span></u></a><u><a href="http://www.ojr.org/">http://www.ojr.org</a></u>&gt;.</li>
<li><strong>Use-it.</strong> Site pessoal de Jacob Nielsen, engenheiro de usabilidade, que aborda a interface entre ser humano e computadores. &lt;<a href="http://www.useit.com/"><u><span></span></u></a><u><a href="http://www.useit.com/">http://www.useit.com</a></u>&gt;.</li>
<li><a href="http://bocc.ubi.pt/_listas/tematica.php3?codt=14"><strong>Biblioteca Online de Ciências da Comunicaçã</strong></a><strong><a href="http://bocc.ubi.pt/_listas/tematica.php3?codt=14">o (BOCC)</a></strong> seção <a href="http://bocc.ubi.pt/_listas/tematica.php3?codt=14">Tecnologias da Comunicação</a></li>
<li><a href="http://www.facom.ufba.br/jol/"><strong>GJOL Grupo de Pesquisa em Jornalismo On-line</strong></a> da Universidade Federal da Bahia.</li>
<li><strong>Jornalismo Online.</strong> Site de José Antonio Meira em &lt;<a href="http://meiradarocha.jor.br/index.pl/jol">http://meiradarocha.jor.br/index.pl/jol</a>&gt;.</li>
<li><strong>Mario Garcia</strong>. Site do professor e designer de jornais cubano. Em &lt;<a href="http://www.mariogarcia.com/"><u><span></span></u></a><u><a href="http://www.mariogarcia.com/">http://www.mariogarcia.com</a></u>&gt;.</li>
<li><strong>Online-journalist</strong>. Site do professor Doug Millison. Em &lt;<a href="http://www.online-journalist.com/index.html"><u><span></span></u></a><u><a href="http://www.online-journalist.com/index.html">http://www.online-journalist.com/index.html</a></u>&gt;.</li>
<li><strong>Jornalistas da Web</strong>. Mídias digitais com novidades na área. Página Web em <a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/">http://www.jornalistasdaweb.com.br</a>. Lista de discussão em <a href="http://groups.yahoo.com/group/jornalistasdaweb">http://groups.yahoo.com/group/jornalistasdaweb</a>.</li>
<li><a href="http://www.comunique-se.com.br/conteudo/jornaldaimprensa/colunas/arquivo.asp?nome=Conte%FAdo+n%40+Rede&amp;op2=&amp;op3=&amp;editoria=973">Conteúdo n@ Rede</a> &#8211; Coluna de Bruno Rodrigues sobre webwritting no site Comunique-se.</li>
</ul>
<h3>Bibliografia</h3>
<ol>
<li><a title="JORNALISTAS_DA_WEB" name="JORNALISTAS_DA_WEB"></a>JORNALISTAS DA WEB, <strong>Instantaneidade é a maior característica do webjornalismo segundo pesquisa</strong>. 5 de nov.2003. Site Web disponível em: &lt;<a href="http://www.jornalistasdaweb.com.br/index_noticias.asp?Idn=250">http://www.jornalistasdaweb.com.br/index_noticias.asp?Idn=250</a>&gt; Lido em: 11 fev. 2005.</li>
<li><a href="http://www.meiradarocha.jor.br/index.pl/joseantonio" title="ROCHA" name="ROCHA">ROCHA</a>, J. A. M. <strong>Entendendo o Jornalismo Online</strong>. In: Ivan Pinheiro Machado. (Org.). Tendências na Comunicação. 1 ed. Porto Alegre, 2000, v. 3, p. 84-94.</li>
<li><a title="PALACIOS2002a" name="PALACIOS2002a"></a>PALACIOS, Marcos. <strong>Fazendo Jornalismo em Redes Híbridas:</strong> Notas para discussão da Internet enquanto suporte mediático. Salvador: FACOM, 2002. Disponível em: &lt;<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/artigo.palacios.jorn.redes.hibridas.doc">http://www.facom.ufba.br/ jol/doc/artigo.palacios.jorn.redes.hibridas.doc</a>&gt;. Acesso em: 20 jul. 2003. Documento MS Word.</li>
<li><a title="PALACIOS2002a" name="PALACIOS2002a"></a>PALACIOS, Marcos. <strong>Jornalismo Online, Informação e Memória</strong>: Apontamentos para debate. Apresentado nas Jornadas de Jornalismo Online, Departamento de Comunicação e Artes, Universidade da Beira Interior, Portugal, sob a coordenação do prof. Antonio Fidalgo. Jun. 2002. Disponível em: &lt;<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/covilha_palacios.doc">http://www.facom.ufba.br/ jol/doc/covilha_palacios.doc</a>&gt;. Acesso em: 1º ago. 2003. Documento MS Word. Também disponível documento PDF em: &lt; <a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/2002_palacios_informacaomemoria.pdf">http://www.facom.ufba.br/ jol/pdf/2002_palacios_informacaomemoria.pdf</a>&gt; e documento HTML em <a href="http://www.eca.usp.br/pjbr/arquivos/artigos4_f.htm">http://www.eca.usp.br/pjbr/ arquivos/artigos4_f.htm</a>. Acesso em 2 de fev. 2005.</li>
<li><a title="MIELNICZUK" name="MIELNICZUK"></a>MIELNICZUK, Luciana. <strong>Características e implicações do jornalismo na Web</strong>. Site na Web: &lt;<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf">http://www.facom.ufba.br/ jol/pdf/ 2001_mielniczuk_caracteristicasimplicacoes.pdf</a>&gt;. Lido em 11 fev. 2005. Trabalho apresentado no II Congresso da SOPCOM, Lisboa, 2001</li>
</ol>
<hr /><a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote1anc">*</a> Considero que a tecnologia de computadores atuais deve ser chamada de <em>binária</em>, e não de <em>digital</em>. O fato de trabalhar com lógica binária é que torna os computadores tão poderosos. Eles trabalham relativamente pouco com informação digital (numérica).<a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote2anc">**</a>Busca <em>full text</em> é aquela usada por bancos de dados que armazenam todas as palavras significativas de um documento, e não apenas palavras-chave.</p>
<p><a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote3anc">***</a>Vídeo em corrente, exibido conforme vai sendo recebido pelo computador multimídia. As informações são descartadas depois de exibidas, não ficando gravadas em forma de arquivo no disco do computador. Assim, podem ser enviadas grandes quantidades de informações sem ocupar espaço no disco do usuário.</p>
<p><em><a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote4anc">****</a>Pequenos</em> ou regionais, e não <em>jornais do interior</em>, porque não há mais interior, depois da internet. Qualquer cidade com linha telefônica não está mais no interior.</p>
<p><a href="file:///D:/Documents%20and%20Settings/meira/Dados%20de%20aplicativos/Mozilla/Firefox/Profiles/cfkx6rbi.default/ScrapBook/data/20070527235412/index.html#sdfootnote5anc">*****</a>Largura de banda é a capacidade de transmissão de dados na internet, medida em bits por segundo. A chamada largura de banda estreita é um limitante para o crescimento da internet.</p>
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